BLOCO 7 / REGRAS DO BASQUETEBOL

Violações

Limites da quadra, regras temporais, retorno à defesa, goaltending e basket interference.

Guia educativo — versão introdutória Basquetebol FIBA 5x5 — referência 2026

Como reconhecer situações de jogo irregulares?

Quadros largos podem ser rolados na horizontal. Pelo teclado, coloque o foco no quadro e use as setas laterais.

Parte 1: Conceito de violação e situações fora da quadra

A. Como reconhecer situações de jogo irregulares?

Reconhecer uma violação exige observar as condições previstas no regulamento. Ver uma bola perto da linha ou ouvir alguém dizer que uma jogada foi irregular não basta para decidir o que aconteceu. Precisamos identificar o contato, a localização, a condição de quem participa e a disposição aplicável.

Esta primeira parte cobre apenas o conceito de violação e as situações de jogador e bola fora da quadra dos arts. 22–23. Não é o Bloco 7 completo: os demais assuntos do recorte original serão desenvolvidos separadamente. Drible e deslocamento já foram estudados no Bloco 6 e não serão reproduzidos integralmente aqui.

B. Violação, falta e linguagem cotidiana

O art. 22.1 define violação como infração das regras. Essa formulação precisa ser lida dentro da terminologia do regulamento: não é motivo para chamar qualquer comportamento inadequado ou toda infração de violação indistintamente. O art. 32.1.1 define falta como infração relacionada a contato pessoal ilegal com adversário e/ou conduta antidesportiva. Os tipos de falta e suas consequências pertencem ao Bloco 8, não a esta introdução. (R1, 22.1, p. 29; 32.1.1, p. 37.)

Explicação didática autoral: “irregularidade” pode ser uma expressão cotidiana ampla, mas não substitui a identificação regulamentar da situação. Em vez de apenas dizer “foi irregular”, o leitor deve perguntar quais condições foram observadas e qual regra está sendo utilizada. Isso não cria uma nova categoria oficial.

C. Consequência geral e suas ressalvas

O art. 22.2 prevê que a equipe adversária receba a bola para uma reposição do local mais próximo da infração, exceto diretamente atrás da tabela, salvo disposição diferente nas regras. A ressalva faz parte da explicação: não é correto ensinar que toda violação produz sempre exatamente a mesma reposição. (R1, 22.2, p. 29.)

Esta parte identifica a consequência prevista, sem explicar todos os procedimentos de execução da reposição ou os atos da arbitragem. Esses procedimentos permanecem reservados ao Bloco 10 e aos assuntos próprios. A situação de bola presa apresentada adiante também precisa de seu tratamento específico, não de aplicação automática dessa fórmula geral.

D. Quando o jogador está fora da quadra?

O art. 23.1.1 considera o jogador fora quando qualquer parte do corpo está em contato com o piso sobre ou além da linha limítrofe, ou com objeto nas posições regulamentares acima, sobre ou além dessa delimitação, excluído outro jogador desse critério. Assim, tocar a linha com o pé é suficiente para a condição de fora; não é necessário estar inteiramente além dela. (R1, 23.1.1, p. 29.)

Isso não significa que ultrapassar visualmente a linha enquanto está no ar produza, sozinho, essa condição. O critério de localização no ar já estudado no Bloco 4 permanece aplicável. Também não significa que tocar corporalmente outro jogador que está fora torne automaticamente o primeiro jogador fora: o outro jogador foi excluído do critério específico. (R1, 23.1.1, p. 29; registros anteriores de 11.1, p. 18.)

O caso oficial 23-2 apresenta A1 tocando B1 com o corpo, enquanto B1 tem um pé fora. A1 não se torna fora por esse contato e o jogo continua na situação descrita. Não se deve converter essa interpretação em autorização para qualquer contato corporal, pois faltas têm seus próprios critérios. (R2, 23-2, p. 52.)

E. Quando a bola está fora da quadra?

A bola não precisa tocar o piso fora para estar fora. O art. 23.1.2 inclui contato com jogador ou outra pessoa fora, com o piso sobre ou além da delimitação, com objetos nas posições previstas acima, sobre ou além da linha, com suportes das tabelas, com a parte posterior das tabelas ou com qualquer objeto acima da quadra. É necessário identificar o que foi atingido e onde está, sem decidir apenas pela trajetória aparente. (R1, 23.1.2, p. 29.)

Uma bola que toca a linha limítrofe toca um local previsto nessa definição. Já afirmar que qualquer contato com a tabela significa bola fora seria incorreto: o dispositivo identifica partes específicas. Casos envolvendo outras superfícies, interferência ou condições adicionais não devem receber uma conclusão inventada a partir dessa enumeração.

F. Quem é responsável pela saída?

A regra geral de 23.2.1 atribui a saída ao último jogador que tocou a bola ou foi tocado por ela antes de ela sair, mesmo quando o acontecimento que a torna fora é um contato posterior com algo que não seja jogador. A referência é o contato relevante antes da saída, não simplesmente o último corpo ou objeto que aparece na trajetória. (R1, 23.2.1, p. 29.)

O item 23.2.2 trata da bola que fica fora por tocar ou ser tocada por jogador sobre ou além da linha: nesse caso, esse jogador causa a saída. O caso 23-1 reafirma a condição. “Responsabilidade”, aqui, significa atribuição regulamentar; não exige concluir que houve intenção de provocar a saída. (R1, 23.2.2, p. 29; R2, 23-1, p. 52.)

As interpretações oficiais ajudam a distinguir contatos que poderiam parecer semelhantes:

  • Bola e jogador fora: em 23-3, A1 toca B1 com a bola, e B1 tem um pé fora. A bola está fora e a saída é atribuída a B1; a reposição cabe a A próxima ao local da saída. Essa conclusão não é a mesma do contato corporal de 23-2. Os detalhes de relógio do caso não são desenvolvidos aqui. (R2, 23-3, p. 52.)
  • Bola e substituto no banco: em 23-4, a bola do drible de A1 toca o joelho de B6 sentado na cadeira de substituição e depois retorna a A1. Ela já ficou fora no contato com B6; a saída é atribuída a A1 e a reposição é de B. Não se deve substituir essa conclusão por “tocou alguém de B por último, então a reposição é de A”. (R2, 23-4, p. 52.)

Esses são resumos identificados de interpretações oficiais, não exemplos autorais. A distinção entre jogador em quadra e substituto, apresentada no Bloco 3, é necessária para ler os casos sem generalizar todas as pessoas fora da quadra como se tivessem a mesma condição regulamentar.

G. Bola presa: situação com tratamento próprio

Durante uma bola presa, se um jogador se desloca para fora da quadra ou para sua quadra de defesa, o art. 23.2.3 determina uma situação de bola ao alto. Não se deve transformar essa hipótese automaticamente na reposição geral do art. 22.2 ou decidir apenas pelo último toque. (R1, 23.2.3, p. 29.)

O Bloco 4 já diferenciou o procedimento de bola ao alto das situações normalmente resolvidas por posse alternada e preservou as condições especiais da abertura. Aqui basta reconhecer a remissão: os procedimentos completos e suas exceções não são repetidos, nem se presume que qualquer ocorrência envolvendo bola presa tenha a mesma sequência.

H. Quadro didático — contato, condição e conclusão

Situação Condição decisiva Conclusão no recorte descrito Referência
Jogador toca a linha limítrofe Parte do corpo toca o piso na linha. O jogador está fora; isso não exige que todo o corpo ultrapasse a delimitação. R1, 23.1.1, p. 29.
Jogador toca corporalmente outro jogador fora É contato do corpo com outro jogador, não contato da bola; considerar o cenário descrito em R2. Não torna automaticamente o primeiro jogador fora; não autoriza contato corporal ilegal. R1, 23.1.1, p. 29; R2, 23-2, p. 52.
Bola toca jogador fora O participante é jogador sobre ou além da linha, e esse contato torna a bola fora. A bola está fora e esse jogador causa a saída. R1, 23.1.2 e 23.2.2, p. 29; R2, 23-1 e 23-3, p. 52.
Bola do drible toca substituto fora No caso oficial, atinge B6 sentado na cadeira de substituição após contato de A1. Bola fora; saída atribuída a A1 e reposição de B. Não generalizar apenas pela equipe do substituto. R2, 23-4, p. 52.
Bola toca a parte posterior da tabela A superfície atingida é a parte posterior, não qualquer parte da tabela. Bola fora. Para atribuir responsabilidade, verificar os contatos anteriores relevantes. R1, 23.1.2 e 23.2.1, p. 29.
Deslocamento durante bola presa Um jogador se desloca para fora ou para sua quadra de defesa durante essa condição. Situação de bola ao alto, não reposição geral automática. R1, 23.2.3, p. 29.

I. Três exemplos hipotéticos autorais — identificar a condição decisiva

  1. Jogador e linha: Marina controla uma bola viva segurando-a junto à lateral. Ao ajustar a posição, encosta o pé na linha limítrofe enquanto a bola permanece em suas mãos, sem outra ocorrência especial. Ela está fora pelo contato do pé; a bola também está fora por tocar a jogadora nessa condição. A saída é atribuída a Marina. Não é necessário concluir que toda a bola tocou o piso ou ultrapassou visualmente a linha. (R1, 23.1.1–23.1.2 e 23.2.2, p. 29.)
  2. Bola e pessoa fora: em outra situação, um passe de Tomás é a última ação de jogador antes de a bola atingir o braço de uma pessoa da organização do evento que está fora da quadra, sem ser jogador ou substituto. Nenhum outro jogador tocou a bola no percurso. Ela está fora nesse contato e a saída é atribuída a Tomás pelo último contato de jogador anterior à saída. A hipótese ilustra a regra do contato posterior com alguém que não seja jogador, não uma decisão baseada em suposta intenção da pessoa atingida. (R1, 23.1.2 e 23.2.1, p. 29.)
  3. Bola presa e deslocamento: em um momento posterior ao estabelecimento do primeiro controle da partida, Lara e uma adversária mantêm a bola firmemente presa, sem que nenhuma consiga obtê-la sem aspereza indevida. Durante essa condição de bola presa, Lara se desloca e toca o piso fora da quadra. O art. 23.2.3 determina situação de bola ao alto, em vez de atribuição automática da reposição geral. O exemplo não informa a direção da seta nem simula os atos da arbitragem; esses dados não são necessários para identificar a consequência aqui delimitada. (R1, 23.2.3, p. 29; relação com registros anteriores de 12.1.2 e 12.5–12.6.2, pp. 18–19.)

Exemplos hipotéticos elaborados pelo portal, não transcritos de R2 nem apresentados como interpretações oficiais. Nomes e sequências são didáticos. O contato com pessoa da organização é uma hipótese, não orientação para ocupar áreas de risco. Não se inventam contagens, sinais da arbitragem ou procedimentos completos de reposição.

J. Proposta escolar autoral — perguntar o que foi tocado e por quem

Proposta do portal, não atividade oficial da FIBA nem obrigação específica da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A tarefa usa descrições, sem necessidade de executar os contatos analisados.

  • Objetivo: reconhecer a condição decisiva de situações fora da quadra, distinguindo jogador, bola, contato corporal e atribuição da saída, sem generalizar a consequência da bola presa.
  • Público e adaptações: anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio; adequar vocabulário e número de situações. Começar pelo jogador que toca a linha e depois comparar contatos da bola e condições dos participantes.
  • Materiais: papel, lápis, quadro e cartões com os três exemplos autorais e um cartão incompleto. Utilizar o quadro didático como apoio; não são necessários bola, quadra ou equipamentos eletrônicos.
  • Organização: pequenos grupos em mesas ou superfícies acessíveis. Alternar quem lê, identifica o contato, consulta a referência, registra e explica. Os papéis não dependem de habilidade motora.
  • Desenvolvimento: analisar cada exemplo perguntando: quem ou o que foi tocado, onde estava e qual condição foi descrita? Separar a conclusão “está fora” da atribuição de responsabilidade. Depois, apresentar apenas “a bola tocou alguém perto da lateral”. Pedir que o grupo identifique as informações ausentes, como localização, condição da pessoa e sequência anterior, sem inventá-las. Comparar por descrição os resumos oficiais de contato corporal, contato da bola e substituto no banco, mantendo os identificadores de R2 e sem chamá-los de exemplos autorais.
  • Inclusão e acessibilidade: oferecer leitura oral, letras ampliadas, alto contraste e respostas por fala, escrita, apontamento ou outro meio acessível. Usar nomes e palavras, sem depender apenas de cores; permitir apoio entre colegas, repetição da leitura e tempo adequado.
  • Segurança: manter materiais ao alcance e espaço desobstruído, sem deslocamentos obrigatórios, contato físico ou disputa por objetos. Não lançar bolas contra pessoas, encenar bola presa, ocupar suportes da cesta ou reproduzir situações de risco. A análise pode ser realizada sentada à mesa, sem expor estudantes reais.
  • Avaliação: verificar se cada participante identifica uma condição decisiva, distingue contato corporal de contato da bola ou reconhece dados insuficientes. Valorizar justificativa e cooperação, não rapidez ou desempenho motor; não usar erros de resposta como punição.

O professor pode adaptar tempo, quantidade de cartões e meios de participação. Esses são combinados pedagógicos autorais, não alterações silenciosas das definições oficiais. Uma eventual prática motora exige planejamento próprio de segurança e inclusão; a aprendizagem desta proposta não depende dessa execução.

K. Referências e limites

  • R1 — FIBA, Official Basketball Rules 2026, v1.1: 22.1–22.2, p. 29, conceito e consequência geral com ressalvas; 23.1.1–23.1.2, p. 29, jogador e bola fora; 23.2.1–23.2.3, p. 29, responsabilidade e condição especial de bola presa; complemento de 32.1.1, p. 37, apenas para distinguir falta. Utilizados os registros textuais efetivamente conferidos na consulta documental, com paginação impressa. Consultar R1.
  • R2 — FIBA, Official Basketball Rules 2026 — Official Interpretations, v1.0: 23-1, p. 52, contato com jogador sobre ou fora da linha; 23-2, p. 52, contato corporal; 23-3, p. 52, bola e jogador fora; 23-4, p. 52, substituto na cadeira e atribuição da saída. Os casos são identificados como interpretações oficiais e resumidos dentro de suas condições; os procedimentos de relógio de 23-3 não foram desenvolvidos. Consultar R2.
  • Registros anteriores reaproveitados: R1, 2.5.1, p. 6, delimitação; 4.1.3–4.1.4, p. 12, condições de jogador e substituto; 11.1–11.2, p. 18, localização; 12.1.2, p. 18, e 12.5–12.6.4, p. 19, bola presa e posse alternada. São conexões com os blocos já aprovados, não nova pesquisa integral ou reescrita desses assuntos.
  • Limite de atribuição a R2: a busca textual direcionada da consulta documental por “Article 22” não localizou correspondência; não foi identificada seção própria desse artigo nessa consulta. Isso não equivale a afirmar inexistência absoluta de relações indiretas em todo o documento nem autoriza inventar casos oficiais.
  • Limites documentais: consulta textual e parcial das fontes na consulta documental, sem leitura integral de R1 ou R2 e sem conferência visual dos PDFs. Nesta redação não houve nova pesquisa, renderização ou validação de diagramas. Condições de pessoas, objetos, contatos e localização não foram preenchidas por suposição.
  • Outras violações: os arts. 26–31 são tratados nas partes seguintes deste bloco. A definição e a consequência geral de violação não substituem suas condições específicas.
  • Reposição: procedimentos completos do art. 17 ficam reservados ao Bloco 10. A consequência geral de 22.2 não substitui suas condições nem as disposições diferentes existentes nas regras.
  • Relógios e dependências: conferir os dispositivos próprios antes de explicar contagens ou reinícios, inclusive o detalhe de relógio de 23-3. Situações com outros acontecimentos ou elementos não suficientemente descritos precisam de análise adicional, não de conclusão automática.
  • Recursos visuais: conferir visualmente eventuais diagramas quando necessários antes de utilizá-los como evidência ou produzir ilustrações do portal. Não houve conferência visual neste trecho.
  • Tradução e atualidade: tradução oficial em português e eventuais atualizações ou erratas não foram verificadas integralmente. A vigência indicada de 01/10/2026 não comprova ausência de versões posteriores; explicação autoral não constitui nomenclatura oficial confirmada.

Parte 2: Três segundos e jogador estreitamente marcado

A. Como reconhecer situações de jogo irregulares?

Contar segundos não basta: é necessário reconhecer as condições que tornam cada regra aplicável. A permanência de um jogador perto da cesta e a proximidade de um defensor, isoladamente, não permitem concluir que houve violação.

Esta Parte 2 apresenta somente três segundos e jogador estreitamente marcado, conforme os arts. 26 e 27. As contagens têm condições diferentes e não são intercambiáveis. O art. 28 e os assuntos seguintes são apresentados nas partes posteriores deste bloco.

B. Três segundos: condições que precisam estar reunidas

O art. 26.1.1 impede que um jogador permaneça por mais de três segundos consecutivos na área restritiva adversária enquanto sua equipe controla uma bola viva na quadra de ataque e o relógio de jogo está em andamento. Essas condições são cumulativas: trata-se do controle da equipe, não de exigir que o próprio jogador dentro da área esteja segurando a bola. (R1, 26.1.1, p. 31; R2, 26-3, p. 56.)

A área restritiva é o espaço demarcado já apresentado no Bloco 2, não qualquer região próxima à cesta. Tampouco se deve aplicar a proibição independentemente da condição da bola, do local do controle ou do relógio. No caso oficial 26-5, há controle da equipe na reposição na quadra de ataque e um companheiro permanece na área por mais de três segundos, mas o relógio ainda não começou a correr: não ocorre a violação descrita nesse caso. (R2, 26-5, p. 56.)

C. Tolerâncias e saída efetiva da área

O art. 26.1.2 prevê tolerância nas seguintes condições, sem criar permanência livre na área:

  • Tentativa de saída: considerar o jogador que está tentando deixar a área restritiva. Isso não equivale a declarar que ele já saiu.
  • Arremesso nas condições previstas: o jogador está na área quando ele próprio ou um companheiro está em ato de arremesso e a bola está saindo ou acaba de sair das mãos no arremesso. Uma intenção genérica de arremessar não satisfaz essa descrição.
  • Drible para arremessar: o jogador dribla na área restritiva para arremessar depois de ter permanecido ali por menos de três segundos consecutivos. Essa condição não autoriza permanecer além do limite e depois invocar qualquer drible como justificativa.

Para estar estabelecido fora da área, o jogador precisa colocar ambos os pés no piso da quadra fora dela. Retirar somente um pé ou permanecer com parte dos pés na área não comprova a saída exigida. A tolerância para quem tenta sair e o critério de saída efetiva são disposições distintas e devem ser lidos em conjunto. (R1, 26.1.2–26.1.3, p. 31.)

Sair pela linha de fundo para evitar a contagem e retornar à área não é uma maneira permitida de contornar a regra. Essa sequência específica é tratada como violação nos casos 26-1–26-2; não deve ser confundida com colocar os dois pés no piso da quadra fora da área restritiva. (R2, 26-1–26-2, p. 56.)

O arremesso também exige atenção ao controle: em 26-4, depois de dois segundos e meio na área, o jogador solta um arremesso que não toca tabela nem aro e recupera o rebote. O caso é legal no recorte analisado, pois o controle da equipe terminou na soltura do arremesso e um novo controle começou na recuperação. Não é a ausência de contato com o aro que mantém automaticamente o controle anterior. Esse resumo não decide outras possíveis ocorrências que não constem da situação. (R2, 26-4, p. 56; relação com R1, 14.1.3, p. 20.)

D. Jogador estreitamente marcado: definição e ação exigida

Segundo o art. 27.1, a condição envolve jogador segurando uma bola viva em quadra e adversário em posição ativa e legal de marcação, a uma distância de até um metro. Estar perto, por si só, não basta: a condição da bola, a ação de segurá-la e a marcação descrita precisam estar presentes. A definição não se aplica a um jogador sem bola. (R1, 27.1, p. 32.)

Nessa condição, o jogador deve passar, arremessar ou driblar dentro de cinco segundos. Essas são as ações indicadas no dispositivo; não cabe inventar outra ação que as substitua. A explicação não transforma a proximidade em autorização para contato corporal ilegal. (R1, 27.2, p. 32; R2, 27-1, p. 57.)

O caso 27-2 começa com quatro segundos de marcação estreita, seguidos de perda acidental e recuperação da bola. A interpretação conclui pela violação porque não houve passe, arremesso ou drible dentro dos cinco segundos. O fumble, já estudado no Bloco 6, não cumpre por si só essa obrigação nem concede reinício automático. Isso não significa que o simples acidente no quarto segundo produza imediatamente a violação: é preciso preservar a sequência e o prazo do caso. Não se extrai dessa situação uma política geral para toda interrupção ou reinício de contagem. (R2, 27-2, p. 57.)

E. Quadro comparativo — condições antes dos números

Aspecto Três segundos Jogador estreitamente marcado
Quem está sujeito Jogador na área restritiva adversária, nas condições cumulativas da regra. Jogador segurando bola viva em quadra sob a marcação definida.
Controle exigido Sua equipe controla bola viva na quadra de ataque; ele não precisa estar com a bola nas mãos. O jogador está segurando uma bola viva; não basta um companheiro controlar a bola.
Localização Área restritiva adversária; o controle da equipe ocorre na quadra de ataque. Jogador em quadra, sem limitação à área restritiva nessa definição.
Relógio de jogo Deve estar em andamento. Os itens 27.1–27.2 não enunciam essa mesma condição expressa; não transferir automaticamente a condição do art. 26.
Marcação Não exige um defensor a determinada distância. Adversário em posição ativa e legal, a até um metro.
Limite temporal Não permanecer por mais de três segundos consecutivos com as condições reunidas. Passar, arremessar ou driblar dentro de cinco segundos.
Como a situação pode terminar Saída efetiva com ambos os pés no piso da quadra fora da área; também é preciso verificar se permanecem as demais condições, como o controle da equipe. Cumprir uma das três ações no prazo; se a condição de marcação descrita deixa de existir, não se presume sua continuidade. Não se formula aqui um manual de reinícios.
Tolerâncias ou condições especiais Tentativa de saída; arremesso nas condições previstas; drible para arremessar após permanência inferior a três segundos. Fumble e recuperação não substituem automaticamente a ação exigida nem reiniciam o prazo no caso 27-2.
Referência oficial R1, 26.1.1–26.1.3, p. 31; R2, 26-1–26-5, p. 56. R1, 27.1–27.2, p. 32; R2, 27-1–27-2, p. 57.

