BLOCO 9 / REGRAS DO BASQUETEBOL

Lances livres

Executantes, posições, procedimentos e consequências dos lances livres, com condições e exemplos.

Guia educativo — versão introdutória Basquetebol FIBA 5x5 — referência 2026

Como compreender a organização dessa situação?

Mapa visual do lance livre

Diagrama didático autoral — posicionamento em um lance livre. Vista superior de uma situação específica de basquetebol FIBA 5x5: último lance de uma série, sem outra série ou reposição de penalidade posterior, com possibilidade de rebote se não for convertido e o jogo puder continuar.

Retrato do posicionamento antes da soltura. E é o executante; A identifica seus companheiros; D, os adversários. Os identificadores são didáticos e não números de camisa. As posições externas são exemplos, não pontos fixos obrigatórios.

Em telas pequenas, role o desenho na horizontal. Pelo teclado, foque o quadro e use as setas laterais.

Executante, lugares de rebote e jogadores externos no lance livreCesta acima e executante E abaixo da linha de lance livre. Ao lado da área restritiva, D1 e D2 estão nos primeiros lugares, A1 e A2 nos seguintes, e D3 em um terceiro lugar; o outro terceiro lugar está vazio. A3, A4, D4 e D5 estão atrás do prolongamento da linha de lance livre e da linha de três pontos. A legenda e a descrição abaixo explicam as diferentes restrições.
1 — Cesta e área restritiva
O losango indica o centro da cesta; o preenchimento identifica a área restritiva. Os pequenos retângulos tracejados representam os lugares de rebote, não novas linhas pintadas na quadra.
2 — Executante E
Fica atrás da linha e dentro do semicírculo. Deve soltar a bola em até cinco segundos após ela ser colocada à sua disposição; não pode tocar a linha ou entrar na área restritiva até a bola entrar na cesta ou tocar o aro. Não pode simular a cobrança. (R1, 44.2.3.)