F. Consequência regulamentar básica

Para as violações aqui tratadas, aplica-se a consequência geral do art. 22.2: bola para a equipe adversária repor do local mais próximo da infração, exceto diretamente atrás da tabela, salvo disposição diferente nas regras. A ressalva permanece necessária; esta apresentação não substitui os procedimentos completos de reposição nem antecipa as atribuições da arbitragem e da mesa. (R1, 22.2, p. 29; registros da Parte 1.)

G. Três exemplos hipotéticos autorais

  1. Condições reunidas na área: a equipe de Caio controla uma bola viva na quadra de ataque, com o relógio correndo. Um companheiro mantém a bola enquanto Caio permanece por quatro segundos consecutivos na área restritiva adversária, parado e sem tentar sair; ninguém está nas condições de arremesso indicadas em 26.1.2 e Caio não dribla para arremessar. Há violação de três segundos: o controle é da equipe e a permanência ultrapassou o limite sem a tolerância descrita. Não é necessário Caio estar segurando a bola. (R1, 26.1.1–26.1.2, p. 31.)
  2. Tentativa e saída efetiva: a equipe de Joana controla bola viva na quadra de ataque e o relógio corre. Antes de completar três segundos consecutivos na área restritiva adversária, ela começa a sair. Primeiro coloca um pé no piso da quadra fora da área, mantendo o outro dentro; depois, ainda antes de completar os três segundos, coloca também o segundo pé no piso fora dela. Na primeira posição não estava estabelecida fora; na segunda, satisfaz o critério de saída. A sequência não apresenta violação por exceder o prazo. A tentativa de sair conta com a tolerância prevista, mas não substitui o requisito dos dois pés. (R1, 26.1.1–26.1.3, p. 31.)
  3. Cinco segundos sob marcação: Rafael segura uma bola viva em quadra. Durante mais de cinco segundos, uma adversária permanece a oitenta centímetros, em posição ativa e legal de marcação. Rafael continua segurando a bola, sem passar, arremessar ou driblar. Nessas condições, há violação da regra do jogador estreitamente marcado. A conclusão aqui analisada se baseia no art. 27; não se deduz outra violação sem suas condições próprias. A distância foi informada junto das demais condições, não usada como critério isolado. (R1, 27.1–27.2, p. 32.)

Os três exemplos são elaborações didáticas autorais do portal, com participantes fictícios; não são transcrições de R2 nem interpretações oficiais. As descrições não orientam estudantes a executar marcação próxima ou simular infrações fisicamente.

H. Proposta escolar autoral — conferir as condições da contagem

Atividade do portal, não proposta oficial da FIBA nem obrigação específica da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A tarefa analisa regras oficiais por meio de cartões; seus meios de participação são adaptações pedagógicas.

  • Objetivo: identificar as condições que diferenciam as duas regras e justificar uma conclusão sem decidir apenas pelo número de segundos.
  • Público e adaptações: anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio; ajustar vocabulário e quantidade de cartões. Iniciar com uma regra por vez e depois comparar situações completas e incompletas.
  • Materiais: papel, lápis, quadro, cartões com os exemplos autorais e o quadro comparativo. Não são necessários bola, cronômetro ou quadra.
  • Organização: pequenos grupos em superfícies acessíveis, alternando leitura, identificação das condições, consulta à referência e apresentação da justificativa. Toda a participação pode ocorrer sem execução motora.
  • Desenvolvimento: analisar os três exemplos e indicar condição da bola, controle, localização, relógio ou marcação, conforme a regra. Apresentar depois o cartão “um jogador ficou quatro segundos perto da cesta”: reconhecer que faltam área exata, controle, condição da bola, relógio e eventuais tolerâncias para concluir pelo art. 26. Comparar ainda um cartão que descreve apenas “adversário próximo” com as condições completas do art. 27, sem inventar distância ou legalidade da marcação. Separar “há violação”, “não há violação nas condições descritas” e “faltam informações”, justificando cada resposta.
  • Inclusão e acessibilidade: oferecer leitura oral, letras ampliadas, alto contraste, linguagem ajustada e respostas por fala, escrita, apontamento ou outro meio acessível. Não depender apenas de cores; permitir apoio entre colegas e tempo adequado para compreender cada sequência.
  • Segurança: manter materiais ao alcance e espaço desobstruído. Não exigir deslocamentos, contato físico, demonstração de marcação estreita, permanência sob a cesta ou encenação de saída pela linha de fundo. Trabalhar com personagens fictícios, sem expor estudantes reais.
  • Avaliação: observar se cada participante identifica condições necessárias, distingue tentativa de saída de saída efetiva e reconhece dados insuficientes. Valorizar justificativas e cooperação, não rapidez, desempenho motor ou punição por respostas incorretas.

O professor pode adaptar tempo, quantidade de cartões e formas de resposta. Esses combinados da atividade não substituem as condições oficiais nem convertem as duas contagens em uma regra escolar única.

I. Referências e limites

  • R1 — FIBA, Official Basketball Rules 2026, v1.1: 26.1.1, p. 31, condições cumulativas e limite; 26.1.2, p. 31, tolerâncias; 26.1.3, p. 31, saída efetiva; 27.1–27.2, p. 32, marcação estreita e ação dentro de cinco segundos. Complementos já registrados: 22.2, p. 29, consequência geral; 14.1.3, p. 20, término do controle no arremesso. Paginação impressa. Consultar R1.
  • R2 — FIBA, Official Basketball Rules 2026 — Official Interpretations, v1.0: 26-1–26-2, p. 56, saída pela linha de fundo para evitar a regra e retorno; 26-3, p. 56, condições cumulativas; 26-4, p. 56, arremesso e novo controle no rebote; 26-5, p. 56, reposição com relógio ainda parado; 27-1, p. 57, ação exigida; 27-2, p. 57, fumble e recuperação no histórico da contagem. São resumos de interpretações oficiais, preservadas suas condições. Consultar R2.
  • Limites documentais: reaproveitamento dos registros textuais conferidos na consulta documental e dos complementos anteriores, sem consulta integral dos PDFs, nova pesquisa ou conferência visual neste trecho. Não foram validados diagramas. Não se presume um procedimento geral de interrupção e reinício da contagem do art. 27 a partir de um único caso.
  • Oito segundos: veja a Parte 3 deste bloco.
  • Conexões: relógio de arremesso, retorno à defesa e interferências são tratados nas Partes 4–6 deste bloco, com critérios próprios.
  • Procedimentos: reposição completa e procedimentos de arbitragem permanecem reservados aos respectivos blocos; a consequência geral não substitui suas disposições próprias.
  • Recursos visuais: diagramas e eventuais recursos visuais não foram conferidos; não devem ser apresentados como evidência visual validada.
  • Tradução e atualidade: tradução oficial e atualizações documentais não foram verificadas integralmente. Não se afirma ausência de erratas ou versões posteriores.

Parte 3: Regra dos oito segundos

A. Como reconhecer situações de jogo irregulares?

A regra dos oito segundos trata de levar a bola da quadra de defesa para a quadra de ataque nas condições regulamentares. Para compreender uma possível violação, precisamos identificar quem controla a bola, onde estão os participantes e o que aconteceu na sequência. Ver a bola cruzar a linha central pelo ar não basta para concluir que a exigência foi cumprida.

Esta é uma regra de progressão da bola, distinta da regra do relógio de arremesso. Esta parte desenvolve somente o art. 28, sem explicar os arts. 29–31 ou encerrar o Bloco 7.

B. Quando começa a obrigação dos oito segundos?

O item 28.1.1 apresenta dois pontos de partida, que precisam ser diferenciados:

  • Controle por jogador na quadra de defesa: um jogador nessa quadra obtém o controle de uma bola viva. Sua equipe deve fazê-la chegar à quadra de ataque dentro de oito segundos. Não basta que alguém apenas toque na bola sem estabelecer o controle exigido nessa hipótese.
  • Reposição: a bola toca ou é legalmente tocada por qualquer jogador na quadra de defesa, e a equipe do repositor permanece com o controle da bola em sua quadra de defesa. O toque precisa ser lido com essas condições; não se exige necessariamente que o receptor já esteja segurando a bola, nem se toma qualquer toque isolado como início automático de contagem.

Na reposição, a condição de bola viva e o controle da equipe não precisam esperar uma recepção dentro da quadra, como já estudado nos Blocos 4 e 6. Isso não torna o momento de disponibilização da bola ao repositor equivalente ao marco específico dos oito segundos: para essa hipótese, 28.1.1 inclui o contato em quadra descrito acima. (R1, 28.1.1, p. 32; conexão com os registros anteriores de 10.2 e 14.1.1.)

C. Linha central, quadras e referências de localização

A quadra de defesa de uma equipe inclui sua própria cesta, a parte da tabela voltada para o jogo e a região delimitada pelas linhas correspondentes, incluindo a linha central. Sua quadra de ataque é a região orientada para a cesta adversária, conforme a delimitação regulamentar. Por isso, a mesma metade é quadra de ataque de uma equipe e quadra de defesa da outra; é preciso indicar a equipe de referência. (R1, 2.3–2.4, p. 6; 2.5.2, p. 7.)

A linha central faz parte da quadra de defesa. Ter um pé de cada lado, tocar a linha ou lançar a bola sobre ela não são situações equivalentes a satisfazer todos os critérios de 28.1.2. Passe, recepção e drible exigem leituras próprias. Os conceitos de localização e controle dos Blocos 4 e 6 ajudam a analisar a sequência, sem substituir as condições específicas deste artigo.

D. Quando a bola foi levada à quadra de ataque?

O item 28.1.2 estabelece hipóteses diferentes. Não se deve aplicar a exigência específica do drible a todo passe ou contato:

  1. Bola sem controle de qualquer jogador: ela toca o piso da quadra de ataque. O critério é esse contato, não apenas uma trajetória aérea sobre a linha.
  2. Contato com atacante: a bola toca ou é legalmente tocada por um jogador atacante com ambos os pés inteiramente em contato com a quadra de ataque. Uma posição com os pés divididos pela linha central não satisfaz essa descrição.
  3. Contato com defensor: a bola toca ou é legalmente tocada por um defensor que tem parte do corpo em contato com sua quadra de defesa, correspondente à quadra de ataque da equipe que controla a bola. Essa referência à quadra do defensor não deve ser trocada pela quadra de defesa da equipe atacante. Aplica-se o critério próprio desse contato, não o de ambos os pés exigido na hipótese do atacante.
  4. Contato com árbitro: a bola toca um árbitro com parte do corpo em contato com a quadra de ataque da equipe que controla a bola. Não basta dizer que tocou o árbitro, sem informar sua localização.
  5. Drible da defesa para o ataque: a bola e ambos os pés do driblador estão inteiramente em contato com a quadra de ataque. A posição somente dos pés ou somente da bola não completa esse critério.

Essas são hipóteses normativas resumidas de R1, 28.1.2, p. 32. A explicação das referências espaciais é didática e utiliza as definições de 2.3–2.4; não constitui uma nova interpretação oficial ou regra baseada na aparência do desenho da quadra.

E. Interpretações oficiais — leitura da linha central

  • Posse alternada e tempo restante: 28-1–28-2 tratam de situação de bola ao alto em que a mesma equipe recebe a reposição por posse alternada na quadra de defesa. No exemplo oficial, depois de cinco segundos de drible e de uma bola presa, restam três segundos. A seta não concede automaticamente outros oito. (R2, 28-1–28-2, p. 58.)
  • Critério do drible: 28-3 reforça a exigência conjunta de bola e ambos os pés inteiramente em contato com a quadra de ataque. (R2, 28-3, p. 58.)
  • Recepção com pés em lados diferentes: em 28-4, o jogador recebe de um companheiro da quadra de defesa com um pé de cada lado da linha central. As alternativas descritas de passe de volta a companheiro na defesa, passe a companheiro também nessa posição e início de drible de volta à defesa não completam a passagem para o ataque; os oito segundos continuam. Não se deduz daí autorização geral para qualquer retorno da bola. (R2, 28-4, p. 58.)
  • Posições durante o drible: em 28-5, permanecem na condição analisada de quadra de defesa as combinações de pés divididos pela linha, ambos os pés no ataque com bola ainda na defesa, retorno dos pés à defesa antes de completar o critério, ou pés na defesa e bola no ataque. A contagem continua até que a exigência conjunta seja satisfeita. Isso descreve o drible do caso, não todos os critérios de 28.1.2. (R2, 28-5, p. 58.)

Esses parágrafos resumem interpretações oficiais identificadas. Não são os exemplos autorais apresentados adiante.

F. Interrupções: quando se conserva o tempo restante?

Conforme 28.1.3, a contagem continua com o tempo que restava quando a mesma equipe que antes controlava a bola recebe uma reposição na quadra de defesa em decorrência das situações enumeradas:

  • Bola colocada fora da quadra.
  • Lesão de jogador dessa mesma equipe.
  • Falta técnica cometida por essa equipe.
  • Situação de bola ao alto.
  • Falta dupla.
  • Cancelamento de penalidades iguais contra ambas as equipes.

A condição de reposição para a mesma equipe na quadra de defesa acompanha toda a lista. Não se deve transformar lesão de qualquer participante, falta de qualquer tipo ou qualquer interrupção em uma conclusão automática. A enumeração também não autoriza deduzir, por exclusão, que toda situação não listada concede uma nova contagem integral. (R1, 28.1.3, p. 32.)

Outras interpretações ajudam a manter essas condições visíveis:

  • Informação sobre o tempo restante: 28-6 prevê que o árbitro informe ao repositor quanto resta quando a contagem continua. Registra-se essa orientação sem desenvolver sinais, operação dos relógios ou procedimentos completos da arbitragem. (R2, 28-6, p. 58.)
  • Falta dupla e localização: em 28-7, depois de seis segundos na defesa, a alternativa com falta dupla na quadra de defesa leva à reposição de A nessa quadra com dois segundos restantes. Na alternativa com falta dupla na quadra de ataque, a reposição descrita é no ataque, próxima do local onde ocorreu a falta dupla. Não se deve aplicar a conclusão de dois segundos para reposição na defesa indistintamente às duas alternativas. (R2, 28-7, p. 59.)
  • Desvio para fora: em 28-8, após quatro segundos na defesa, um defensor desvia a bola para fora; a mesma equipe recebe a reposição na defesa e conserva quatro segundos. O desvio não fornece automaticamente uma nova contagem. (R2, 28-8, p. 59.)
  • Interrupção alheia às equipes: 28-9–28-10 preservam o tempo restante quando reiniciar os oito segundos colocaria a adversária em desvantagem. No exemplo, com 25 segundos no quarto final e placar empatado, A já usou cinco segundos na defesa. As alternativas envolvem falha de funcionamento do relógio de jogo, garrafa lançada na quadra ou reinício indevido do relógio de arremesso; A repõe na defesa com três segundos restantes. São condições do caso, não regra universal para qualquer interrupção externa. (R2, 28-9–28-10, p. 59.)

G. Identificar a violação e distinguir sua consequência

O descumprimento dos oito segundos deve ser relacionado à consequência geral de 22.2: reposição adversária do local mais próximo da infração, exceto diretamente atrás da tabela, salvo disposição diferente nas regras. Identificar a violação não resolve sozinho todos os detalhes de localização e execução da reposição. (R1, 22.2, p. 29; 28.1.1, p. 32.)

Os casos 28-11–28-12 destacam a localização da bola quando a violação ocorre. Em 28-12, se o jogador ainda segura a bola na defesa, a reposição adversária é na quadra de ataque dessa adversária, próxima do local da bola, observada a exceção atrás da tabela. Se a bola está em voo num passe da defesa para o ataque, o caso determina reposição adversária na linha central. A trajetória aérea, sozinha, não comprova cumprimento do artigo 28. Os detalhes relativos ao relógio de arremesso desse caso ficam reservados à pesquisa própria; não se deduz uma regra geral de reinício a partir dele. (R2, 28-11–28-12, p. 59.)

Esta parte separa a condição da violação, a consequência e a localização descrita nos casos. Não apresenta os procedimentos completos de reposição do Bloco 10 nem os procedimentos operacionais da arbitragem e mesa do Bloco 12.

H. Quadro didático — controle, contato e tempo restante

Situação Condição decisiva Conclusão limitada Referência
Jogador obtém controle na defesa Obtém controle de bola viva estando na quadra de defesa. A equipe deve levar a bola ao ataque dentro de oito segundos. Simples toque não substitui esse controle. R1, 28.1.1, p. 32.
Reposição para a defesa Bola toca ou é legalmente tocada por jogador na defesa e a equipe do repositor permanece com controle em sua defesa. Aplica-se o marco de início previsto para reposição, não a mera disponibilização da bola fora da quadra. R1, 28.1.1, p. 32.
Recepção perto da linha central Atacante recebe com um pé de cada lado, na sequência descrita em R2. Ainda não satisfaz o critério de ambos os pés no ataque; a contagem continua no caso. R1, 28.1.2, p. 32; R2, 28-4, p. 58.
Driblador com pés no ataque e bola na defesa O drible prossegue, mas não houve o contato conjunto exigido. Ainda não completou o critério específico do drible; não julgar apenas os pés. R1, 28.1.2, p. 32; R2, 28-3 e 28-5, p. 58.
Bola fora e reposição para a mesma equipe Equipe já usou parte dos oito segundos e recebe reposição na defesa após a saída. Conserva somente o tempo restante, nas condições indicadas. R1, 28.1.3, p. 32; R2, 28-8, p. 59.
Situação de bola ao alto Mesma equipe recebe reposição por posse alternada na defesa, depois de cinco segundos usados. Restam três segundos; o direito indicado pela seta não cria nova contagem integral. R2, 28-1–28-2, p. 58.
Interrupção sem relação com as equipes No caso oficial, reiniciar o prazo prejudicaria a adversária. Preservar o restante nas condições do caso, sem generalizar toda interrupção. R2, 28-9–28-10, p. 59.
Apenas se informa que a bola passou pela linha Não se informa se houve passe ou drible, controle e contatos com piso ou participantes. Dados insuficientes para afirmar que a equipe cumpriu 28.1.2. R1, 28.1.1–28.1.2, p. 32.

I. Três exemplos hipotéticos autorais

  1. Controle e progressão por passe: Lívia recebe e segura uma bola viva na quadra de defesa de sua equipe, iniciando a contagem. Sem interrupções ou mudança de controle, passa a André, que já está com ambos os pés inteiramente em contato com a quadra de ataque. A bola toca as mãos de André quando decorreram três segundos desde o controle inicial. Esse contato satisfaz o critério do atacante dentro do prazo. Não é apenas a passagem aérea sobre a linha que permite a conclusão. (R1, 28.1.1–28.1.2, p. 32.)
  2. Pés e bola no drible: Bruno controla bola viva driblando da defesa para o ataque. Com quatro segundos transcorridos, coloca ambos os pés inteiramente no piso do ataque, mas a bola ainda quica no piso da defesa; ela ainda não tocou o ataque e não houve outro contato que satisfaça 28.1.2. Nesse momento, a equipe ainda não completou o critério do drible. No quique seguinte, antes de completar oito segundos, a bola toca o piso do ataque enquanto ambos os pés continuam inteiramente em contato com essa quadra. Agora o critério foi satisfeito. A conclusão considera a sequência, não apenas a posição final dos pés. (R1, 28.1.2, p. 32; R2, 28-3 e 28-5, p. 58.)
  3. Interrupção com tempo restante: a equipe de Elisa controla bola viva na defesa há dois segundos, sem ter completado nenhum critério de passagem ao ataque. Uma adversária desvia a bola para fora, sem obter controle. A reposição é concedida à equipe de Elisa na quadra de defesa. Ela dispõe dos seis segundos restantes, não de outros oito; o início da continuação na reposição segue o contato em quadra e as condições de controle de 28.1.1. (R1, 28.1.1 e 28.1.3, p. 32.)

Exemplos hipotéticos elaborados pelo portal, com personagens e sequências autorais; não são transcrições de R2 nem interpretações oficiais. Não introduzem contagens do relógio de arremesso, penalidades adicionais ou procedimentos completos de arbitragem.

J. Proposta escolar autoral — o que falta para chegar ao ataque?

Atividade do portal, não proposta oficial da FIBA nem obrigação específica da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A aprendizagem ocorre pela análise de situações, sem necessidade de corrida ou execução de drible.

  • Objetivo: reconhecer os marcos dos oito segundos, comparar critérios espaciais e justificar quando se conserva o tempo restante.
  • Público e adaptações: anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio; ajustar vocabulário, número de cartões e complexidade. Começar com controle e passe antes de comparar posições de pés e bola no drible.
  • Materiais: papel, lápis, quadro e cartões com os exemplos autorais. Usar palavras como “defesa”, “ataque”, “pé direito”, “pé esquerdo”, “bola” e “controle”, sem depender de diagramas oficiais ou equipamentos de competição.
  • Organização: pequenos grupos em superfícies acessíveis, alternando leitura, identificação do controle, registro dos contatos, cálculo do restante e apresentação da justificativa. Não há execução motora obrigatória.
  • Desenvolvimento: ordenar os acontecimentos dos exemplos e marcar o início da contagem, o contato decisivo ou a interrupção. Comparar “pés no ataque e bola na defesa” com “bola e ambos os pés inteiramente em contato com o ataque”. Apresentar depois o cartão incompleto “a bola passou por cima da linha central”: pedir quais dados faltam para concluir, como tipo de ação e contatos. Finalizar com uma reposição que conserva o tempo restante, distinguindo o cálculo didático das operações oficiais dos relógios.
  • Inclusão e acessibilidade: oferecer leitura oral, letras ampliadas, alto contraste, tempo adequado e respostas por fala, escrita, apontamento ou outro meio acessível. Descrever as posições em palavras, sem depender exclusivamente de cores, visão de um esquema ou cálculo rápido; permitir apoio entre colegas.
  • Segurança: manter materiais ao alcance e espaço desobstruído. Não exigir deslocamentos, contato corporal, corridas ou demonstrações físicas. Não encenar faltas, lesões ou lançamento de objetos na quadra; os incidentes oficiais são somente analisados por descrição, com personagens fictícios.
  • Avaliação: verificar se cada participante identifica uma condição decisiva, distingue os critérios de passe e drible, justifica o tempo restante ou reconhece informação insuficiente. Valorizar compreensão e cooperação, não velocidade ou habilidade motora.

O professor pode adaptar a quantidade de situações, os meios de resposta e o tempo da atividade. Esses combinados escolares não alteram silenciosamente os critérios oficiais nem exigem reproduzir uma partida regulamentar.

K. Referências e limites

  • R1 — FIBA, Official Basketball Rules 2026, v1.1: 28.1.1–28.1.3, p. 32, início, critérios de passagem ao ataque e continuidade com o tempo restante. Complementos pontuais dos registros anteriores: 2.3–2.4, p. 6, quadras de defesa e ataque; 2.5.2, p. 7, linha central; 22.2, p. 29, consequência geral. Reaproveitados os conceitos de 10.2, p. 17, e 14.1.1–14.1.3, p. 20, dos Blocos 4 e 6. Paginação impressa. Consultar R1.
  • R2 — FIBA, Official Basketball Rules 2026 — Official Interpretations, v1.0: 28-1–28-6, p. 58, posse alternada, drible, localização e informação sobre o restante; 28-7–28-12, p. 59, falta dupla, saída, interrupção externa e localização para reposição após violação. Os resumos oficiais mantêm seus identificadores; os detalhes de relógio de arremesso de 28-12 não foram desenvolvidos. Consultar R2.
  • Limites documentais: consulta textual parcial, baseada na consulta documental e em complementos já registrados; conferência textual adicional restrita a 28.1.2 neste trecho. Não houve leitura integral dos PDFs, conferência visual de suas páginas ou diagramas, nem verificação integral de erratas e versões posteriores. A referência espacial do defensor foi explicitada com apoio nas definições de quadra, sem aplicar a ele o critério próprio do driblador.
  • Conexões: a regra dos oito segundos não substitui relógio de arremesso, retorno da bola à defesa ou interferência; veja as Partes 4–6.
  • Reposição: procedimentos completos do art. 17 ficam reservados ao Bloco 10. As localizações resumidas dos casos não constituem manual de execução.
  • Relógios e mesa: operação dos relógios, seus ajustes e procedimentos de mesa exigem os dispositivos próprios; não generalizar os detalhes de relógio presentes nas interpretações utilizadas.
  • Recursos visuais: conferir visualmente diagramas, se necessários, antes de utilizá-los como evidência ou produzir recursos dependentes deles. Nenhum diagrama oficial foi validado visualmente neste recorte.
  • Tradução e atualidade: tradução oficial e atualizações documentais não foram verificadas integralmente; não se afirma inexistência de erratas ou edições posteriores.

Parte 4A: Relógio de arremesso — Regra geral, arremesso e aro

A. Como reconhecer situações de jogo irregulares?

O relógio de arremesso acompanha o prazo que a equipe tem para realizar uma tentativa de arremesso nas condições regulamentares. O relógio de jogo acompanha o tempo do quarto ou da prorrogação. São contagens diferentes: não basta consultar um deles para explicar o outro.

Também não se deve confundir o prazo geral de 24 segundos com os oito segundos para levar a bola da defesa ao ataque, apresentados na Parte 3. Para reconhecer uma possível violação, importa reconstruir a sequência: controle, soltura da bola, sinal, contato com aro ou cesta e controle posterior. O som isolado ou a aparência de uma bola em movimento não fornecem todas essas informações.

Esta Parte 4A aborda a regra geral, o início e as situações básicas de arremesso e aro. Continuidade, reinícios, reposições e situações especiais são tratados nas Partes 4B-1 e 4B-2. Retorno à defesa e interferências têm explicações próprias nas Partes 5–6; os procedimentos completos de mesa não são desenvolvidos aqui.

B. Regra geral e início da contagem

O art. 29.1.1 estabelece o prazo geral de 24 segundos para a equipe tentar um arremesso quando um jogador obtém controle de uma bola viva em quadra. Na hipótese de reposição, o marco previsto é a bola tocar ou ser legalmente tocada por qualquer jogador em quadra, enquanto a equipe do repositor permanece com o controle. Não se deve trocar essa condição por uma exigência de recepção já concluída, nem ensinar que todo toque isolado inicia uma nova contagem. (R1, 29.1.1, pp. 32–33.)

Como já estudado nos Blocos 4 e 6, bola viva, controle e toque são conceitos distintos. A bola pode estar viva à disposição do repositor antes de entrar na quadra; isso não torna esse momento o contato em quadra exigido na hipótese de 29.1.1. O art. 51.1 também esclarece que um simples toque adversário não cria um novo período se a mesma equipe permanece com o controle. (R1, 51.1, p. 61; registros anteriores de 10.2 e 14.1.1–14.1.3.)

Há um dispositivo específico para a abertura dos períodos: depois da bola ao alto no primeiro quarto ou da reposição na linha central no início dos demais quartos e prorrogações, o relógio de arremesso começa com 24 segundos quando um jogador obtém controle de bola viva em quadra, seja na defesa ou no ataque. Não se confunde esse controle com o primeiro toque da bola ao alto, nem com o início regulamentar do período ou o acionamento do relógio de jogo. (R1, 29.2.1, p. 33.)

R2, 29/51-47–29/51-48, apresenta novo controle de bola viva em jogo com o relógio de jogo correndo: a equipe dispõe de 24 segundos tanto na defesa quanto no ataque. Isso não significa que toda recuperação da mesma equipe seja novo controle, nem substitui as condições próprias de reposição e de fim de período. Essas diferenças serão aprofundadas na Parte 4B. (R2, 29/51-47–29/51-48, p. 68.)

C. O que a tentativa precisa cumprir dentro do prazo?

Não basta lançar a bola de qualquer maneira antes do sinal. Para cumprir 29.1.1, a bola precisa sair das mãos em um arremesso antes do sinal do relógio de arremesso e, depois dessa soltura, tocar o aro ou entrar na cesta. Esses requisitos precisam ser lidos em conjunto; soltar um passe ou atingir apenas a tabela não satisfaz automaticamente a condição de arremesso e contato exigida. (R1, 29.1.1, p. 33.)

Reconhecer o cumprimento do prazo não equivale a declarar toda a jogada válida sob qualquer aspecto. Outras regras, inclusive as de interferência, continuam aplicáveis. Não se desenvolve seu julgamento aqui, nem se usa o ato de arremesso para autorizar deslocamento irregular, como já ressalvado nos Blocos 5 e 6.

D. Arremesso em voo quando soa o sinal

O item 29.1.2 trata do arremesso próximo ao término cujo sinal ocorre enquanto a bola está no ar. Devem ser distinguidas estas condições:

  • A bola entra na cesta: nessa hipótese não houve violação do relógio de arremesso; o sinal é desconsiderado e a cesta conta, preservadas as demais restrições regulamentares.
  • A bola toca o aro, mas não entra: não há essa violação, o sinal é desconsiderado e o jogo continua. Para explicar a contagem posterior, ainda é necessário identificar o controle.
  • A bola não toca o aro: há violação, salvo quando os adversários obtêm controle imediato e claro; nessa condição excepcional, o sinal é desconsiderado e o jogo continua. Uma sequência de simples toques não deve ser equiparada automaticamente a esse controle.

Quando existe a iluminação amarela prevista na parte superior do perímetro da tabela, ela tem precedência sobre o sinal sonoro do relógio de arremesso. Não se confunde essa indicação com a iluminação vermelha relacionada ao relógio de jogo já mencionada no Bloco 4. As restrições de interferência permanecem aplicáveis. (R1, 29.1.2, p. 33.)

R2, 29/51-1, p. 60, organiza essas alternativas e a necessidade de verificar controle adversário imediato e claro quando o aro não é atingido. Os casos 29/51-9–29/51-10, p. 61, reforçam a condição desse controle; não autorizam ignorar todo sinal simplesmente porque a adversária toca na bola ou poderá recuperá-la depois.

E. Tabela, aro e controle posterior

Tabela e aro são partes diferentes do conjunto da cesta. No recorte desta regra, atingir somente a tabela não substitui atingir o aro. A bola ainda pode estar em trajetória quando soa o sinal; para concluir, é preciso verificar a sequência e as condições anteriores, não apenas qual superfície ela parece ter atingido.

Em R2, 29/51-2, o arremesso toca a tabela, não o aro, e depois há toques de jogadores de ambas as equipes antes do controle adversário: a conclusão é violação, pois esse controle não foi imediato e claro. Em 29/51-3, há toque adversário sem controle, recuperação pela equipe atacante e sinal após um arremesso que não tocou o aro: também há violação. São resumos de interpretações oficiais, não exemplos autorais nem proibição geral de recuperar uma bola que tocou a tabela. (R2, 29/51-2–29/51-3, p. 60.)

Depois de a bola tocar o aro da cesta adversária, 29.2.7 distingue quem obtém o controle: 24 segundos se a adversária controla; 14 segundos se recupera a mesma equipe que controlava antes desse contato. Essa é uma condição específica, não a fórmula “todo rebote reinicia o relógio”. Situações de interrupção, reposição e ausência de exibição no fim do período exigem seus dispositivos próprios e ficam reservadas. (R1, 29.2.7, p. 34.)

Em R2, 29/51-37, a mesma equipe recupera após o aro e recebe 14 segundos, tanto com quatro quanto com vinte segundos antes da tentativa. Em 29/51-38, toques intermediários por adversário ou companheiro não mudam essa conclusão quando a equipe original é quem obtém o controle descrito. (R2, 29/51-37–29/51-38, p. 67.)

Já 29/51-45 descreve controle claro da equipe adversária no rebote e, depois, nova recuperação pela equipe que havia arremessado. Nesse histórico, esta recebe 24 segundos pelo novo controle. Não é equivalente ao simples toque adversário do caso anterior: a passagem por controle efetivo altera a análise. (R2, 29/51-45, p. 68.)

F. Quadro didático — sequência antes da conclusão

Situação Condição decisiva Conclusão limitada Referência
Novo controle em jogo Equipe obtém novo controle de bola viva em quadra, com relógio de jogo correndo. Prazo geral de 24 segundos, sem converter toda recuperação da mesma equipe em novo controle; situações finais do período ficam reservadas. R1, 29.1.1, pp. 32–33; R2, 29/51-47–29/51-48, p. 68.
Soltura antes do sinal É um arremesso; falta saber se depois toca o aro ou entra. Só a soltura anterior não permite declarar cumpridas todas as condições. R1, 29.1.1, p. 33.
Contato apenas com a tabela Não houve aro; analisar sinal e controle posterior. Tabela não substitui aro; nos casos oficiais 2–3, os contatos e o controle descritos não evitam a violação. R1, 29.1.1–29.1.2, p. 33; R2, 29/51-2–29/51-3, p. 60.
Aro e sinal com bola em voo Arremesso solto antes do sinal, depois toca o aro sem entrar, sem outra ocorrência impeditiva. O sinal é desconsiderado e o jogo continua; identificar quem controla depois. R1, 29.1.2, p. 33.
Bola entra na cesta Arremesso na hipótese de 29.1.2, solto antes do sinal, sem outra infração que impeça a cesta. Não há violação do relógio de arremesso e a cesta conta. Não equivale a qualquer passagem da bola pela cesta. R1, 29.1.1–29.1.2, p. 33.
Mesma equipe recupera após o aro Recupera a equipe que controlava antes do contato, na situação de jogo descrita e sem controle adversário intermediário. Aplica-se o período de 14 segundos; não transportar a conclusão para toda interrupção ou situação final de período. R1, 29.2.7, p. 34; R2, 29/51-37–29/51-38, p. 67.
Adversária controla após o aro Há controle efetivo da adversária, não apenas toque. Aplica-se o período de 24 segundos, observadas as condições próprias de exibição e fim de período. R1, 29.2.7, p. 34.
Informação insuficiente Só se informa que houve sinal e que alguém tocou na bola. Faltam soltura, trajetória, aro ou cesta e condição de controle para uma conclusão. R1, 29.1.1–29.1.2, p. 33.

G. Consequência e procedimentos reservados

Quando se caracteriza a violação, a consequência geral de 22.2 é a bola para a equipe adversária repor do local mais próximo da infração, exceto diretamente atrás da tabela, salvo disposição diferente nas regras. O caso 29/51-1 também registra a reposição na hipótese de violação que descreve. Não se aplica essa consequência antes de examinar a exceção do controle adversário imediato e claro. (R1, 22.2, p. 29; 29.1.2, p. 33; R2, 29/51-1, p. 60.)

Identificar a violação, reconhecer a consequência e executar uma reposição são tarefas distintas. Procedimentos completos de reposição pertencem ao Bloco 10; operação do equipamento e atuação da mesa pertencem aos assuntos próprios. Esta parte não é manual de cronometristas e não apresenta todos os reinícios ou ajustes.

H. Três exemplos hipotéticos autorais

  1. Novo controle durante o jogo: faltam seis minutos no segundo quarto e o relógio de jogo está correndo. Nara intercepta um passe adversário na quadra de ataque de sua equipe e segura a bola viva, estabelecendo controle efetivo. Não houve apito ou outra interrupção. A equipe de Nara inicia um período de 24 segundos; estar no ataque não reduz automaticamente esse novo controle a 14. O marco descrito é a obtenção do controle, não um toque anterior sem domínio. (R1, 29.1.1, pp. 32–33; R2, 29/51-47–29/51-48, p. 68.)
  2. Soltura, sinal e aro: em outra situação, com mais de um minuto no relógio de jogo, Davi solta um arremesso antes do término do prazo. O sinal do relógio de arremesso soa enquanto a bola está no ar; nesta hipótese não há a iluminação amarela com precedência prevista em 29.1.2. A bola toca o aro, mas não entra, sem apitos, interferência ou outros acontecimentos impeditivos. Não há violação do relógio de arremesso e o jogo continua. A conclusão considera soltura e aro, não apenas o som; o exemplo não informa quem controla depois e não atribui por suposição a contagem seguinte. (R1, 29.1.1–29.1.2, p. 33.)
  3. Recuperação após o aro: faltam três minutos no terceiro quarto. A equipe de Helena controla bola viva, e ela solta um arremesso regular com sete segundos restantes no relógio de arremesso. A bola toca o aro adversário, não entra, e sua companheira Iara obtém controle efetivo no rebote; nenhuma adversária controlou a bola nesse intervalo e não houve interrupção. A equipe dispõe de 14 segundos a partir da recuperação descrita, em vez de continuar com os sete anteriores ou receber automaticamente 24. A conclusão se limita a essa sequência após contato com o aro. (R1, 29.2.7, p. 34.)

Os três exemplos são elaborações didáticas autorais do portal, com personagens e sequências fictícias; não são transcrições de R2 nem interpretações oficiais. Não antecipam procedimentos de mesa, penalidades por faltas ou situações de reposição complexa.

I. Proposta escolar autoral — reconstruir a sequência do arremesso

Atividade do portal, não proposta oficial da FIBA nem obrigação específica da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A simulação conceitual utiliza cartões e linhas do tempo; não exige reprodução motora ou equipamento eletrônico oficial.

  • Objetivo: distinguir controle, soltura, sinal, tabela, aro e controle posterior, justificando uma conclusão e reconhecendo quando faltam dados.
  • Público e adaptações: anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio; ajustar vocabulário e quantidade de situações. Começar pela diferença entre os dois relógios e depois acrescentar trajetórias e controle posterior.
  • Materiais: papel, lápis, quadro e cartões com palavras e sequências dos exemplos autorais. Construir linhas do tempo textuais com “controle”, “soltura”, “sinal”, “aro” e “controle posterior”; não é necessário cronômetro.
  • Organização: pequenos grupos em superfícies acessíveis, alternando leitura, ordenação dos cartões, identificação da condição decisiva e apresentação da justificativa. Toda participação pode ocorrer sem execução motora.
  • Desenvolvimento: ordenar os acontecimentos dos exemplos e indicar o que cada relógio informa. Comparar um cartão “soltou antes do sinal” com outro que acrescenta o contato com o aro. Analisar depois apenas “o sinal soou e uma adversária tocou na bola”: identificar os dados ausentes, sem decidir por toque igual a controle. Finalizar comparando recuperação pela mesma equipe após o aro e controle adversário efetivo, consultando o quadro e mantendo suas condições.
  • Inclusão e acessibilidade: oferecer leitura oral, letras ampliadas, alto contraste, tempo adequado e respostas por fala, escrita, apontamento ou outro meio acessível. Descrever a ordem em palavras, sem depender somente de cores ou percepção de sinais sonoros; permitir apoio entre colegas.
  • Segurança: manter materiais ao alcance e espaço desobstruído. Não exigir corridas, saltos, contato físico, disputa por bola ou deslocamentos intensos. Não reproduzir arremessos sob pressão de tempo ou expor estudantes por dificuldades de resposta.
  • Avaliação: observar se cada participante distingue os relógios, identifica uma condição decisiva e justifica a conclusão ou a insuficiência de informações. Valorizar compreensão e cooperação, não rapidez ou desempenho motor.

O professor pode adaptar quantidade de cartões, tempo de análise e formas de resposta. São escolhas pedagógicas autorais, não alterações silenciosas do regulamento nem exigências de equipamentos oficiais para a escola.

J. Referências e limites

  • R1 — FIBA, Official Basketball Rules 2026, v1.1: 29.1.1, pp. 32–33, início e requisitos do arremesso; 29.1.2, p. 33, sinal, trajetória e exceção de controle adversário; 29.2.1, p. 33, abertura de períodos; 29.2.7, p. 34, aro e controle posterior; complemento 51.1, p. 61, início e simples toque adversário; 22.2, p. 29, consequência geral já documentada. Paginação impressa. Consultar R1.
  • R2 — FIBA, Official Basketball Rules 2026 — Official Interpretations, v1.0, seção conjunta Article 29/51 — Shot clock: 29/51-1, p. 60, alternativas após sinal; 29/51-2–29/51-3, p. 60, tabela e contatos sem controle suficiente; 29/51-9–29/51-10, p. 61, controle imediato e claro; 29/51-37–29/51-38, p. 67, recuperação após aro e toques intermediários; 29/51-45, p. 68, controle adversário seguido de novo controle; 29/51-47–29/51-48, p. 68, novo controle em jogo. Somente esses casos foram selecionados para a explicação desta parte; o inventário mais amplo da consulta documental não equivale a reproduzir todos os 57 registros aqui. Consultar R2.
  • Limites documentais: reaproveitamento da consulta textual parcial da consulta documental e de conceitos anteriormente documentados, sem leitura integral dos PDFs ou conferência visual neste trecho. A menção às iluminações é textual, não validação visual de equipamentos ou diagramas. Não houve verificação abrangente de erratas ou versões posteriores.
  • Continuidade e reinícios: veja as Partes 4B-1 e 4B-2, incluindo as condições específicas de exibição no fim de período; a regra geral não substitui essas condições.
  • Interrupções externas: permanece sem resolução a diferença entre R1, 29.2.2, p. 33, R2, 29/51-21, p. 64, e R1, 51.3–51.4, pp. 61–62, sobre interrupção externa e possível desvantagem. É necessária conferência específica; não se cria regra universal por suposição.
  • Retorno e interferências: veja as Partes 5–6; ressalvas de interferência não equivalem, isoladamente, ao desenvolvimento do tema.
  • Procedimentos: reposições completas, operação dos relógios e procedimentos de mesa permanecem reservados aos respectivos blocos e dispositivos. Situações complexas de faltas, penalidades ou correções não são resolvidas por generalização dos exemplos.
  • Verificação documental: conferência visual, tradução oficial e atualizações documentais ainda não foram verificadas integralmente; não se afirma ausência de erratas ou versões posteriores.

Parte 4B-1: Continuidade, reinícios e reposições comuns do relógio de arremesso

A. Como reconhecer situações de jogo irregulares?

Reconhecer uma possível violação do relógio de arremesso exige saber qual prazo se aplica à sequência. Depois de uma interrupção, não basta perguntar “a bola voltou para a mesma equipe?”. É necessário identificar quem controlava, o motivo da interrupção, quem recebe a reposição, onde ela ocorre e quanto tempo restava.

Nesta explicação autoral, continuar a contagem significa prosseguir com o período aplicável; preservar o restante significa não substituir o valor remanescente por um novo período depois da interrupção; reiniciar com 24 significa atribuir esse novo período; ajustar para 14 significa aplicar o valor previsto no dispositivo correspondente. “Reinício” não será usado como sinônimo de toda retomada do jogo. A determinação do valor e o momento de voltar a contar também são questões diferentes.

Os cenários seguintes são delimitados a reposições comuns, sem avanço após tempo solicitado nos dois minutos finais, penalidades especiais ou condições finais de exibição. Não constituem catálogo universal de interrupções. O início da contagem na reposição conserva o contato em quadra e as condições de controle de 29.1.1 já explicadas na Parte 4A; a decisão sobre o valor não autoriza acioná-lo antes desse marco.

B. Mesma equipe: causa e local precisam acompanhar a decisão

O art. 29.2.2 trata, entre suas hipóteses, da interrupção por falta ou violação da equipe que não controlava a bola, excluída a violação de bola fora, e de motivo válido causado por essa equipe. Quando a equipe que antes controlava recebe a reposição nessas condições, o local faz diferença: na defesa, o período é de 24 segundos; no ataque, com 14 segundos ou mais no mostrador no momento da interrupção, conserva-se o restante; com 13 segundos ou menos, ajusta-se para 14. O marco de 14 pertence a esse cenário, não a toda reposição no ataque. (R1, 29.2.2, p. 33.)

A descrição deve informar que a infração é adversária e que a mesma equipe recebe a reposição. Uma falta com lances livres, uma penalidade especial ou uma circunstância adicional não deve ser convertida automaticamente nesse cenário. A ressalva documental sobre interrupções externas e desvantagem é identificada adiante e não será resolvida pela omissão de suas condições.

R2, 29/51-14, p. 62, apresenta a distinção entre conservar 14 ou mais e ajustar para 14 nas condições de falta ou violação adversária com reposição no ataque. Em 29/51-19, p. 63, uma violação deliberada de perna ou punho na situação descrita resulta em reposição atacante: com 16 segundos, mantêm-se 16; com 12, atribuem-se 14. O caso ilustra uma infração específica, não toda forma de contato com a bola ou toda violação.

C. Bola fora: preservar o restante não é conceder novo período

Quando a mesma equipe que controlava recebe a reposição porque a bola saiu, 51.2 prevê parada sem reinício, preservando o restante. Não se deve tratar essa saída como a falta ou outra violação adversária abrangida pela regra anterior. Essa distinção também não permite ignorar acontecimentos anteriores, como contato com o aro ou controle efetivo da adversária. (R1, 51.2, p. 61.)

O caso 29/51-15 compara duas causas com oito segundos no ataque: desvio adversário para fora conserva oito; a falta pessoal adversária descrita, segunda da equipe no quarto e seguida de reposição, leva a 14. A diferença está nas condições da interrupção, não em suposta equivalência de toda ação defensiva. (R2, 29/51-15, p. 62.)

Há outras condições expressas de preservação em 51.2, quando a mesma equipe recebe a reposição: lesão de jogador dessa equipe, técnica cometida por ela, situação de bola ao alto com a exceção da bola alojada entre aro e tabela, falta dupla e cancelamento de penalidades iguais. Enumerá-las não elimina a necessidade de verificar o histórico e o tratamento próprio de cada ocorrência. (R1, 51.2, p. 61.)

R2, 29/51-16, distingue lesões de equipes diferentes: no ataque, com quatro segundos, a interrupção por lesão de A1 conserva quatro para A, enquanto a lesão de B1 leva A a 14 no caso descrito. Não é uma regra médica ou autorização para retardar atendimento; o exemplo oficial apenas diferencia efeitos regulamentares das condições informadas. (R2, 29/51-16, p. 63.)

D. Nova equipe beneficiada por reposição

O art. 29.2.3 prevê reinício quando, após falta ou violação da equipe com controle, inclusive bola fora, a reposição é concedida à adversária. Também abrange a nova equipe atacante beneficiada por reposição de posse alternada. Na quadra de defesa dessa equipe, são 24 segundos; em sua quadra de ataque, 14. A referência espacial é sempre a da equipe que repõe. (R1, 29.2.3, pp. 33–34.)

Isso difere de obter novo controle de bola viva com o jogo em andamento, situação já apresentada na Parte 4A. Não é correto concluir “ganhou a bola no ataque, então sempre tem 14”: é preciso distinguir reposição concedida de controle efetivamente obtido em jogo.

R2, 29/51-49, p. 69, descreve interceptação com controle imediato e claro depois de reposição adversária, gerando 24 em qualquer das duas quadras. Já 29/51-50–29/51-51, p. 69, tratam de reposição concedida à adversária no ataque após infração da equipe com controle, com 14. Em 51, um passe na defesa toca o companheiro sem ser recebido e sai: a nova equipe recebe a reposição no seu ataque. O contato sem recepção não transforma essa sequência em novo controle em jogo.

E. Técnica própria e histórico após contato com o aro

O art. 29.2.4 prevê, na interrupção por técnica cometida pela equipe com controle, retomada por reposição próxima de onde o jogo parou e preservação do tempo restante. Essa explicação limita-se à equipe e à condição indicadas; não significa que toda falta técnica conserva o mesmo prazo, nem desenvolve a administração de sua penalidade. (R1, 29.2.4, p. 34.)

A recuperação após o aro já foi apresentada na Parte 4A: 29.2.7 distingue a mesma equipe que recupera e o controle adversário. Para uma saída posterior, não basta voltar à fórmula genérica “bola fora conserva o que havia antes do arremesso”. Em 29/51-39–29/51-40, a bola toca o aro adversário, é tocada pelo defensor e sai, sem controle adversário intermediário; a reposição é da equipe original com 14, inclusive na alternativa de reposição em sua defesa. O histórico do aro é decisivo e impede ensinar “toda reposição na defesa tem 24”. (R1, 29.2.7, p. 34; R2, 29/51-39–29/51-40, p. 67.)

Esses são resumos identificados de interpretações oficiais. Não são exemplos autorais nem regras universais para qualquer bola fora depois de qualquer contato com a cesta.

F. Quadro didático — mesma bola para quem, onde e por quê?

Situação Condições indispensáveis Decisão sobre o relógio Referência
Mesma equipe repõe na defesa Falta ou violação adversária abrangida por 29.2.2, excluída bola fora; segue-se reposição comum, sem circunstância especial. 24 segundos. Não aplicar à mera saída ou a toda interrupção. R1, 29.2.2, p. 33.
Mesma equipe repõe no ataque com 14 ou mais Mesmas condições de infração adversária; o mostrador indica 14 ou mais quando o jogo para. Preservar o restante; não reduzir automaticamente a 14. R1, 29.2.2, p. 33; R2, 29/51-14, p. 62.
Mesma equipe repõe no ataque com 13 ou menos Mesmas condições; o mostrador indica 13 ou menos quando o jogo para. Ajustar para 14. Não transportar essa decisão para toda saída. R1, 29.2.2, p. 33; R2, 29/51-14–29/51-15, p. 62.
Nova equipe recebe reposição na defesa Infração da equipe com controle ou posse alternada para a nova equipe; considerar sua própria defesa. 24 segundos no cenário de 29.2.3. R1, 29.2.3, pp. 33–34.
Nova equipe recebe reposição no ataque Mesmas hipóteses de 29.2.3, com reposição em seu ataque. 14 segundos; isso não descreve interceptação em jogo. R1, 29.2.3, pp. 33–34; R2, 29/51-50–29/51-51, p. 69.
Saída com reposição para a mesma equipe Não houve aro, novo controle adversário ou outra circunstância que altere o prazo anterior. Preservar o restante, sem atribuir novos 24 ou 14 apenas pela saída. R1, 51.2, p. 61; R2, 29/51-15, p. 62.
Técnica da equipe com controle A técnica é cometida pela equipe que controlava e se aplica a retomada de 29.2.4. Preservar o restante; não generalizar outras técnicas. R1, 29.2.4, p. 34.
Saída depois de aro nos casos descritos Bola toca o aro adversário e depois o defensor, que não estabelece controle; reposição da equipe original. 14 no recorte de 29/51-39–29/51-40, inclusive na defesa. R1, 29.2.7, p. 34; R2, 29/51-39–29/51-40, p. 67.
Dados insuficientes Só se informa que houve interrupção e reposição, sem equipe, causa, quadra ou tempo. Não decidir entre restante, 24 ou 14 sem os dados necessários. R1, 29.2.2–29.2.4; 51.2.

O quadro deve ser lido com as delimitações anteriores. Situações externas, pedidos de tempo com avanço, penalidades especiais e fim de período não recebem uma resposta automática por semelhança com suas linhas.

G. Três exemplos hipotéticos autorais

  1. Mesma equipe no ataque: faltam seis minutos no primeiro quarto. A equipe de Paula controla bola viva em seu ataque e tem 18 segundos no relógio de arremesso. Uma adversária comete falta pessoal em Paula, que não está arremessando; é a segunda falta dessa equipe no quarto. Sem outra penalidade ou ocorrência especial, a reposição é concedida à equipe de Paula no ataque. Como a infração adversária leva à reposição comum e havia 14 ou mais, preservam-se os 18 segundos, em vez de reduzir para 14 ou atribuir 24. (R1, 29.2.2, p. 33; R2, 29/51-14, p. 62.)
  2. Nova equipe: comparar as quadras: com cinco minutos no segundo quarto e nove segundos restantes no relógio de arremesso, a equipe de Rui controla bola viva. Em duas situações independentes, um passe seu sai pela lateral sem toque adversário. Na primeira, sai em um ponto que determina reposição da adversária na quadra de ataque dessa adversária: ela recebe 14 segundos. Na segunda, sai em um ponto que determina reposição da adversária em sua própria defesa: recebe 24. Em ambas, a adversária ganhou direito à reposição, não controle da bola em jogo; não houve aro, tempo solicitado ou outra condição especial. Os nove segundos anteriores não são preservados para a nova equipe nesses cenários. (R1, 29.2.3, pp. 33–34.)
  3. Saída e preservação do restante: faltam quatro minutos no terceiro quarto. A equipe de Sofia controla bola viva no ataque com 11 segundos restantes. Uma defensora desvia um passe para fora, sem obter controle; não houve contato com o aro nessa sequência. A reposição é concedida à mesma equipe de Sofia no ataque, sem outra ocorrência. Ela conserva os 11 segundos, porque a saída descrita não se confunde com a falta ou outra violação adversária que levaria ao ajuste de 29.2.2. O valor está definido; a retomada da contagem depende do marco regulamentar da reposição, não da mera entrega da bola ao repositor. (R1, 51.2, p. 61; 29.1.1, pp. 32–33.)

Exemplos hipotéticos elaborados pelo portal, com personagens e sequências autorais; não são transcrições de R2 nem interpretações oficiais. Nenhuma conclusão depende de interrupção externa ou de resolução da divergência documental pendente.

H. Proposta escolar autoral — escolher a decisão e justificar

Atividade do portal, não proposta oficial da FIBA nem obrigação específica da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A análise de cartões não exige reproduzir faltas, reposições ou operações do equipamento.

  • Objetivo: distinguir restante, 24 e 14 em cenários comuns, identificando equipe, causa, quadra e tempo antes de decidir.
  • Público e adaptações: anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio; adequar vocabulário e número de situações. Começar com mesma equipe e bola fora; depois comparar infração adversária e nova equipe beneficiada.
  • Materiais: papel, lápis, quadro e cartões com os exemplos autorais, acompanhados de cartões “mesma equipe”, “nova equipe”, “defesa”, “ataque”, “restante”, “24” e “14”. Não é necessário relógio eletrônico oficial.
  • Organização: pequenos grupos em superfícies acessíveis, alternando leitura, identificação das condições, consulta ao quadro e apresentação da justificativa. A participação não depende de execução motora ou cálculo rápido.
  • Desenvolvimento: analisar os três exemplos, destacando quem controlava, por que o jogo parou, quem repõe, onde e com quanto tempo. Comparar as duas situações independentes do segundo exemplo sem inverter a equipe de referência das quadras. Apresentar então o cartão incompleto “houve uma reposição no ataque”: pedir quais informações faltam, em vez de responder automaticamente “14”. Classificar as decisões como preservar, reiniciar ou ajustar e explicar a diferença com apoio no quadro.
  • Inclusão e acessibilidade: oferecer leitura oral, letras ampliadas, alto contraste, tempo adequado e respostas por fala, escrita, apontamento ou outro meio acessível. Identificar equipes e decisões por palavras, sem depender apenas de cores; permitir apoio entre colegas e repetição da leitura.
  • Segurança: manter materiais ao alcance e espaço desobstruído. Não exigir contato corporal, corridas, disputa por objetos ou encenação de faltas e lesões. Toda a atividade pode ocorrer sentada à mesa, com personagens fictícios e sem expor estudantes reais.
  • Avaliação: observar se cada participante identifica condições necessárias, justifica uma decisão ou reconhece dados insuficientes. Valorizar compreensão e cooperação, não rapidez, desempenho motor ou punição por respostas incorretas.

Quantidade de cartões, tempo de análise e meios de participação são adaptações pedagógicas autorais. Esses combinados escolares não substituem as condições oficiais nem apresentam toda interrupção como motivo para novo período.

I. Consequência da violação e limites da explicação

Preservar ou alterar o prazo é uma decisão sobre o relógio; não significa, por si só, que ocorreu uma nova violação. Para reconhecer uma violação do relógio de arremesso, continuam necessários os critérios de 29.1.1–29.1.2 já apresentados na Parte 4A. Quando ela se caracteriza, a consequência geral de 22.2 permanece acompanhada de suas ressalvas; a execução completa da reposição e os procedimentos de arbitragem pertencem aos blocos próprios.

Também se distinguem a definição do valor, o início ou retomada da contagem e a operação do equipamento. Esta explicação não autoriza ajustes por conta própria, não é manual de mesa e não desenvolve procedimentos completos de faltas, lances livres ou penalidades.

J. Referências, divergência documental e pendências

  • R1 — FIBA, Official Basketball Rules 2026, v1.1: 29.2.2, p. 33, cenários delimitados de reposição para a mesma equipe; 29.2.3, pp. 33–34, reposição para a nova equipe; 29.2.4, p. 34, técnica da equipe com controle; 29.2.7, p. 34, conexão com aro e controle posterior; 51.2, p. 61, preservação do restante. Reaproveitados 29.1.1, pp. 32–33, e 29.1.2, p. 33, da Parte 4A, e 22.2, p. 29, das partes anteriores. Paginação impressa. Consultar R1.
  • R2 — FIBA, Official Basketball Rules 2026 — Official Interpretations, v1.0, seção conjunta Article 29/51 — Shot clock: 29/51-14, p. 62, condições de restante ou 14 no ataque; 29/51-15, p. 62, saída e falta com resultados diferentes; 29/51-16, p. 63, lesões de equipes diferentes; 29/51-19, p. 63, perna ou punho e tempos existentes; 29/51-39–29/51-40, p. 67, aro e saída posterior; 29/51-49–29/51-51, p. 69, controle em jogo e nova equipe por reposição. São resumos de interpretações oficiais dentro das condições identificadas, não exemplos autorais. Consultar R2.
  • Divergência documental não resolvida: permanece a diferença entre R1, 29.2.2, p. 33, R2, 29/51-21, p. 64, e R1, 51.3–51.4, pp. 61–62, sobre interrupções externas e possível desvantagem. Não se substitui silenciosamente a regra geral por interpretação particular. Os exemplos não dependem de resolver essa diferença.
  • Situações especiais do relógio: veja a Parte 4B-2 para dois minutos finais, penalidades especiais, erros operacionais e fim de período.
  • Interrupções externas: divergência documental ainda não resolvida; exige conferência complementar antes de qualquer formulação universal.
  • Retorno e interferências: veja as Partes 5–6 deste bloco.
  • Procedimentos: reposições completas, operação dos relógios e procedimentos de mesa permanecem reservados aos respectivos blocos e dispositivos.
  • Verificação documental: conferência visual, tradução oficial e atualizações documentais ainda não foram verificadas integralmente; não se afirma inexistência de erratas ou versões posteriores.

Parte 4B-2: Situações especiais do relógio de arremesso

A. Como reconhecer situações de jogo irregulares?

Nas situações especiais, a pergunta não se resolve apenas escolhendo entre 24 e 14. Precisamos identificar o tempo do período, o prazo de arremesso, a equipe com direito à bola, o local da reposição, a causa da interrupção, a penalidade aplicável e o histórico do controle e do contato com o aro.

A Parte 4A apresentou a tentativa de arremesso e o sinal; a Parte 4B-1 distinguiu decisões comuns de continuidade e reinício. Aqui se acrescentam recortes específicos de tempo solicitado, penalidades, sinal indevido e fim de período. Nenhum desses recortes deve ser convertido em regra para toda interrupção. Os artigos 30–31 e os procedimentos completos de reposição e mesa continuam reservados.

B. Tempo solicitado nos dois minutos finais: quem pode escolher?

O art. 29.2.5 aplica-se quando o relógio de jogo mostra 2:00 ou menos no quarto quarto ou numa prorrogação e há um tempo solicitado pela equipe com direito à reposição na sua quadra de defesa. Nessas condições, o técnico principal dessa equipe pode decidir entre manter a reposição na defesa, no local regulamentar próximo de onde o jogo foi interrompido, ou realizá-la na linha de reposição de seu ataque. Não se atribui essa escolha a qualquer pedido de tempo, a qualquer quarto ou a uma equipe sem esse direito. (R1, 29.2.5, p. 34.)

A escolha do local não determina sozinha o prazo. Depois do tempo solicitado, 29.2.5 distingue as hipóteses enumeradas:

  • Bola fora: mantendo a reposição na defesa, conserva-se o restante. Levando-a ao ataque, com 13 segundos ou menos conserva-se o restante; com 14 segundos ou mais, aplica-se 14.
  • Falta ou violação diferente de bola fora, no ramo descrito pelo dispositivo: reposição na defesa com 24; no ataque, com 14. É necessário confirmar a causa e o tratamento da penalidade, não substituir uma regra específica de falta por esse resumo.
  • Tempo solicitado pela equipe com novo controle da bola, nas condições enumeradas: defesa com 24; ataque com 14. Isso não é a mesma hipótese de preservar um prazo anterior depois de simples saída.

Essas alternativas de R1, 29.2.5, p. 34, não autorizam “pediu tempo, ganhou 14”. Também não substituem o tratamento próprio de técnica da equipe com controle ou de reposição integrante de penalidade especial. A execução da reposição e as oportunidades de concessão do tempo solicitado pertencem aos blocos próprios.

C. Reposição integrante de penalidade especial

O item 29.2.6 enumera as faltas denominadas em inglês disruptive, flagrant e disqualifying. Quando a reposição integra uma dessas penalidades, ela ocorre na linha de reposição do ataque da equipe beneficiada, oposta à mesa, e o relógio de arremesso é ajustado para 14. Não se trata da reposição comum de toda falta pessoal, nem de um efeito universal de qualquer falta técnica. (R1, 29.2.6, p. 34.)

Mantêm-se os nomes ingleses porque a equivalência terminológica oficial em português não foi confirmada. A enumeração identifica o recorte utilizado, sem explicar todos os critérios disciplinares, os lances livres ou a administração das penalidades.

R2, 29/51-32, apresenta a reposição integrante dessas penalidades e o prazo de 14. Em 29/51-33, há uma dessas faltas com 1:12 no quarto final e seis segundos de arremesso; um pedido de tempo após o primeiro lance livre não altera a reposição integrante da penalidade, administrada depois do segundo lance livre e do tempo concedido, com 14. A condição decisiva é a penalidade descrita, não a ideia de que qualquer pedido de tempo permite escolher outra reposição. (R2, 29/51-32–29/51-33, p. 66.)

Esses parágrafos resumem interpretações oficiais identificadas; não criam uma sequência de lances livres aplicável a toda falta.

D. Sinal indevido não é violação automática

O art. 29.2.8 trata do sinal que soa por engano enquanto uma equipe controla a bola ou enquanto nenhuma equipe a controla: o sinal é desconsiderado e o jogo continua. Se a equipe com controle foi colocada em desvantagem, o jogo é interrompido, o relógio de arremesso é corrigido e a bola é concedida a essa equipe. São condições específicas, não autorização para ignorar todo sinal nem obrigação de interromper automaticamente ao ouvi-lo. (R1, 29.2.8, p. 34.)

É preciso distinguir um sinal indevido de um sinal correspondente ao esgotamento real do prazo. A ausência de controle de qualquer equipe também não autoriza concluir que houve violação por simples som; a trajetória e as condições da Parte 4A permanecem relevantes. A identificação de prejuízo e os atos da arbitragem não são decididos pelos estudantes ou pelo operador por conta própria nesta explicação.

E. Erro de operação: reconstruir sem inventar tempo

Em R2, 29/51-23, a bola toca o aro e a mesma equipe recupera, mas não é aplicado o reinício devido. Nove segundos depois, soa um sinal indevido e os árbitros interrompem. A interpretação reconstrói a sequência: do período de 14, restam cinco segundos. O caso inclui consulta aos responsáveis previstos; não ensina que todo sinal indevido concede cinco, 14 ou 24. (R2, 29/51-23, p. 64.)

Em 29/51-24, ocorre o erro inverso: o aro não foi atingido, o relógio é reiniciado por engano, a equipe recupera e depois converte. A validade depende de verificar se a bola saiu das mãos no novo arremesso antes do momento em que o prazo correto teria terminado, sem o reinício indevido. Não basta confiar no valor exibido ou presumir que a cesta elimina o erro. O caso não será transformado aqui em procedimento geral de revisão ou correção. (R2, 29/51-24, p. 64.)

Esses são resumos oficiais. A correção cabe às pessoas e aos procedimentos previstos no regulamento; uma atividade escolar pode trabalhar a leitura do histórico sem simular atribuições da mesa ou dos árbitros.

F. Fim de período: não exibir não significa dispensar as condições

É necessário distinguir preparar um valor, iniciar a contagem, não exibir a contagem e desligar o dispositivo nas situações previstas. O artigo 51 apresenta instruções operacionais próprias; por exemplo, 51.5 prevê desligamento depois de bola morta e relógio de jogo parado, com novo controle e menos de 14 segundos no relógio de jogo. Isso não deve ser usado como definição única de toda ausência de exibição. (R1, 51.5, p. 62.)

R2, 29/51-52, trata da ausência de exibição quando há obtenção ou recuperação de controle de bola viva com menos de 24 segundos no relógio de jogo, preservando a condição específica posterior ao aro: se a equipe atacante recupera depois do aro com mais de 14 e menos de 24 segundos de jogo, aplica-se 14 no relógio de arremesso; com 14 ou menos, não há exibição. Ler apenas a primeira frase e ignorar essa distinção produziria uma regra incorreta. (R2, 29/51-52, p. 69; relação com R1, 29.2.7, p. 34.)

As interpretações seguintes ajudam a acompanhar o histórico sem criar fórmula para toda reposição:

  • Novo controle e contagem não exibida: 29/51-53 apresenta novo controle com 12 segundos de jogo, sem exibição. Em 29/51-54, o novo controle ocorre com 23 e, depois, uma violação adversária deliberada com 18 leva à reposição no ataque, ainda sem exibição no caso. (R2, 29/51-53–29/51-54, p. 69.)
  • Reativação: em 29/51-55, a equipe obtém novo controle com 23, arremessa com 19, toca o aro e recupera com 16 segundos de jogo. O relógio de arremesso é reativado com 14. A exibição não fica permanentemente ausente só porque estava ausente antes do arremesso. (R2, 29/51-55, p. 69.)
  • Aro e saída com menos tempo de jogo: em 29/51-56, depois de controle com 23 e arremesso com 15, a bola toca o aro e o defensor a desvia para fora, restando 12. A reposição atacante descrita continua sem exibição, nas condições do caso. Não se deve transplantar para ela os 16 segundos da interpretação anterior. (R2, 29/51-56, p. 70.)
  • Sem aro: em 29/51-57, o controle começou com 22 segundos de jogo e a tentativa com 18 não toca o aro; o defensor desvia para fora com 15,5 ou 12. A reposição da mesma equipe mantém a ausência de exibição nos dois cenários. Ter mais de 14 no relógio de jogo, isoladamente, não reproduz o caso de reativação após aro. (R2, 29/51-57, p. 70.)

Esses resumos identificam interpretações oficiais, não exemplos autorais. Cada decisão exige tempo e sequência completos. Não se cria procedimento de desligamento ou reativação por preferência do operador, nem se conclui que o equipamento apagado resolve sozinho qualquer possível infração.

G. Quadro didático — condições especiais antes da decisão

Situação Condições indispensáveis Decisão limitada Referência e limites
Tempo solicitado e manutenção na defesa 2:00 ou menos no quarto quarto ou prorrogação; equipe com direito à reposição na defesa pede tempo; saída e escolha de manter o local. Preservar o restante. R1, 29.2.5, p. 34; não toda causa de reposição.
Tempo solicitado e avanço após saída Mesmas condições; técnico escolhe a linha de reposição do ataque; mostrador tinha 13 ou menos. Preservar o restante, sem elevar automaticamente a 14. R1, 29.2.5, p. 34.
Avanço após saída com 14 ou mais Mesmas condições temporais, de equipe e escolha; mostrador tinha 14 ou mais. Aplicar 14. R1, 29.2.5, p. 34; não escolha livre em qualquer quarto.
Demais ramos enumerados do tempo solicitado Reposição após falta ou violação diferente de saída, ou equipe com novo controle, nas condições do dispositivo e de sua penalidade. Defesa com 24; ataque com 14. R1, 29.2.5, p. 34; não substitui disposições específicas.
Reposição integrante de penalidade especial Uma das três categorias inglesas enumeradas; reposição na linha do ataque oposta à mesa como parte da penalidade. 14. R1, 29.2.6, p. 34; R2, 29/51-32, p. 66.
Sinal indevido sem prejuízo descrito Uma equipe ou nenhuma tem controle; o sinal é comprovadamente indevido e não se apresenta desvantagem da equipe com controle. Desconsiderar o sinal e continuar. R1, 29.2.8, p. 34; não confundir sinal verdadeiro.
Sinal indevido com prejuízo A equipe com controle foi colocada em desvantagem, no cenário de 29.2.8. Interromper, corrigir e conceder a bola a essa equipe. R1, 29.2.8, p. 34; procedimentos completos reservados.
Ausência de exibição Novo controle com 12 segundos de jogo, como em 29/51-53. Sem exibição nessa situação. R2, 29/51-52–29/51-53, p. 69; não generalizar todo fim de período.
Reativação após aro Mesma equipe recupera depois do aro com 16 segundos de jogo, na sequência de 29/51-55. Exibir 14. R2, 29/51-55, p. 69; depende de aro e recuperação.
Dados insuficientes Só se informa que houve tempo solicitado ou que o mostrador apagou. Não decidir sem período, tempos, equipe, causa, local e histórico pertinentes. R1, 29.2.5; 51.5; R2, 29/51-52–29/51-57.

H. Três exemplos hipotéticos autorais

  1. Tempo solicitado sem ganhar novos segundos: faltam 1:34 no quarto quarto. A equipe de Luana controla bola viva na defesa com nove segundos no relógio de arremesso quando uma adversária desvia a bola para fora, sem obter controle e sem contato anterior com o aro. A reposição é concedida à mesma equipe na defesa. Seu técnico solicita e recebe um tempo e escolhe a reposição na linha do ataque nas condições de 29.2.5. Permanecem nove segundos: o avanço após essa saída, com 13 ou menos no mostrador, não cria automaticamente 14. Não há falta, penalidade especial ou motivo externo na sequência. (R1, 29.2.5, p. 34.)
  2. Sinal indevido sem prejuízo: faltam cinco minutos no segundo quarto. A equipe de Miguel controla bola viva em quadra, e o relógio de arremesso mostra corretamente sete segundos quando um defeito sonoro provoca um sinal antecipado. A contagem correta não foi esgotada, ninguém interrompe suas ações por causa do som e a equipe com controle não sofre desvantagem; não há apito nem outra ocorrência. O sinal indevido é desconsiderado e o jogo continua. Isso não concede novos sete, 14 ou 24 segundos, nem manda congelar o valor enquanto se joga. O exemplo pressupõe expressamente que o erro e a ausência de prejuízo estão identificados, em vez de deduzi-los do simples som. (R1, 29.2.8, p. 34.)
  3. Exibição que volta após o aro: com 21 segundos no relógio de jogo no terceiro quarto, a equipe de Beatriz obtém novo controle de bola viva em quadra e o relógio de arremesso fica sem exibição. Ela solta um arremesso regular com 18 segundos de jogo; a bola toca o aro adversário e sua companheira Clara recupera o controle com 15 segundos de jogo. Não houve controle adversário intermediário, interrupção ou outra infração. Como a recuperação da mesma equipe ocorreu depois do aro com mais de 14 e menos de 24 segundos de jogo, a contagem de arremesso é exibida com 14. A conclusão não vem apenas do tempo de jogo: depende também do aro e da recuperação descritos. (R1, 29.2.7, p. 34; R2, 29/51-52, p. 69.)

Os três exemplos são elaborações didáticas autorais do portal, com personagens e sequências fictícias; não são transcrições de R2 nem interpretações oficiais. Nenhum depende da divergência documental sobre interrupções externas. O defeito sonoro é hipótese didática, não orientação para interferir em equipamento real.

I. Proposta escolar autoral — reconstruir as condições especiais

Atividade do portal, não proposta oficial da FIBA nem obrigação específica da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A análise ocorre por cartões e descrições, sem exigir demonstrações motoras ou relógio eletrônico oficial.

  • Objetivo: reconhecer quais dados permitem decidir sobre local, tempo restante, sinal indevido e exibição, sem usar fórmulas universais.
  • Público e adaptações: anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio; ajustar vocabulário e quantidade de situações. Começar por um único relógio identificado e depois comparar os dois tempos e o histórico.
  • Materiais: papel, lápis, quadro e cartões com os exemplos autorais; fichas com “relógio de jogo”, “relógio de arremesso”, “saída”, “tempo solicitado”, “aro”, “controle”, “com exibição” e “sem exibição”. Não é necessário produzir sinais sonoros.
  • Organização: pequenos grupos em superfícies acessíveis, alternando leitura, identificação dos dados, ordenação da sequência e apresentação da justificativa. Toda participação pode ocorrer sem execução motora.
  • Desenvolvimento: reconstruir os três exemplos em linhas do tempo, distinguindo os dois relógios. Explicar por que o avanço no primeiro não concede automaticamente 14 e por que o terceiro exige o contato com o aro. Apresentar depois o cartão incompleto “faltavam poucos segundos e o mostrador estava apagado”: listar os dados ausentes, sem inventar controle, aro ou tempo. Comparar situações completas e incompletas, consultando o quadro e justificando a decisão.
  • Inclusão e acessibilidade: oferecer leitura oral, letras ampliadas, alto contraste, tempo adequado e respostas por fala, escrita, apontamento ou outro meio acessível. Identificar relógios e etapas por palavras, sem depender apenas de cores ou percepção auditiva; permitir apoio entre colegas.
  • Segurança: manter materiais ao alcance e espaço desobstruído. Não exigir corridas, contato físico, disputa por objetos ou encenação de faltas. Não provocar alarmes, defeitos ou interrupções em equipamentos reais; utilizar personagens fictícios, sem exposição de estudantes.
  • Avaliação: observar se cada participante distingue os tempos, localiza uma condição decisiva e justifica uma conclusão ou a insuficiência de dados. Valorizar compreensão e cooperação, não rapidez ou desempenho motor.

Tempo de análise, quantidade de cartões e meios de resposta são adaptações pedagógicas autorais. A tarefa não transfere aos estudantes decisões operacionais da arbitragem ou da mesa e não exige reproduzir uma competição oficial.

J. Consequências, referências e pendências

Uma decisão sobre o relógio pode preservar, reiniciar, ajustar ou não exibir a contagem sem significar, por si só, uma nova violação. Sinal indevido e violação real não são equivalentes. Quando há violação, permanecem os critérios e ressalvas já apresentados nas partes anteriores, inclusive a consequência geral de 22.2; não se reproduzem aqui todos os procedimentos de reposição. Operação do equipamento, correção formal e execução das penalidades pertencem aos blocos e dispositivos próprios.

  • R1 — FIBA, Official Basketball Rules 2026, v1.1: 29.2.5, p. 34, tempo solicitado e alternativas condicionais; 29.2.6, p. 34, reposição integrante das penalidades enumeradas; 29.2.8, p. 34, sinal indevido e prejuízo; 29.2.7, p. 34, conexão com aro e controle posterior; 51.5, p. 62, desligamento nas condições expressas. Reaproveitados os conceitos anteriores de 29.1.1–29.1.2, pp. 32–33, e 22.2, p. 29. Paginação impressa. Consultar R1.
  • R2 — FIBA, Official Basketball Rules 2026 — Official Interpretations, v1.0, seção conjunta Article 29/51 — Shot clock: 29/51-23–29/51-24, p. 64, erros e reconstrução do prazo; 29/51-32–29/51-33, p. 66, penalidades e tempo solicitado no contexto específico; 29/51-52–29/51-55, p. 69, ausência de exibição e reativação; 29/51-56–29/51-57, p. 70, sequências finais e reposições. Os identificadores correspondem às interpretações efetivamente resumidas nesta parte, sem reprodução dos 57 registros. Consultar R2.
  • Divergência documental não resolvida; redação universal suspensa. A diferença de formulação entre R1, 29.2.2, p. 33, R2, 29/51-21, p. 64, e R1, 51.3–51.4, pp. 61–62, sobre interrupções externas e possível desvantagem continua pendente. Não se altera a conjunção extraída nem se cria regra universal; nenhum exemplo desta parte depende de resolver essa diferença.
  • Interrupções externas: divergência documental ainda não resolvida; formulação universal suspensa até conferência complementar específica.
  • Retorno e interferências: veja as Partes 5–6 deste bloco.
  • Procedimentos: reposições completas, operação dos relógios, correções formais e atuação da mesa permanecem reservadas aos blocos e dispositivos pertinentes.
  • Verificação documental: conferência visual, tradução oficial e atualizações documentais ainda não foram verificadas integralmente; não se afirma inexistência de erratas ou versões posteriores.

Parte 5: Retorno da bola à quadra de defesa

A. Como reconhecer situações de jogo irregulares?

O artigo 30 tem o título inglês Ball returned to the backcourt. Nesta explicação autoral em português, trata-se do retorno irregular da bola à quadra de defesa. A regra limita o retorno nas condições de controle, localização e sequência de contatos previstas; não significa simplesmente que “a bola não pode voltar para trás”. Uma bola pode voltar à defesa sem que essa violação ocorra.

Para analisar a situação, precisamos perguntar qual equipe controlava, se já havia controle no ataque, quem tocou por último nessa quadra e qual foi o contato posterior. Também importa saber se houve desvio, interceptação, recepção no ar ou uma reposição com condições próprias. Um movimento aparente para trás não responde sozinho à pergunta orientadora do Bloco 7.

B. Controle no ataque e sequência do retorno irregular

O item 30.1.1 caracteriza controle de bola viva da equipe no ataque quando um jogador dessa equipe toca o ataque com ambos os pés enquanto segura, recebe ou dribla a bola nessa quadra, ou quando a bola é passada entre integrantes dessa equipe no ataque. Essa definição precisa ser lida com as condições de localização no ar e com as interpretações específicas, não como exigência de contato atual com o piso em toda recepção aérea. (R1, 30.1.1, p. 35.)

Pelo item 30.1.2, uma equipe com controle de bola viva no ataque retorna irregularmente quando um de seus jogadores é o último a tocar a bola no ataque e, depois, um jogador dessa mesma equipe é o primeiro a tocá-la nas condições seguintes: tem parte do corpo em contato com a defesa, ou toca a bola depois de ela ter tocado a defesa dessa equipe. Nesse segundo caminho, o novo contato do jogador pode ocorrer inclusive no ataque: o toque anterior da bola no piso da defesa importa. O art. 30.2 proíbe esse retorno irregular. (R1, 30.1.2 e 30.2, p. 35; R2, 30-7–30-8, p. 72.)

Há uma exceção expressa: o jogador salta do ataque, estabelece novo controle da equipe enquanto está no ar e aterrissa com a bola na defesa. Não basta chamar toda recepção de “novo controle”: se a equipe já controlava antes do passe ou da reposição, essa condição não está automaticamente satisfeita. (R1, 30.1.2, p. 35.)

C. Toque, controle e localização: perguntas diferentes

O Bloco 6 já diferenciou a ação de um jogador segurando ou driblando bola viva do controle da equipe. O controle da equipe continua durante passes entre companheiros; termina, entre outras hipóteses regulamentares, quando a adversária obtém controle. Um simples toque adversário não equivale necessariamente a isso. Receber um passe de companheiro pode iniciar o controle daquele jogador sem iniciar um novo controle de sua equipe. (R1, 14.1.1–14.1.3, p. 20.)

O item 11.1 determina a localização pelo contato com o piso; no ar, conserva-se a condição do último contato com ele. Assim, observar onde o corpo aparece sobre a quadra não substitui identificar de onde saltou. Se o salto parte da defesa, estar visualmente sobre o ataque não muda sozinho essa condição; essa é uma aplicação didática do critério de localização, não uma nova interpretação oficial. O item 11.2 também equipara o contato da bola com o árbitro ao piso de sua localização. (R1, 11.1–11.2, p. 18.)

A linha central integra a quadra de defesa. Contudo, aproximar-se dela ou tocá-la só pode ser julgado depois de identificar controle anterior, contatos e exceção aplicável. A localização do jogador, a passagem da bola ao ataque no art. 28 e o controle no ataque do art. 30 não devem ser tratados como expressões intercambiáveis. (R1, 2.5.2, p. 7; 28.1.2, p. 32; 30.1.1–30.1.2, p. 35.)

D. Passe, quique e drible na transição

R2, 30-7, distingue duas sequências: retorno da bola do ataque para tocar a defesa e novo toque da equipe nas condições de controle descritas; e bola proveniente da defesa que toca o ataque e volta a um companheiro, sem o mesmo estabelecimento de controle no ataque. A direção aparente da bola não torna essas situações iguais. (R2, 30-7, p. 72.)

Em 30-8, dois companheiros estão com ambos os pés no ataque. O passe quicado toca a defesa antes de chegar ao receptor no ataque: há violação. Não se deve ensinar que só existe retorno irregular quando o receptor está fisicamente na defesa. (R2, 30-8, p. 72.)

Já 30-12 descreve um driblador com ambos os pés no ataque, mas ainda driblando a bola na defesa. A bola toca sua perna e volta à defesa, onde um companheiro inicia drible; a interpretação considera a sequência legal porque ainda não houve estabelecimento de controle no ataque no cenário descrito. Isso não libera o uso deliberado da perna nem todo retorno depois de qualquer drible: preservam-se a sequência e o critério da passagem ainda incompleta. (R2, 30-12, p. 72; relação com R1, 28.1.2, p. 32.)

Em 30-13, um passe da defesa chega a companheiro no ataque, que apenas toca e não controla a bola; ela retorna ao passador na defesa. A conclusão oficial é legal no recorte descrito, pois o receptor não estabeleceu o controle exigido no ataque. Não se extrai disso que o controle da equipe acabou durante o passe ou que todo contato no ataque produz a mesma conclusão. (R2, 30-13, p. 73.)

Quando o enunciado só diz “a bola passou pela linha”, faltam dados para escolher entre esses critérios. É preciso identificar se era passe ou drible, o controle e os contatos com piso e participantes.

E. Jogador no ar: a exceção exige novo controle da equipe

R2, 30-1, reafirma a localização conservada no ar e a exceção de novo controle: pode-se aterrissar com a bola na defesa na situação prevista, mas não passar a um companheiro na defesa antes de aterrissar. O momento da ação modifica a conclusão. (R2, 30-1, p. 71.)

  • Interceptação e aterrissagem: em 30-2, o defensor salta de seu ataque, intercepta um passe adversário no ar, estabelece novo controle de sua equipe e aterrissa na defesa, na linha ou com os pés divididos. A interpretação permite as alternativas descritas, inclusive as ações posteriores à aterrissagem indicadas no caso. Não significa permissão para qualquer recepção aérea. (R2, 30-2, p. 71.)
  • Reposição com controle anterior: em 30-4, o repositor já estabeleceu controle da equipe no ataque antes de passar ao companheiro que salta do ataque e aterrissa na defesa. A conclusão é violação; a recepção do companheiro não é novo controle da equipe como na interceptação. (R2, 30-4, p. 71.)
  • Passe antes de aterrissar: em 30-5, o defensor intercepta no ar após saltar do ataque, mas passa ao companheiro na defesa antes de aterrissar. Há violação. Poder aterrissar com a bola não autoriza esse passe antecipado. (R2, 30-5, p. 71.)
  • Primeiro controle na abertura: em 30-3, o primeiro controle da equipe é estabelecido no ar por jogador que salta do ataque depois do toque legal na bola ao alto inicial; a aterrissagem descrita na defesa é permitida. Em 30-6, passar à defesa antes de aterrissar produz violação. Não se confunde abertura com qualquer reposição posterior. (R2, 30-3, p. 71; 30-6, p. 72.)

O controle anterior também diferencia 30-14 e 30-17. No primeiro, houve reposição no ataque e controle da equipe já estabelecido; o receptor salta do ataque, recebe no ar, aterrissa primeiro com um pé no ataque e depois apoia o outro na defesa: há violação. No segundo, o passe vem da defesa e é recebido com um pé já no piso do ataque e o outro no ar; apoiar depois esse outro pé na defesa é legal nas condições do caso. A diferença não se reduz à aparência final dos pés. (R2, 30-14 e 30-17, p. 73.)

Em 30-16, o passe também vem de companheiro na defesa, mas o receptor salta do ataque e controla no ar antes de aterrissar na defesa, na linha ou com os pés divididos. Há violação nas três alternativas. A equipe já controlava; o receptor conserva no ar a localização de onde saltou. Essa sequência não é a recepção com um pé já apoiado de 30-17. (R2, 30-16–30-17, p. 73.)

F. Desvio, interceptação e toque simultâneo

Uma interceptação com controle efetivo encerra o controle adversário e inicia o da equipe que intercepta; um desvio sem controle não faz isso automaticamente. Ainda assim, o desvio pode alterar quem tocou por último no ataque, dado decisivo para o art. 30. (R1, 14.1.3, p. 20; 30.1.2, p. 35.)

Em 30-15, o defensor desvia a bola do driblador no ataque para a defesa da equipe atacante. O atacante pode continuar o drible na defesa no cenário descrito: ele não foi o último a tocar a bola no ataque. O caso também prevê nova contagem de oito segundos na continuação indicada. Já 30-11 descreve toque simultâneo de atacante e defensor, seguido de primeiro toque do companheiro na defesa: há violação. Não se trata o toque simultâneo como se apenas o defensor tivesse realizado o último contato. (R2, 30-15, p. 73; 30-11, p. 72.)

Esses parágrafos e os anteriores resumem interpretações oficiais identificadas, não exemplos autorais. A análise do último toque não deve ser substituída por “tocou no adversário, está liberado”, nem a interceptação efetiva por uma presunção de controle em todo desvio.

G. Reposições e relação com oito segundos

A restrição de 30.1.2 inclui reposições no ataque. Nos casos 30-4 e 30-14, o controle anterior do repositor impede aplicar a exceção como se o receptor tivesse criado novo controle da equipe. O início e o término da reposição e a bola viva à disposição já foram estudados; aqui não se reproduzem todos os procedimentos de 17.1.2. (R1, 30.1.2, p. 35; 14.1.1, p. 20; 17.1.2, p. 22; R2, 30-4, p. 71; 30-14, p. 73.)

Há uma situação específica de abertura: em 17.2.3, no início dos quartos seguintes ao primeiro e das prorrogações, a reposição ocorre no prolongamento da linha central, oposta à mesa, com um pé de cada lado, e o repositor pode passar a um companheiro em qualquer lugar da quadra. Isso não é autorização geral para passar da reposição comum do ataque à defesa. As condições de avanço após tempo solicitado em 17.2.4 também não substituem os critérios do artigo 30. (R1, 17.2.3–17.2.4, pp. 22–23.)

O artigo 28 verifica a progressão ao ataque no prazo; o artigo 30 verifica o retorno irregular nas condições próprias de controle e contatos. Em 30-9, companheiros na defesa trocam passe que toca o piso do ataque e volta ao receptor na defesa: não há retorno irregular no caso, mas os oito segundos terminam no contato com o ataque e uma nova contagem começa quando o receptor toca a bola na defesa. (R2, 30-9, p. 72.)

Em 30-10, o passe da defesa toca um árbitro com os pés divididos pela linha e volta a um companheiro na defesa. A interpretação também distingue ausência de retorno irregular e nova contagem de oito segundos após os contatos indicados. São hipóteses específicas, a somar à de 30-15, não uma regra de que toda volta à defesa concede novos oito. Não se modificam por essa explicação as decisões do relógio de arremesso já apresentadas. (R2, 30-10, p. 72; 30-15, p. 73; relação com R1, 11.2, p. 18, e 28.1.1–28.1.3, p. 32.)

H. Consequência da violação

O art. 30.3 concede a bola à equipe adversária para reposição em sua quadra de ataque, do local mais próximo da infração, exceto diretamente atrás da tabela. Trata-se da consequência específica do retorno irregular, a ser lida com as ressalvas da consequência geral de 22.2 já estudada. Não se transforma o reconhecimento da infração em um manual completo de reposições ou de operação dos relógios. (R1, 30.3, p. 35; registro anterior de 22.2, p. 29.)

I. Quadro didático — reconstruir controle e contatos

Situação Condições indispensáveis Conclusão no recorte Referência e limite
Passe para companheiro na defesa A controla bola viva no ataque; jogador de A toca por último no ataque; companheiro com contato na defesa toca primeiro, sem intervenção ou exceção. Retorno irregular. R1, 30.1.1–30.2, p. 35; não julgar só a direção do passe.
Passe quicado na defesa Companheiros com ambos os pés no ataque; passe toca o piso da defesa antes do receptor atacante. Violação mesmo com recepção no ataque. R2, 30-7–30-8, p. 72.
Drible ainda em transição Pés no ataque, bola ainda driblada na defesa, sequência específica de toque e recuperação. Legal no caso, sem controle no ataque estabelecido. R2, 30-12, p. 72; não libera perna deliberada.
Interceptação aérea Salto do próprio ataque, novo controle da equipe no ar e aterrissagem com a bola na defesa. Aterrissagem permitida na exceção. R1, 30.1.2, p. 35; R2, 30-1–30-2, p. 71.
Passe antes da aterrissagem Mesma interceptação, mas passe ao companheiro na defesa antes de aterrissar. Violação; não equivale a aterrissar com a bola. R2, 30-5, p. 71.
Recepção aérea de reposição atacante Controle da equipe já existia; receptor salta do ataque, recebe e aterrissa na defesa. Violação; não houve novo controle da equipe pela recepção. R2, 30-4, p. 71; 30-14, p. 73.
Desvio exclusivamente adversário Defensor é o último a tocar no ataque, sem controlar; atacante retoma na defesa na sequência descrita. Legal no caso; preservar a diferença entre toque e controle. R2, 30-15, p. 73.
Toque simultâneo Controle de A no ataque, toque simultâneo A/B e primeiro toque posterior de A na defesa. Violação no caso; não tratar como último toque só de B. R2, 30-11, p. 72.
Aterrissagem na linha central Passe de companheiro da defesa; receptor salta do ataque, controla no ar e aterrissa tocando a linha. Violação na sequência descrita. R2, 30-16, p. 73; não toda aproximação da linha.
Recepção com um pé já no piso Passe da defesa, receptor recebe com um pé no ataque e o outro no ar; depois apoia este na defesa. Legal nas condições do caso, distinto de salto iniciado no ataque. R2, 30-17, p. 73.
Oito segundos após contato com ataque Passe entre companheiros da defesa toca ataque e depois volta à defesa, como em 30-9. Sem retorno irregular nesse caso; nova contagem no marco descrito. R2, 30-9, p. 72; não toda volta à defesa.
Dados insuficientes Só se informa que um jogador recebeu perto da linha e a bola voltou. Identificar controle anterior, salto, apoios e contatos antes de decidir. R1, 11.1, p. 18; 30.1.1–30.1.2, p. 35.

J. Três exemplos hipotéticos autorais

  1. Passe depois de controle no ataque: a equipe Azul controla bola viva no ataque; Marina segura a bola com ambos os pés inteiramente nessa quadra. Ela passa diretamente a Caio, companheiro com ambos os pés no piso da defesa da Azul. Marina foi a última a tocar no ataque e Caio é o primeiro contato posterior; nenhuma adversária tocou ou controlou a bola, e não há recepção aérea ou reposição especial. Há retorno irregular, pois o controle no ataque e a sequência de contatos estão descritos. A conclusão não depende de quantos segundos se passaram. (R1, 30.1.1–30.2, p. 35.)
  2. Desvio e interceptação não são iguais: em duas situações independentes, a equipe Verde controla bola viva em seu ataque. Na primeira, um passe é desviado apenas pela mão de uma defensora da equipe Laranja, sem controle; ela é a última a tocar na quadra de ataque da Verde. A bola vai à defesa da Verde, onde um companheiro do passador, com ambos os pés no piso dessa defesa, a segura primeiro. A sequência não é retorno irregular da Verde, conforme a distinção do último toque. Na segunda, a defensora, com ambos os pés em sua própria defesa, segura efetivamente o passe antes de qualquer retorno. O controle da Verde termina e começa o da Laranja; a defensora passa a uma companheira também na defesa da Laranja, sem passagem anterior ao ataque dessa equipe. Esse passe não é retorno irregular da Laranja. As duas conclusões legais têm razões diferentes: no primeiro cenário não houve controle adversário; no segundo houve novo controle. (R1, 14.1.1–14.1.3, p. 20; 30.1.1–30.2, p. 35; relação com R2, 30-15, p. 73.)
  3. Receber no ar exige conhecer o controle anterior: em uma abertura de partida, depois de toque legal na bola ao alto e antes de qualquer controle, Júlia, que não é uma das saltadoras da disputa inicial, salta de seu ataque, segura a bola no ar e estabelece o primeiro controle da equipe Roxa. Sem passar antes de aterrissar, chega com ambos os pés à defesa da Roxa: essa aterrissagem é permitida pela exceção. Em outra situação, a equipe Roxa já controla bola viva na defesa, e uma companheira passa a Júlia, que novamente salta do ataque, segura no ar e aterrissa com ambos os pés na defesa, sem toque adversário. Agora há retorno irregular: Júlia recebe de equipe que já controlava, conserva no ar a localização do salto e não estabelece novo controle da equipe para invocar a exceção. A aparência da aterrissagem é semelhante, mas o histórico é diferente. (R1, 11.1, p. 18; 30.1.2, p. 35; R2, 30-3, p. 71; 30-16, p. 73.)

Exemplos hipotéticos elaborados pelo portal, com personagens e sequências autorais; não são transcrições de R2 nem interpretações oficiais. As descrições não orientam encenar saltos, interceptações ou disputas físicas. Não se atribuem decisões de relógios, penalidades adicionais ou procedimentos completos de arbitragem por suposição.

K. Proposta escolar autoral — quem controlava e quem tocou?

Atividade do portal, não proposta oficial da FIBA nem obrigação específica da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A análise utiliza cartões e sequências textuais, sem exigir deslocamentos, saltos ou execução de passes.

  • Objetivo: reconhecer as condições do retorno irregular, distinguindo controle, localização, último toque e exceção de novo controle no ar.
  • Público e adaptações: anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio; ajustar vocabulário e número de cartões. Começar com passe em situação completa e depois acrescentar desvio ou recepção aérea, mantendo a identificação da equipe de referência.
  • Materiais: papel, lápis, quadro e cartões com os exemplos autorais; fichas de “controle anterior”, “ataque”, “defesa”, “último toque”, “primeiro toque”, “salto” e “aterrissagem”. Podem ser usados esquemas textuais sem depender de diagramas oficiais.
  • Organização: pequenos grupos em superfícies acessíveis, alternando leitura, reconstrução da sequência, identificação dos contatos e apresentação da justificativa. Nenhuma função depende de habilidade motora.
  • Desenvolvimento: organizar os cartões de cada exemplo e identificar equipe com controle, quadra de referência e contatos decisivos. Comparar as duas situações do segundo e do terceiro exemplos, sem atribuir novo controle a um simples toque ou a toda recepção. Apresentar depois apenas “a jogadora recebeu perto da linha e voltou à defesa”: indicar os dados ausentes, como controle anterior, salto, apoios e último toque, em vez de escolher uma conclusão. Consultar o quadro para distinguir violação, situação legal delimitada e informação insuficiente.
  • Inclusão e acessibilidade: oferecer leitura oral, letras ampliadas, alto contraste, tempo adequado e respostas por fala, escrita, apontamento ou outro meio acessível. Identificar equipes e quadras por palavras, sem depender só de cores ou visão de esquema; permitir apoio entre colegas e repetição da sequência.
  • Segurança: manter materiais ao alcance e espaço desobstruído. Não exigir contato corporal, saltos, corridas ou disputa por bola; não reproduzir bola presa, interceptações ou aterrissagens. A atividade pode ocorrer sentada à mesa, com personagens fictícios e sem exposição de estudantes.
  • Avaliação: verificar se cada participante identifica o controle anterior, um contato decisivo ou uma condição da exceção e justifica a conclusão ou a insuficiência de dados. Valorizar compreensão e cooperação, não rapidez ou desempenho motor.

Tempo de análise, quantidade de situações e meios de resposta são adaptações pedagógicas autorais. Não se alteram silenciosamente as condições oficiais nem se exige reproduzir uma competição regulamentar na escola.

L. Referências e limites

  • R1 — FIBA, Official Basketball Rules 2026, v1.1: 30.1.1–30.1.2, 30.2 e 30.3, p. 35, definição, sequência, exceção, regra e consequência. Complementos utilizados: 2.5.2, p. 7; 11.1–11.2, p. 18; 14.1.1–14.1.3, p. 20; 17.1.2 e 17.2.3–17.2.4, pp. 22–23; 28.1.1–28.1.3, p. 32. Relação pontual com o registro anterior de 22.2, p. 29. Paginação impressa. Não se criou numeração para marcadores internos nem subitem 30.2.1. Consultar R1.
  • R2 — FIBA, Official Basketball Rules 2026 — Official Interpretations, v1.0, seção Article 30 — Ball returned to the backcourt: 30-1–30-5, p. 71, localização no ar, novo controle, abertura, reposição e passe antes da aterrissagem; 30-6–30-12, p. 72, passe aéreo, sequências, quique, oito segundos, toque simultâneo e drible; 30-13–30-17, p. 73, toque sem controle, reposição, desvio e recepções distintas. Os 17 registros foram examinados na consulta documental e são utilizados seletivamente nos resumos e contrastes identificados desta parte, sem reprodução integral. Consultar R2.
  • Interferências: veja as Partes 6A, 6B-1 e 6B-2, que distinguem goaltending e basket interference.
  • Reposições: procedimentos completos permanecem reservados ao bloco correspondente; as remissões ao art. 17 não constituem manual de execução.
  • Conferência visual: documentos e eventuais diagramas necessários não foram conferidos visualmente neste trecho; não se utiliza aparência de desenho como prova normativa.
  • Tradução: tradução oficial em português não confirmada; explicações autorais não constituem nomenclatura oficial comprovada.
  • Atualidade: erratas e atualizações não foram verificadas de forma abrangente; não se afirma inexistência de versões posteriores.

Parte 6A: Goaltending

A. Como reconhecer situações de jogo irregulares?

O artigo 31 tem o título Goaltending and basket interference. São categorias relacionadas, mas distintas: goaltending envolve as condições específicas de toque na bola durante uma tentativa de arremesso de quadra ou lance livre; basket interference tem hipóteses próprias relativas à bola e ao conjunto da cesta. Os termos não serão tratados como sinônimos nem traduzidos ambos simplesmente como “interferência”.

Esta Parte 6A explica goaltending e suas consequências básicas. As hipóteses próprias de basket interference ficam para a Parte 6B. Para reconhecer a situação, precisamos identificar tipo de tentativa, momento do toque, trajetória, altura, contatos anteriores, possibilidade de entrada e equipe responsável. Estar “perto da cesta” não basta para decidir.

B. A tentativa começa e termina em marcos regulamentares

Segundo 31.1.1, a tentativa de arremesso de quadra ou lance livre começa quando a bola deixa as mãos do jogador em ato de arremesso. Ela termina quando a bola entra na cesta diretamente por cima e permanece dentro ou atravessa inteiramente a cesta, deixa de ter possibilidade de entrar, toca o aro, toca o piso ou se torna morta. Esses são acontecimentos previstos, não uma avaliação baseada apenas no tempo de voo. (R1, 31.1.1, p. 35.)

Isso não confunde o início da tentativa com todo o ato de arremesso do jogador, já apresentado no Bloco 5. Também não significa que todo apito ou sinal torne imediatamente a bola morta sem considerar as exceções de 10.3–10.4. Os marcos de tentativa, condição da bola e ato de arremesso precisam ser lidos em conjunto. (R1, 10.3–10.4, p. 17; 31.1.1, p. 35; registros anteriores do Bloco 5.)

O contato com o aro é um marco de término da tentativa nesse dispositivo, mas não uma autorização irrestrita para tocar a bola, o aro ou a tabela depois dele. As restrições independentes de basket interference e as condições especiais de apito e sinal permanecem reservadas à Parte 6B. (R1, 31.2.4–31.2.5, p. 36, apenas como remissão de limite.)

C. Goaltending no arremesso de quadra: condições reunidas

O item 31.2.1 caracteriza goaltending quando, durante um arremesso de quadra, um jogador toca a bola enquanto ela está inteiramente acima do nível do aro e está em trajetória descendente para a cesta ou já tocou a tabela. É necessário reunir a condição de altura com uma dessas alternativas e considerar os limites de 31.2.3. Não basta tocar uma bola alta ou que esteja simplesmente descendo em qualquer lugar. (R1, 31.2.1, p. 35; 31.2.3, p. 36.)

A alternativa da tabela merece atenção: depois desse contato, a análise não se reduz a perguntar se a bola já começou a descer. Por outro lado, ter tocado a tabela não dispensa verificar altura, tentativa e possibilidade de entrada. Não se ensina que todo toque na bola após qualquer contato com a tabela é proibido.

R2, 31-13, preserva as restrições de goaltending e basket interference mesmo quando há outro toque na trajetória do arremesso. Em 31-14, o toque ascendente descrito é legal, mas o toque posterior descendente configura goaltending, com consequências diferentes conforme a equipe do infrator. Não se transforma essa sequência específica em licença para todo toque ascendente depois de tabela, apito ou outro acontecimento relevante. (R2, 31-13–31-14, p. 76; relação com R1, 31.2.1, p. 35.)

Em 31-16, o toque no ponto mais alto, acima do aro, é legal na situação descrita; o caso distingue esse instante do início da descida. Essa conclusão não elimina a alternativa normativa de contato anterior com a tabela nem as demais restrições. Uma impressão visual de “bola no alto” não substitui identificar o momento e o histórico. (R2, 31-16, p. 77.)

Esses parágrafos resumem interpretações oficiais identificadas, não exemplos autorais. Não se utiliza um caso próprio de basket interference como prova de goaltending.

D. Lance livre: um critério próprio

No lance livre, 31.2.2 caracteriza goaltending quando um jogador toca a bola durante seu voo para a cesta, antes de tocar o aro. Não se acrescenta como requisito universal a combinação de descida e altura inteiramente acima do aro do arremesso de quadra. É necessário identificar que se trata de lance livre e em qual momento ocorreu o toque. Os limites de possibilidade de entrada e contato com o aro de 31.2.3 também precisam ser considerados. (R1, 31.2.2, p. 35; 31.2.3, p. 36.)

Assim, trocar “arremesso de quadra” por “lance livre” no enunciado pode mudar o critério mesmo quando o desenho aparente da trajetória é parecido. Esta explicação se apoia diretamente em R1; não se inventa um caso de R2 para preencher a comparação. O tratamento de bola dentro da cesta ou de toque após o aro no lance livre fica reservado à Parte 6B e às condições de pontuação já apresentadas no Bloco 5.

E. Quando termina a restrição de goaltending?

O item 31.2.3 estabelece que as restrições se aplicam até a bola deixar de ter possibilidade de entrar na cesta ou tocar o aro. Isso precisa acompanhar as explicações anteriores: uma bola descendente, mas sem possibilidade de entrada, não satisfaz automaticamente a descrição de goaltending apenas pela direção do movimento. (R1, 31.2.3, p. 36.)

Após o aro, encerrar essa restrição não encerra toda análise de legalidade. Do mesmo modo, concluir que um toque não constitui goaltending não prova que ele seja permitido sob qualquer outra regra. As hipóteses independentes de basket interference e os cenários de apito, sinal e faltas concomitantes ficam reservados, sem descrição completa nesta parte.

F. Atacante e defensor: consequências diferentes

Goaltending não é uma proibição dirigida somente à defesa. Se a violação é cometida por atacante, 31.3.1 prevê ausência de pontuação e bola para a adversária repor do prolongamento da linha de lance livre, salvo disposição diferente nas regras. Essa consequência específica não deve ser substituída automaticamente pela fórmula geral de qualquer violação. (R1, 31.3.1, p. 36.)

Se a violação é defensiva, 31.3.2 atribui à equipe atacante um ponto na tentativa de lance livre, dois se a bola foi solta da área de dois pontos ou três se foi solta da área de três. A atribuição é tratada como se a bola tivesse entrado. Identificar o infrator e a origem da tentativa é necessário, em vez de presumir consequências iguais para os dois lados. (R1, 31.3.2, p. 36.)

Na hipótese específica de violação defensiva durante o último lance livre, 31.3.3 prevê um ponto para a equipe atacante seguido de penalidade de falta técnica categoria 2 contra o defensor. Essa consequência não se estende a todo goaltending defensivo nem a todo toque após o aro. A administração completa dessa penalidade pertence aos assuntos próprios. (R1, 31.3.3, p. 36.)

O contraste ofensivo e defensivo também aparece em R2, 31-14, p. 76, nas alternativas de toque descendente da situação descrita. Casos de infrações simultâneas, penalidades concomitantes e condições especiais não devem receber automaticamente as conclusões de uma infração isolada.

G. Quadro comparativo — condição, classificação e limite

Situação Condições necessárias Classificação e consequência no recorte Referência e ressalva
Bola descendente acima do aro Arremesso de quadra; bola inteiramente acima do aro, descendo para a cesta, ainda com possibilidade de entrar e sem contato anterior com aro. Toque de jogador configura goaltending; consequência depende de quem toca. R1, 31.2.1, p. 35; 31.2.3 e 31.3.1–31.3.2, p. 36.
Bola ascendente Arremesso de quadra, sem contato anterior com tabela ou aro e sem outra condição especial. A subida, no cenário descrito, não configura goaltending pelo critério de descida; não é permissão universal para qualquer ação. R1, 31.2.1, p. 35; R2, 31-14, p. 76.
Bola no ponto mais alto Condições do caso oficial, distinguindo o instante do início da descida; não transportar para hipótese diferente de tabela. Toque legal no caso 31-16, sem concluir sobre outras ocorrências não descritas. R2, 31-16, p. 77; R1, 31.2.1, p. 35.
Bola após contato com a tabela Arremesso de quadra; bola inteiramente acima do aro, com possibilidade de entrar e ainda sem aro. Toque de jogador configura goaltending, sem exigir a descida como única alternativa. R1, 31.2.1, p. 35; 31.2.3, p. 36.
Bola abaixo do nível do aro Arremesso de quadra; não se verifica a condição de bola inteiramente acima do aro. Não classificar como goaltending de 31.2.1 só pela trajetória; outras hipóteses exigem seus critérios. R1, 31.2.1, p. 35; remissão a 31.2.4, p. 36.
Bola sem possibilidade de entrar A ausência dessa possibilidade está efetivamente identificada, não presumida pela aparência. Restrição de goaltending encerrada; isso não decide toda outra regra. R1, 31.2.3, p. 36.
Lance livre antes do aro Bola em voo para a cesta e ainda com possibilidade de entrada; jogador toca antes do aro. Goaltending; verificar equipe responsável e se é o último lance livre. R1, 31.2.2, p. 35; 31.2.3 e 31.3.1–31.3.3, p. 36.
Contato posterior ao aro O aro já foi tocado. Restrição de goaltending encerrada; basket interference e condições especiais não são automaticamente afastadas. R1, 31.2.3–31.2.5, p. 36; desenvolvimento reservado à Parte 6B.
Violação ofensiva isolada Condições de goaltending reunidas; infrator é atacante, sem outra disposição que altere a consequência. Sem pontos; reposição adversária do prolongamento da linha de lance livre, com ressalva regulamentar. R1, 31.3.1, p. 36.
Violação defensiva isolada Condições reunidas; origem da tentativa identificada. Um, dois ou três pontos conforme 31.3.2; se durante último lance livre, observar 31.3.3. R1, 31.3.2–31.3.3, p. 36; não generalizar a penalidade técnica.
Dados insuficientes Só se informa que alguém tocou uma bola alta perto da cesta. Faltam tentativa, trajetória, altura completa, contatos anteriores, possibilidade de entrada e equipe. R1, 31.1.1–31.2.3; não preencher lacunas por suposição.

H. Três exemplos hipotéticos autorais

  1. Mesma trajetória, equipes diferentes: a equipe Azul realiza um arremesso regular da área de dois pontos. A bola desce para a cesta inteiramente acima do nível do aro, ainda pode entrar e não tocou tabela, aro ou piso; não houve apito ou sinal anterior. Em duas situações independentes, uma jogadora a toca com a mão: na primeira, é companheira da arremessadora; na segunda, é defensora da equipe Verde. Há goaltending nas duas. Na primeira, não se concedem pontos e a Verde recebe a reposição prevista de 31.3.1; na segunda, atribuem-se dois pontos à Azul. Não há outra infração ou penalidade concomitante. A diferença de consequência vem da equipe responsável, não de alterar a trajetória entre as situações. (R1, 31.2.1, p. 35; 31.2.3 e 31.3.1–31.3.2, p. 36.)
  2. Subida e descida: a equipe Laranja arremessa regularmente da área de três pontos. Em duas situações independentes, a bola está inteiramente acima do aro, ainda pode entrar e não tocou tabela, aro ou piso; não há apito, sinal ou outra ocorrência especial. Na primeira, uma defensora da equipe Roxa toca somente a bola enquanto ela ainda sobe, sem contato com adversários ou com a cesta: não há goaltending nessas condições. Na segunda, a defensora toca a bola depois de ela alcançar o ponto mais alto e começar a descer para a cesta: há goaltending defensivo, com três pontos para a Laranja. A comparação não vale para uma bola que já tocou a tabela, hipótese com critério próprio. (R1, 31.2.1, p. 35; 31.2.3 e 31.3.2, p. 36; apoio de R2, 31-14, p. 76.)
  3. Último lance livre: Ana, da equipe Amarela, executa o último lance livre de uma sequência. Depois da soltura, a bola está em voo ascendente para a cesta, inteiramente acima do nível do aro e ainda pode entrar; não tocou tabela, aro ou piso. Antes de qualquer apito ou sinal, uma defensora da equipe Branca toca diretamente a bola, sem alcançar por dentro da cesta ou agarrar qualquer equipamento. Há goaltending no lance livre: não se exige que a bola já esteja descendo. A equipe Amarela recebe um ponto e aplica-se contra a defensora a penalidade de falta técnica categoria 2 de 31.3.3, por ter ocorrido durante o último lance livre. Não se desenvolve aqui sua administração completa. (R1, 31.2.2, p. 35; 31.2.3 e 31.3.2–31.3.3, p. 36.)

Os três exemplos são elaborações didáticas autorais do portal, com equipes e sequências fictícias; não são transcrições de R2 nem interpretações oficiais. As descrições não orientam estudantes a saltar, bloquear arremessos ou tocar equipamentos da cesta.

I. Proposta escolar autoral — ler a trajetória antes de decidir

Atividade do portal, não proposta oficial da FIBA nem obrigação específica da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A aprendizagem usa cartões e sequências narradas, sem execução motora obrigatória ou necessidade de cesta regulamentar.

  • Objetivo: reconhecer as condições de goaltending e distinguir arremesso de quadra, lance livre e consequência conforme a equipe responsável.
  • Público e adaptações: anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio; ajustar vocabulário e quantidade de situações. Começar por subida e descida sem tabela, depois acrescentar tipo de tentativa e equipe do jogador que toca.
  • Materiais: papel, lápis, quadro e cartões com os exemplos autorais; fichas com “quadra”, “lance livre”, “subida”, “descida”, “tabela”, “aro”, “possibilidade de entrada” e “equipe”. Podem ser usados esquemas autorais simples, identificados como ilustrativos e sem valor de prova documental.
  • Organização: pequenos grupos em superfícies acessíveis, alternando leitura, ordenação da sequência, identificação das condições e apresentação da justificativa. Não é necessário segurar bola ou demonstrar o contato.
  • Desenvolvimento: reconstruir os três exemplos e localizar tipo de tentativa, altura, trajetória, contatos anteriores e equipe. Comparar o primeiro exemplo sem mudar seus dados físicos; depois explicar por que o lance livre não depende da mesma condição de descida. Apresentar apenas “a bola estava alta e uma jogadora tocou”: identificar as informações ausentes em vez de concluir automaticamente. Usar o quadro para distinguir goaltending, ausência dessa violação no recorte e dados insuficientes, sem declarar qualquer ação livre de todas as demais regras.
  • Inclusão e acessibilidade: oferecer leitura oral, letras ampliadas, alto contraste, tempo adequado e respostas por fala, escrita, apontamento ou outro meio acessível. Descrever altura e trajetória em palavras, sem depender só de cores ou visão de um desenho; permitir apoio entre colegas e repetição da sequência.
  • Segurança: manter materiais ao alcance e espaço desobstruído. Não exigir saltos, contato físico, corridas, bloqueios ou demonstrações junto ao aro; não tocar tabela, rede ou suportes. A atividade pode ocorrer sentada à mesa e não expõe estudantes reais.
  • Avaliação: verificar se cada participante identifica condições necessárias, diferencia as duas tentativas e justifica a conclusão ou a insuficiência de dados. Valorizar compreensão e cooperação, não rapidez, desempenho motor ou respostas sem explicação.

Quantidade de cartões, tempo de análise e formas de participação são adaptações pedagógicas autorais. A tarefa não transforma hipóteses do regulamento em exigência de prática física nem transfere decisões operacionais da arbitragem aos estudantes.

J. Referências e limites

  • R1 — FIBA, Official Basketball Rules 2026, v1.1: 31.1.1, p. 35, início e término da tentativa; 31.2.1–31.2.2, p. 35, condições de quadra e lance livre; 31.2.3, p. 36, limites; 31.3.1–31.3.3, p. 36, consequências ofensiva, defensiva e específica do último lance livre. Remissões limitadoras a 31.2.4–31.2.5, p. 36, sem desenvolvimento da Parte 6B; complemento 10.3–10.4, p. 17, para condição da bola, já conferido. Paginação impressa. Consultar R1.
  • R2 — FIBA, Official Basketball Rules 2026 — Official Interpretations, v1.0, seção Article 31 — Goaltending and basket interference: 31-13–31-14, p. 76, toque na trajetória e alternativas ascendente e descendente; 31-16, p. 77, ponto mais alto. Somente esses três registros foram selecionados para a explicação desta parte; o exame de 31-1–31-27 na consulta documental não significa aplicação dos 27 aqui. Não se utilizam casos de basket interference como demonstração de goaltending. Consultar R2.
  • Basket interference: veja as Partes 6B-1 e 6B-2 deste bloco.
  • Contatos com o equipamento e a bola: as hipóteses de cesta, tabela e vibração são distintas do goaltending. O término das restrições de goaltending não afasta automaticamente basket interference; veja a Parte 6B-1.
  • Condições especiais: apito, sinal de término e faltas concomitantes têm condições próprias na Parte 6B-2 e no Bloco 8. Não deduzir a administração completa de uma penalidade apenas da definição de goaltending.
  • Recursos visuais: diagramas 3 e 4 de R2, identificados na pesquisa, não foram conferidos visualmente; não serviram de evidência visual para esta redação.
  • Tradução: tradução oficial em português não confirmada; a explicação didática dos termos não constitui nomenclatura oficial comprovada.
  • Atualidade: erratas e atualizações não foram verificadas de forma abrangente; não se afirma inexistência de versões posteriores.

Parte 6B-1: Hipóteses básicas de basket interference

A. Introdução — identificar a ação, a bola e o momento

No artigo 31, basket interference reúne hipóteses específicas de interferência envolvendo bola, cesta ou tabela. A Parte 6A já explicou goaltending; os termos não são sinônimos. Aqui, não basta perguntar se a bola estava subindo ou descendo: também precisamos saber onde ela estava, o que foi tocado, quando ocorreu o contato e qual equipe praticou a ação.

Não há uma proibição geral de tocar qualquer equipamento em qualquer momento. Da mesma forma, a bola ter tocado o aro não torna automaticamente permitido todo contato posterior. O término da tentativa descrito em 31.1.1 e o limite de goaltending em 31.2.3 não eliminam as hipóteses independentes de basket interference. (R1, 31.1.1 e 31.2.1–31.2.3, pp. 35–36.)

B. As seis hipóteses de 31.2.4

Os códigos H1–H6 são editoriais, usados para organizar a leitura; não são números de subitens oficiais. Todas as hipóteses abaixo correspondem aos seis marcadores de R1, 31.2.4, p. 36. As consequências básicas estão na subseção G; condições especiais não recebem automaticamente o tratamento de uma violação isolada.

  • H1 — Equipamento tocado enquanto a bola está no aro: depois de um arremesso de quadra ou do último lance livre, um jogador de qualquer equipe toca a cesta ou a tabela enquanto a bola está em contato com o aro. Nos casos de arremesso de quadra de R2, 31-19–31-20, p. 77, preserva-se a possibilidade de entrada. A simultaneidade entre bola no aro e contato no equipamento é decisiva; tocar a própria bola exige análise diferente. Em ocorrência isolada, observar 31.3.1 ou 31.3.2; particularidades do último lance livre ficam reservadas.
  • H2 — Lance livre seguido de outro: após um lance livre que será seguido de outro ou outros lances livres, um jogador de qualquer equipe toca a bola, a cesta ou a tabela enquanto a bola ainda pode entrar. Essa possibilidade e a existência de outra tentativa na sequência são condições necessárias. A hipótese é registrada para completar o inventário; suas consequências e casos especiais serão tratados na Parte 6B-2, sem antecipar aqui uma administração de penalidades.
  • H3 — Alcance através da cesta por baixo: um jogador de qualquer equipe alcança através da cesta por baixo e toca efetivamente a bola. R2, 31-1 e 31-3–31-4, p. 74, esclarece bola acima do aro em tentativa de arremesso ou lance livre, passe e situação posterior ao aro. Movimento sob a cesta sem tocar a bola não basta para essa hipótese. Em ocorrência isolada, a consequência depende da equipe; lances livres especiais ficam reservados.
  • H4 — Defensor e bola dentro da cesta: um defensor toca a bola ou a cesta enquanto a bola está dentro da cesta, impedindo sua passagem. É necessário identificar essa posição e a ação, sem exigir que a bola inteira já tenha atravessado. R2, 31-24, p. 78, e 31-25, p. 79, esclarece o contato defensivo com a bola nessa posição. A consequência básica defensiva está em 31.3.2; o contraste com o atacante não se estende automaticamente a sinais ou lances livres especiais.
  • H5 — Vibração ou ação de agarrar com efeito sobre a bola: um jogador de qualquer equipe faz a cesta vibrar ou a agarra, pelo aro e/ou rede, de modo que a bola sofre ressalto anormal ou muda de direção e, por isso, é impedida de entrar ou levada a entrar. Essa relação causal é indispensável. A simples observação de vibração não basta. A consequência isolada depende da equipe; R2, 31-17, p. 77, confirma o critério. Situações após sinal ficam reservadas.
  • H6 — Agarrar a cesta e jogar a bola: um jogador de qualquer equipe agarra a cesta e joga a bola; R2, 31-22, p. 78, explicita agarrar aro ou rede para jogar a bola. Não é necessário transformar essa hipótese na exigência causal de H5, nem confundi-la com contato incidental. R2, 31-23(a) e (c), p. 78, apresenta ações pertinentes de ataque e defesa; observar 31.3.1–31.3.2 no recorte isolado.

C. Bola no aro: identificar contatos diferentes

H1 relaciona dois acontecimentos simultâneos: a bola está em contato com o aro e alguém toca a cesta ou a tabela. O contato com o equipamento não é o mesmo que tocar a própria bola. Se a bola deixou o aro, não se pode aplicar H1 apenas porque ela o tocou anteriormente; ainda é necessário verificar as outras hipóteses e condições especiais.

Em R2, 31-20, a bola rebate no aro e volta a apoiar nele antes do contato defensivo com cesta ou tabela. O retorno ao aro mantém relevante a condição de H1 enquanto existe possibilidade de entrada. Não se usa o primeiro contato com o aro como licença para todo acontecimento posterior. R2, 31-19, abrange atacante e defensor nessa análise. (R2, 31-19–31-20, p. 77.)

D. Alcançar por baixo não é apenas estar sob a cesta

H3 exige atravessar a cesta por baixo e tocar a bola. Não se classifica como essa interferência um simples movimento da mão sob o aro sem o contato exigido. Isso também não autoriza concluir, sem verificar os demais fatos, que toda a ação foi legal.

O recorte inclui bola acima do aro durante tentativa e durante passe, inclusive nas condições posteriores ao aro esclarecidas em R2. O caso 31-4 mostra alcance defensivo com toque na bola em um passe, com atribuição de dois ou três pontos conforme a situação oficial. Não se conclui que todo passe próximo da cesta vale pontos. Para atacante em hipótese isolada, observar 31.3.1; para defensor, 31.3.2, sem aplicar a mesma consequência por analogia. (R1, 31.2.4 e 31.3.1–31.3.2, p. 36; R2, 31-1 e 31-3–31-4, p. 74.)

E. Bola dentro da cesta: posição e equipe importam

Segundo 16.1.2, a bola está dentro da cesta quando sua menor parte está dentro dela e abaixo do nível do aro. Essa posição não deve ser confundida com a exigência de permanência ou passagem integral de 16.1.1 para uma cesta convertida. (R1, 16.1.1–16.1.2, p. 21.)

H4 trata da ação defensiva descrita em 31.2.4. R2, 31-25, compara o toque defensivo e o ofensivo numa tentativa de dois pontos em que a bola gira no aro com uma pequena parte dentro da cesta: o defensor comete basket interference, com dois pontos para o arremessador; o toque do atacante é legal no caso descrito. Essa conclusão ofensiva não se aplica sem conferir o contexto: não se transporta automaticamente para depois do sinal de término ou para a situação especial de último lance livre de 31-27. (R2, 31-24, p. 78; 31-25, p. 79; 31-26–31-27 reservados à Parte 6B-2.)

F. Vibração, agarrar e contato incidental

Em H5, é preciso relacionar a ação no equipamento ao efeito sobre a bola e à entrada ou impedimento de entrada. A aparência de uma cesta balançando não demonstra sozinha essa cadeia. Também não se conclui que a ausência de vibração afasta H1, H3, H4 ou H6. (R1, 31.2.4, p. 36; R2, 31-17, p. 77.)

H6 tem outro critério: agarrar a cesta para jogar a bola. As alternativas 31-23(a) e (c) mostram o atacante que agarra o aro e toca a bola para dentro e o defensor que agarra o aro e a afasta. Não se deve exigir para toda hipótese de H6 a demonstração específica de vibração de H5, nem afirmar que um contato incidental equivale a agarrar para jogar. As demais alternativas de 31-23 não são transformadas aqui em regra genérica sobre qualquer ação de agarrar. (R2, 31-22–31-23, p. 78.)

G. Consequências básicas: distinguir ataque e defesa

Em basket interference ofensiva isolada, 31.3.1 prevê que não se concedem pontos e a adversária recebe a bola para reposição no prolongamento da linha de lance livre, salvo disposição diferente nas regras. Não se substitui essa ressalva por uma consequência universal de toda violação. (R1, 31.3.1, p. 36.)

Em basket interference defensiva isolada, 31.3.2 prevê um ponto se a bola foi solta para lance livre, dois se foi solta da área de dois pontos ou três se foi solta da área de três. A atribuição é considerada como se a bola tivesse entrado. R2, 31-23(c), também indica o prosseguimento após a cesta na situação ali descrita; não se cria daqui um procedimento universal para casos concomitantes. (R1, 31.3.2, p. 36; R2, 31-23, p. 78.)

A referência ao lance livre completa a consequência normativa, mas não desenvolve H2 nem as situações especiais. A penalidade técnica categoria 2 de 31.3.3 possui condição específica e não acompanha automaticamente toda interferência defensiva. Lances livres especiais, apitos, sinais e faltas concomitantes serão examinados na Parte 6B-2; suas consequências não se deduzem apenas dessas duas regras isoladas. (R1, 31.2.5 e 31.3.3, p. 36; complemento 10.3–10.4, p. 17.)

H. Quadro comparativo — condições antes da conclusão

Situação Condições decisivas Classificação e consequência no recorte Referência e limite
Equipamento tocado com bola no aro Arremesso de quadra; bola contata o aro e ainda pode entrar; jogador toca cesta ou tabela nesse instante. H1; consequência conforme equipe. R1, 31.2.4 e 31.3.1–31.3.2, p. 36; R2, 31-19, p. 77.
Equipamento tocado após a bola deixar o aro Bola já não contata o aro no instante do contato no equipamento. Esse dado não caracteriza H1; não decide as outras hipóteses nem permite atribuir consequência sozinho. R1, 31.2.4–31.2.5, p. 36; verificar vibração, ação de agarrar e situações especiais.
Bola que volta ao aro Após arremesso, volta a apoiar no aro e ainda pode entrar; defensor toca cesta ou tabela. H1; consequência defensiva conforme origem da tentativa. R2, 31-20, p. 77; R1, 31.3.2, p. 36; não usar o primeiro aro como liberação.
Alcance por baixo com toque Jogador atravessa a cesta por baixo e toca a bola acima do aro nas condições de tentativa ou passe conferidas. H3; equipe e contexto determinam a consequência. R2, 31-1 e 31-3–31-4, p. 74; R1, 31.2.4, p. 36; reservar lances livres especiais.
Movimento inferior sem toque na bola A mão passa sob a cesta, mas não há contato com a bola. Não basta para H3; sem outros dados, não concluir legalidade global ou penalidade. R1, 31.2.4, p. 36; R2, 31-1 e 31-3, p. 74.
Bola dentro da cesta Pequena parte dentro e abaixo do aro; defensor toca a bola na situação de dois pontos de 31-25. Basket interference defensiva; dois pontos. No contraste ofensivo daquele caso, toque legal. R1, 16.1.2, p. 21; R2, 31-24–31-25, pp. 78–79; não generalizar para sinais ou último lance livre.
Vibração com efeito causal Ação provoca ressalto anormal ou mudança de direção e, por isso, impede ou causa entrada. H5; consequência conforme equipe e origem. R1, 31.2.4 e 31.3.1–31.3.2, p. 36; R2, 31-17, p. 77; situações após sinal reservadas.
Vibração sem efeito causal demonstrado Só se informa que a cesta vibrou; não se esclarece efeito sobre a bola. Dados insuficientes para afirmar H5; investigar, sem presumir outras hipóteses afastadas. R1, 31.2.4, p. 36; R2, 31-17, p. 77.
Agarrar para jogar a bola Jogador agarra aro ou rede para jogar a bola, como nas alternativas 31-23(a) ou (c). H6; atacante e defensor têm consequências diferentes. R2, 31-22–31-23, p. 78; R1, 31.3.1–31.3.2, p. 36; não exigir vibração como critério único.
Contato incidental Só se descreve contato com equipamento, sem posição, momento ou ação posterior. Dados insuficientes para classificar; contato sozinho não prova nem exclui interferência. R1, 31.2.4, p. 36; verificar as seis hipóteses antes da conclusão.
Violação ofensiva isolada Hipótese normativa comprovada; atacante infrator; nenhuma disposição diferente altera o tratamento. Sem pontos; reposição adversária no prolongamento da linha de lance livre, com ressalva. R1, 31.3.1, p. 36; não aplicar automaticamente a casos especiais.
Violação defensiva isolada Hipótese comprovada; defensor infrator; origem da tentativa conhecida. Um, dois ou três pontos conforme 31.3.2; não acrescentar técnica automaticamente. R1, 31.3.2–31.3.3, p. 36; lances livres especiais e administração reservados.
Dados insuficientes Apenas “alguém tocou perto da cesta”. Não é possível concluir; faltam ação, equipe, posição, contatos, momento e contexto. R1, 31.2.4–31.3.3, p. 36; não completar fatos por suposição.

I. Três exemplos hipotéticos autorais

  1. O momento do contato com a tabela: a equipe Azul arremessa regularmente da área de dois pontos. Em duas sequências independentes, a bola já tocou o aro e ainda pode entrar; uma defensora da Verde encosta brevemente na tabela, sem tocar bola ou adversária, agarrar equipamento, provocar vibração ou alterar a trajetória. Não há apito, sinal, falta ou outra infração. Na primeira sequência, a bola está apoiada no aro no instante do contato: há H1 e atribuem-se dois pontos à Azul. Na segunda, a bola já deixou o aro, está no ar fora da cesta e não volta a tocá-lo durante o contato: esse contato não caracteriza H1; as demais hipóteses foram expressamente afastadas no enunciado. Não se concede pontuação por interferência nessa segunda sequência nem se presume o resultado posterior do arremesso. (R1, 31.2.4 e 31.3.2, p. 36; R2, 31-19–31-20, p. 77.)
  2. Vibração com e sem efeito: a equipe Laranja arremessa regularmente da área de três pontos. Em duas sequências independentes, após tocar o aro, a bola está no ar fora da cesta, sem contato atual com o aro e ainda com possibilidade de entrada; uma defensora da Roxa encosta na rede, sem agarrá-la, jogar a bola ou tocar adversários. Não há apito, sinal, falta ou outra ocorrência especial. Na primeira, a ação faz a cesta vibrar e essa vibração muda a direção da bola, impedindo sua entrada: há H5, com três pontos para a Laranja. Na segunda, há pequena vibração, mas está expressamente estabelecido que ela não produz ressalto anormal, não muda a direção e não causa nem impede a entrada; não há H5 e as demais hipóteses foram afastadas. Não se atribuem pontos por interferência só pela vibração; o enunciado não informa o resultado posterior da bola. (R1, 31.2.4 e 31.3.2, p. 36; R2, 31-17, p. 77.)
  3. Alcançar por baixo e tocar ou não tocar: a equipe Amarela arremessa regularmente da área de dois pontos. A bola toca o aro, rebate para cima e permanece inteiramente acima dele, fora da cesta e ainda com possibilidade de entrar. Em duas sequências independentes, uma defensora da Branca estende a mão através da cesta por baixo, sem tocar equipamento, agarrar, causar vibração ou cometer contato corporal; não houve apito ou sinal. Na primeira, toca a bola nessa posição: há H3, com dois pontos para a Amarela. Na segunda, não toca a bola e as demais hipóteses estão afastadas: o movimento descrito não caracteriza H3; não se atribuem pontos por essa interferência nem se presume o resultado posterior da tentativa. (R1, 31.2.4 e 31.3.2, p. 36; R2, 31-1 e 31-3, p. 74.)

Os três exemplos são elaborações didáticas autorais do portal, com equipes e sequências fictícias; não são transcrições de R2 nem interpretações oficiais. As comparações não orientam estudantes a reproduzir contatos com tabela, aro ou rede.

J. Proposta escolar autoral — reconstruir antes de classificar

Proposta do portal, não atividade oficial da FIBA nem obrigação específica da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A análise ocorre por cartões e descrições, sem execução motora obrigatória ou cesta regulamentar.

  • Objetivo: reconhecer ação, posição da bola, momento do contato e equipe; distinguir as hipóteses básicas e justificar quando não existem dados suficientes.
  • Público e adaptações: anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio; ajustar linguagem e quantidade de cartões. Começar pela comparação bola no aro/fora do aro e acrescentar alcance por baixo, equipe e relação causal da vibração conforme a turma.
  • Materiais: papel, lápis, quadro e cartões com as sequências autorais. Esquemas próprios podem ilustrar posições, com descrição em palavras e indicação de que não constituem prova normativa ou reprodução de diagramas oficiais validados.
  • Organização: grupos pequenos em mesas ou superfícies acessíveis; alternar leitura, ordenação dos acontecimentos, identificação de condições e apresentação da justificativa. Não é necessário segurar uma bola ou demonstrar contato com equipamento.
  • Desenvolvimento: ordenar os cartões dos três exemplos, marcar o instante do contato e comparar o dado que muda a conclusão. Acrescentar “a cesta vibrou” e “alguém tocou perto do aro” sem outros fatos: listar o que falta antes de julgar. Distinguir ausência de uma hipótese específica e certeza de legalidade global; discutir a consequência apenas quando equipe, tentativa e condições estiverem identificadas.
  • Inclusão e acessibilidade: disponibilizar leitura oral, letras ampliadas, alto contraste, tempo adequado e respostas por fala, escrita, apontamento ou outro meio acessível. Descrever posições e movimentos sem depender exclusivamente de cor, visão ou desenho; permitir apoio entre colegas e repetição das sequências.
  • Segurança: manter materiais ao alcance e circulação desobstruída. Não realizar saltos, disputas, contato físico ou demonstrações junto à cesta; não tocar aro, rede, tabela ou suporte. A tarefa pode ser realizada sentada e não expõe estudantes reais.
  • Avaliação: considerar a identificação das condições, a sequência temporal e a justificativa da conclusão ou da insuficiência de dados. Valorizar compreensão e cooperação, não rapidez, desempenho motor ou memorização de uma proibição genérica.

Quantidade de cartões, tempo, papéis e meios de resposta são adaptações pedagógicas autorais. O estudo de uma ação regulamentar não implica executá-la na escola.

K. Referências e limites

  • R1 — FIBA, Official Basketball Rules 2026, v1.1: 31.2.4 e 31.3.1–31.3.2, p. 36, sustentam as hipóteses e consequências básicas. Complementos 31.1.1 e 31.2.1–31.2.3, pp. 35–36, delimitam tentativa e goaltending; 16.1.1–16.1.2, p. 21, delimitam cesta convertida e posição dentro da cesta. 16.2.1–16.2.2, p. 22, foram considerados na delimitação das situações de pontuação, sem desenvolver aqui os lances livres especiais. 31.2.5 e 31.3.3, p. 36, e 10.3–10.4, p. 17, são remissões limitadoras para situações reservadas, não procedimentos integralmente desenvolvidos. Paginação impressa. Consultar R1.
  • R2 — FIBA, Official Basketball Rules 2026 — Official Interpretations, v1.0: 31-1 e 31-3–31-4, p. 74, alcance por baixo; 31-17 e 31-19–31-20, p. 77, vibração e bola no aro; 31-22–31-24, p. 78, agarrar para jogar e bola dentro; 31-25, p. 79, contraste de toque defensivo e ofensivo. De 31-23 selecionaram-se as alternativas (a) e (c) para a explicação básica. As menções a 31-26–31-27, p. 79, apenas delimitam assuntos reservados. Não se declara que todos os 27 casos foram desenvolvidos nesta seção. Consultar R2.
  • Situações especiais: veja a Parte 6B-2 deste bloco.
  • Lances livres especiais: H2, contato antes/depois do aro, bola dentro da cesta e último lance livre exigem distinções próprias, apresentadas na Parte 6B-2, com os casos 31-2, 31-5–31-6 e 31-27. Não generalizar técnica categoria 2 nem valores de pontuação.
  • Apitos e sinais: reservar 31.2.5, sua articulação com 10.3–10.4 e os casos próprios, incluindo 31-12, 31-15, 31-18 e 31-26; não concluir que qualquer contato após sinal tenha o mesmo tratamento.
  • Faltas concomitantes: os casos 31-7–31-11, na Parte 6B-2, conservam suas condições de pontuação, cancelamentos, reposição e lances livres; não constituem procedimentos universais.
  • Diagramas: os diagramas 3 e 4 de R2, pp. 77–78, permanecem sem conferência visual; não foram usados como evidência visual validada.
  • Tradução: tradução oficial em português não confirmada; explicações em português e códigos editoriais não constituem nomenclatura oficial comprovada.
  • Atualidade documental: erratas e atualizações não verificadas de forma abrangente; não se afirma inexistência de versões posteriores.

Parte 6B-2: Situações especiais de basket interference

A. Introdução — reconstruir a sequência antes de decidir

As Partes 6A e 6B-1 distinguiram goaltending e basket interference e apresentaram suas condições básicas. Aqui, uma mesma aparência de “toque depois do aro” pode esconder situações diferentes: a bola pode estar fora ou dentro da cesta, um apito ou sinal pode ter ocorrido antes do toque, e pode existir uma falta com consequência própria.

Para analisar, precisamos ordenar tipo de tentativa, contatos anteriores, posição da bola, possibilidade de entrada, equipe responsável, apito, sinal e eventual falta concomitante. Não se atribuem os mesmos pontos, reposição ou penalidade técnica a todas as sequências.

B. Lances livres: momento, posição e continuidade da sequência

Último lance livre e alcance por baixo. Em R2, 31-2, o defensor atravessa a cesta por baixo e toca a bola. Antes de ela tocar o aro, há basket interference durante o último lance livre: um ponto ao arremessador e penalidade de falta técnica categoria 2 contra o defensor. Se o alcance e o toque ocorrem depois do aro, ainda com possibilidade de entrada, há basket interference com um ponto, mas sem a técnica daquele caso, pois o último lance livre já terminou. Não se troca essa ação por um toque direto qualquer na bola. (R1, 31.1.1, p. 35; 31.2.4 e 31.3.2–31.3.3, p. 36; R2, 31-2, p. 74.)

Toque legal depois do aro e antes da entrada. R2, 31-5, trata do último lance livre malsucedido em que a bola toca o aro e depois é legalmente tocada por qualquer jogador antes de entrar: a cesta passa a valer dois pontos. Em 31-6, o defensor tenta afastar a bola rebatida do aro, mas ela entra na própria cesta: o toque é legal e registram-se dois pontos para o capitão adversário em quadra. A palavra “legalmente” é condição, não uma conclusão automática para todo contato após o aro. (R1, 16.2.1–16.2.2, p. 22; R2, 31-5–31-6, p. 74.)

Bola já parcialmente dentro da cesta. R2, 31-27, tem outra sequência: último lance livre, rebote no aro, contato com a tabela e bola girando no aro com uma pequena parte dentro da cesta. Nesse instante, o defensor ou o atacante toca a bola, ainda no aro. O contato defensivo é basket interference; o ofensivo é legal no caso. Nas duas alternativas, o arremessador recebe um ponto. Preservar a posição espacial é indispensável: não se substitui esse resultado pelos dois pontos de 31-5, nem se acrescenta automaticamente uma técnica ao toque defensivo posterior ao aro. (R1, 16.1.2, p. 21; R2, 31-27, p. 79.)

Lance livre seguido de outro. A hipótese H2 da Parte 6B-1 corresponde ao segundo marcador de 31.2.4: após uma tentativa que será seguida de outro ou outros lances livres, um jogador toca bola, cesta ou tabela enquanto ainda existe possibilidade de entrada. Identificar se haverá outra tentativa diferencia esse cenário do último lance livre. As consequências básicas de 31.3.1–31.3.2 distinguem ataque e defesa, mas não bastam para descrever toda a sequência de administração: não se ensina uma reposição automática entre lances livres nem a técnica de 31.3.3 para qualquer tentativa. A continuidade das tentativas e eventuais penalidades adicionais permanecem dependentes de conferência específica dos dispositivos próprios de lances livres. (R1, 31.2.4 e 31.3.1–31.3.3, p. 36; limite de bola morta em 10.3–10.4, p. 17.)

C. Apito, sinal e contato posterior

O item 31.2.5 relaciona o apito enquanto a bola está nas mãos de jogador em ato de arremesso ou em voo de arremesso de quadra ou último lance livre, e o sinal do relógio de jogo para término de quarto ou prorrogação. Nessas condições, ninguém pode tocar a bola depois do aro enquanto ela ainda pode entrar; continuam aplicáveis as restrições de goaltending e basket interference. Não basta informar apenas “houve um apito”. (R1, 31.2.5, p. 36.)

O sinal do relógio de arremesso não integra automaticamente essa enumeração. Sua relação com bola em voo e toque posterior deve ser lida com 10.3–10.4 e com o recorte do relógio já estudado. Esses dispositivos distinguem a preservação da trajetória em condições específicas e o efeito de toque posterior. Não se cria a regra de que qualquer apito ou sinal anula imediatamente toda cesta, nem de que todo contato posterior constitui a mesma violação. (R1, 10.3–10.4, p. 17; partes anteriores do Bloco 4 e da Parte 4 do Bloco 7.)

  • Bola após o aro e sinal do relógio de jogo: em 31-12, a bola ainda pode entrar quando soa o término do terceiro quarto e depois é tocada. O toque ofensivo impede a concessão de pontos; o defensivo concede dois ou três pontos, conforme a tentativa, entre ou não a bola. O terceiro quarto terminou em todas as alternativas; o período seguinte começa por reposição de posse alternada no prolongamento da linha central no caso descrito. Não se transforma esse prosseguimento de período em reposição universal de qualquer interferência. (R2, 31-12, p. 76.)
  • Apito e toque ascendente: em 31-15, uma falta defensiva contra o arremessador ocorre com a bola no ar; depois do apito, outro defensor a toca na subida e ela entra. O toque ascendente descrito é legal quanto à trajetória, mas torna a bola morta imediatamente nesse contexto, e a cesta não conta. Não se deve chamar automaticamente essa situação de basket interference ou concluir que o toque permitiu manter a pontuação. O caso não fornece aqui uma administração completa da falta. (R2, 31-15, p. 76; R1, 10.3–10.4, p. 17.)
  • Vibração após o sinal: em 31-18, há tentativa de três pontos com a bola no ar quando soa o término da partida. A vibração defensiva que causa ressalto anormal ou mudança de direção impedindo a entrada leva à atribuição de três pontos; a vibração ofensiva que muda a direção e causa a entrada impede a contagem da cesta. A condição causal permanece necessária depois do sinal. (R2, 31-18, p. 77; R1, 31.2.4, p. 36.)
  • Bola parcialmente dentro após o sinal: em 31-26, numa tentativa de dois pontos, a bola gira no aro com pequena parte dentro da cesta quando soa o término do quarto. O toque posterior de atacante é interferência e a cesta, se feita, não conta; o de defensor é interferência e concede dois pontos. A bola torna-se morta com o toque posterior de qualquer equipe no caso descrito. Isso difere do contraste sem sinal de 31-25, apresentado na Parte 6B-1. (R2, 31-26, p. 79.)

D. Falta concomitante: separar a falta do toque posterior

R2, 31-7, delimita as restrições ao toque posterior à falta nos cenários indicados de bola que já tocou o aro e ainda pode entrar, incluindo as condições de tentativa, último lance livre e término de período. Os casos seguintes não formam uma regra geral para qualquer combinação de falta e interferência. (R2, 31-7, p. 74.)

Nos casos 31-8–31-11, a sequência comum é: último lance livre, bola rebatida do aro, falta durante o rebote, possibilidade de entrada ainda existente e toque posterior por A3 ou B3. A é a equipe que executou o lance livre; B é a adversária. Nas duas alternativas de cada caso há basket interference. É preciso distinguir o resultado do toque e a consequência da falta.

Caso e condição da falta Toque posterior de A3 Toque posterior de B3 Tratamento específico da falta e prosseguimento
31-8: B2 comete a terceira falta da equipe B no quarto contra A2. Sem pontos; as duas penalidades de reposição são canceladas. Um ponto para A1. No toque A3: posse alternada atrás da linha final mais próxima da falta, exceto diretamente atrás da tabela. No toque B3: reposição A atrás da linha final B mais próxima da falta, com a mesma exceção. R2, p. 75.
31-9: B2 comete a quinta falta da equipe B no quarto contra A2. Sem pontos. Um ponto para A1. Nas duas alternativas, A2 executa dois lances livres pela falta de B2; continua-se como após qualquer último lance livre. R2, p. 75.
31-10: A2 comete a quinta falta da equipe A no quarto contra B2. Sem pontos. Um ponto para A1. Nas duas alternativas, B2 executa dois lances livres pela falta de A2; continua-se como após qualquer último lance livre. Não se transforma toda falta da equipe que antes atacava em falta de controle. R2, p. 75.
31-11: ocorre falta dupla entre B2 e A2. Sem pontos; posse alternada atrás da linha final mais próxima da falta dupla, exceto diretamente atrás da tabela. Um ponto para A1; reposição B de qualquer local atrás de sua linha final, como após último lance livre convertido. Registrar a falta contra cada infrator; não importar os dois lances dos casos anteriores. R2, pp. 75–76.

Esses são os resultados oficiais das sequências identificadas, não regras universais de cancelamento, penalidade coletiva ou falta dupla. O estudo integral da administração exige os dispositivos próprios sobre controle, faltas, penalidade coletiva, situações especiais, lances livres e reposição. Esses assuntos não foram integralmente pesquisados para esta seção; não se inventa aqui um procedimento para combinações diferentes.

E. Complemento delimitado — goaltending simultâneo

O caso 31-21 possui base textual suficiente para um registro curto: durante arremesso de quadra, a bola está descendo e inteiramente acima do aro quando atacante e defensor a tocam simultaneamente. Há goaltending por ambos; entre ou não a bola, não se concedem pontos e o jogo prossegue por reposição de posse alternada. Não se acrescentam local ou procedimentos não especificados nesse caso. (R2, 31-21, p. 78.)

Essa é uma situação excepcional de goaltending, ligada à Parte 6A, não uma sétima hipótese de basket interference. Não se aplica a um simples relato de dois toques sucessivos ou a qualquer disputa simultânea pela bola.

F. Quadro comparativo — consequência depende da sequência

As linhas sobre faltas usam a sequência comum e a identificação A/B da subseção D. Cada resultado vale para os fatos descritos; informação ausente exige investigação, não complemento por suposição.

Situação Sequência e condição decisiva Classificação e consequência Referência e limite
Último lance livre, antes do aro Defensor alcança através da cesta por baixo e toca a bola em voo antes do aro. Basket interference; um ponto ao arremessador e penalidade técnica categoria 2 contra defensor. R2, 31-2(a), p. 74; R1, 31.3.3, p. 36; não equivale a todo toque defensivo.
Último lance livre, após o aro Mesmo tipo de alcance defensivo; bola já tocou aro e ainda pode entrar. Basket interference; um ponto, sem técnica daquele caso. R2, 31-2(b), p. 74; preservar ação e momento.
Lance livre seguido de outro Jogador toca bola, cesta ou tabela após tentativa seguida de outra, ainda com possibilidade de entrada. Hipótese de 31.2.4; distinguir equipe antes da consequência; administração completa não determinada aqui. R1, 31.2.4 e 31.3.1–31.3.2, p. 36; não ensinar reposição automática entre tentativas.
Último lance livre, toque legal antes de entrar Após aro em tentativa malsucedida, qualquer jogador toca legalmente a bola antes da entrada. Cesta de dois pontos se entrar; desvio defensivo para própria cesta no caso 31-6 é creditado ao capitão adversário em quadra. R2, 31-5–31-6, p. 74; R1, 16.2.1–16.2.2, p. 22; toque deve ser legal.
Último lance livre, bola já parcialmente dentro Aro, tabela e bola girando no aro com pequena parte dentro; depois defensor ou atacante a toca. Defesa: interferência; ataque: toque legal; em ambos, um ponto ao arremessador. R2, 31-27, p. 79; não substituir pelo resultado de 31-5.
Bola dentro após sinal Tentativa de dois pontos; bola parcialmente dentro, sinal de término e toque posterior. Atacante: interferência, sem cesta; defensor: interferência, dois pontos. R2, 31-26, p. 79; não transportar o toque ofensivo legal de 31-25.
Toque após sinal, bola após aro Bola ainda pode entrar; sinal de término do terceiro quarto; atacante ou defensor toca. Interferência: ataque sem pontos; defesa dois ou três; período encerrado. R2, 31-12, p. 76; prosseguimento no período seguinte conforme o caso.
Vibração após sinal Tentativa de três pontos em voo no sinal final; ação causa o efeito regulamentar. Defensor impede entrada: três pontos; atacante provoca entrada: sem cesta. R2, 31-18, p. 77; não basta vibração sem efeito causal.
Apito e bola na subida Falta defensiva contra arremessador com bola no ar; apito e toque ascendente de outro defensor; bola entra. Toque descrito legal, mas bola morta com ele e cesta não conta; não classificar automaticamente como interferência. R2, 31-15, p. 76; administração da falta não desenvolvida.
Falta defensiva, terceira coletiva Sequência D, falta B2 contra A2 e posterior toque A3/B3. Ataque: zero e cancelamentos/posse alternada; defesa: um ponto e reposição A nos termos do caso. R2, 31-8, p. 75; não transportar para quinta falta.
Falta defensiva, quinta coletiva Sequência D, quinta falta B contra A2 e toque posterior. Toque A: zero; toque B: um ponto a A1; A2 tem dois lances pela falta nas duas alternativas. R2, 31-9, p. 75; não confundir pontos atribuídos e lances por executar.
Falta da equipe A, quinta coletiva Sequência D, falta A2 contra B2 e toque posterior. Toque A: zero; toque B: um ponto a A1; B2 tem dois lances pela falta nas duas alternativas. R2, 31-10, p. 75; não presumir controle A no rebote.
Falta dupla Sequência D, falta dupla A2/B2 e toque posterior. Toque A: zero e posse alternada; toque B: um ponto e reposição B; registrar ambas as faltas. R2, 31-11, pp. 75–76; locais e limites na subseção D.
Contato posterior ao aro, condições diferentes Comparar alcance inferior, toque legal antes da entrada e toque com bola parcialmente dentro. As conclusões não são intercambiáveis; identificar ação, posição, equipe e eventos anteriores. R2, 31-2, 31-5–31-6 e 31-27, pp. 74 e 79; sem sequência completa, não decidir.
Goaltending simultâneo Arremesso descendente inteiramente acima do aro, toque simultâneo de atacante e defensor nas condições oficiais. Goaltending de ambos; zero ponto e posse alternada, entre ou não a bola. R2, 31-21, p. 78; não é basket interference nem dois toques sucessivos.
Dados insuficientes Apenas “tocaram a bola depois do aro ou do sinal”. Não concluir: faltam ação, tipo de sinal, ordem, posição, equipe, possibilidade de entrada e eventual falta. R1, 10.3–10.4 e 31.2.4–31.3.3; não presumir legalidade, pontuação ou técnica.

Nas situações ofensiva e defensiva isoladas continuam pertinentes 31.3.1–31.3.2: ausência de pontos e reposição adversária no prolongamento da linha de lance livre, salvo disposição diferente, ou atribuição de um, dois ou três pontos conforme a origem. São referências de comparação, não atalhos para substituir os resultados condicionais deste quadro. A técnica só aparece quando a hipótese expressamente a prevê; os lances por falta concomitante pertencem à consequência daquela falta, não a uma penalidade idêntica para toda interferência. (R1, 31.3.1–31.3.3, p. 36.)

G. Três exemplos hipotéticos autorais

  1. Mesmo alcance, momentos diferentes: Lia, da equipe Azul, executa o último lance livre. Em duas situações independentes, a bola ainda pode entrar e uma defensora da Verde alcança através da cesta por baixo, tocando a bola acima do aro, sem outro contato, falta, apito ou sinal anterior. Na primeira, a bola está em voo e ainda não tocou o aro: há basket interference, um ponto para Lia e penalidade técnica categoria 2 contra a defensora. Na segunda, a bola já rebateu no aro, está novamente acima dele e inteiramente fora da cesta quando ocorre o alcance: há basket interference com um ponto para Lia, sem a técnica daquele caso. As demais condições são iguais; não se usa um toque direto legal para substituir o alcance inferior descrito. Não se desenvolve a administração da técnica. (R1, 31.2.4 e 31.3.2–31.3.3, p. 36; R2, 31-2, p. 74.)
  2. Bola parcialmente dentro quando termina o quarto: numa tentativa regular de dois pontos da equipe Laranja, a bola gira no aro, com pequena parte dentro da cesta e abaixo do nível do aro, e ainda pode passar. Soa o sinal do relógio de jogo para término do terceiro quarto; só depois uma jogadora toca a bola, sem outra falta ou ocorrência. Em duas alternativas independentes, se ela pertence à Laranja, há basket interference e a cesta, se feita, não conta; se pertence à equipe defensora Roxa, há basket interference e atribuem-se dois pontos à arremessadora. Não se acrescenta técnica ou administração de falta não existente no enunciado. O contraste não é o toque ofensivo antes do sinal do caso básico. (R1, 16.1.2, p. 21; 31.2.5 e 31.3.1–31.3.2, p. 36; R2, 31-26, p. 79.)
  3. A falta e o toque são acontecimentos diferentes: Nara, da equipe Amarela, executa o último lance livre, que rebate no aro sem entrar e ainda pode cair na cesta. Durante o rebote, uma jogadora da equipe Branca comete falta contra Bia, companheira de Nara; é a quinta falta coletiva da Branca naquele quarto. O árbitro apita e, depois, outra defensora da Branca toca a bola, ainda fora da cesta e com possibilidade de entrar; não há outra ocorrência ou penalidade. Há basket interference pelo toque posterior: atribui-se um ponto a Nara. Pela falta anterior, Bia executa dois lances livres; o prosseguimento é o de qualquer último lance livre, conforme a interpretação consultada. Não se acrescenta técnica de 31.3.3 a esse contato posterior ao aro nem se trata a quinta falta coletiva como quinta falta individual. (R2, 31-7 e 31-9(b), pp. 74–75; R1, 31.2.5 e 31.3.2, p. 36.)

Os exemplos são elaborações didáticas autorais do portal, com nomes e equipes fictícias, fundamentadas nos dispositivos e resultados oficiais indicados. Não são transcrições de R2 nem novos casos oficiais; a identificação da fonte distingue a regra aplicada da narrativa criada pelo portal. Não orientam execução física das ações descritas.

H. Proposta escolar autoral — ordenar, comparar e justificar

Atividade do portal, não proposta oficial da FIBA nem obrigação específica da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Usa sequências narradas, sem necessidade de executar ações de jogo.

  • Objetivo: reconstruir a ordem entre tentativa, aro, posição da bola, apito ou sinal, falta e toque; justificar a consequência ou a insuficiência de dados sem aplicar uma regra automática.
  • Público e adaptações: anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, com ajuste de vocabulário e quantidade de cartões. Iniciar pelo primeiro exemplo; acrescentar posição dentro da cesta e, por último, a sequência com falta, sem exigir memorização da administração geral de penalidades.
  • Materiais: papel, lápis, quadro e cartões autorais com acontecimentos separados dos três exemplos. Esquemas próprios podem acompanhar descrições em palavras, identificados como ilustrativos e sem valor de diagrama oficial validado.
  • Organização: grupos pequenos em mesas acessíveis; alternar leitura, ordenação, identificação de condições e apresentação de justificativas. Não utilizar bola nem equipamento de cesta para encenar as situações.
  • Desenvolvimento: ordenar os cartões, localizar qual acontecimento antecede o toque e comparar alternativas. Distinguir pontos atribuídos, lances por executar e reposição; consultar o caso identificado em vez de improvisar uma regra universal. Retirar de um cartão a informação “antes ou depois do aro” ou “sinal de qual relógio”: explicar por que os dados restantes não permitem concluir.
  • Inclusão e acessibilidade: oferecer leitura oral, letras ampliadas, alto contraste, tempo adequado e respostas por fala, escrita, apontamento ou outro recurso acessível. Narrar a posição da bola, sem depender apenas de cores ou de visão dos esquemas; permitir apoio entre colegas e repetição dos acontecimentos.
  • Segurança: realizar a atividade sem saltos, contato físico ou demonstrações junto ao aro; não tocar rede, tabela ou suportes. Materiais ao alcance e circulação livre; participação sentada possível, sem cesta regulamentar ou exposição de estudantes reais.
  • Avaliação: valorizar a justificativa da sequência, a distinção entre contextos e o reconhecimento da informação ausente. Considerar compreensão e cooperação, não rapidez, habilidade motora ou uso de punições competitivas como disciplina escolar.

Quantidade de cartões, tempo e meios de resposta são adaptações pedagógicas autorais. Estudar faltas e consequências oficiais não autoriza impor essas penalidades como punições escolares nem exige reproduzir fisicamente ações arriscadas.

I. Referências e limites

  • R1 — FIBA, Official Basketball Rules 2026, v1.1: 31.2.4–31.3.3, p. 36, hipóteses, apito/sinal e consequências. Complementos 31.1.1 e 31.2.1–31.2.3, pp. 35–36, para tentativa e limites de goaltending; 10.3–10.4, p. 17, para bola viva/morta e toque posterior; 16.1.1–16.1.2, p. 21, e 16.2.1–16.2.2, p. 22, para posição e pontuação. Paginação impressa dos registros consultados; sem pesquisa integral de novos dispositivos de administração. Consultar R1.
  • R2 — FIBA, Official Basketball Rules 2026 — Official Interpretations, v1.0: 31-2, 31-5–31-7, p. 74; 31-8–31-10, p. 75; 31-11, pp. 75–76; 31-12 e 31-15, p. 76; 31-18, p. 77; 31-21, p. 78; 31-26–31-27, p. 79. O caso 31-25, p. 79, serve apenas ao contraste com a Parte 6B-1. Selecionaram-se os casos pertinentes, não o desenvolvimento uniforme dos 27 casos do artigo. Consultar R2.
  • Diagramas: os diagramas 3 e 4 de R2, pp. 77–78, continuam sem conferência visual; não foram usados como evidência visual validada.
  • Tradução: tradução oficial em português não confirmada; os termos e explicações didáticas não constituem nomenclatura oficial comprovada.
  • Atualidade: erratas e versões posteriores não foram verificadas de forma abrangente; não se afirma que inexistam atualizações.
  • Administração de faltas e lances livres: veja o Bloco 8. Os resultados particulares de R2 não substituem os dispositivos próprios de penalidade coletiva, cancelamentos, falta dupla, técnica, lances livres e reposições.
  • Casos complexos: conclusões limitadas às interpretações efetivamente consultadas; combinações diferentes, outros contatos e consequências específicas de relógios exigem pesquisa direcionada. O caso 31-21 foi desenvolvido apenas como complemento de goaltending simultâneo, sem generalização administrativa.
  • H2 e continuidade: a hipótese de lance livre seguido de outro está identificada, mas a administração completa de tentativas restantes e penalidades adicionais permanece pendente. Isso impede formular aqui uma sequência universal para H2, sem impedir o uso introdutório dos casos completos apresentados.
  • Artigo 29: a divergência documental anterior permanece sem solução, preservada nas seções de origem. Não se alteram suas formulações nem se resolve a diferença por suposição; nenhum exemplo desta seção depende de resolvê-la.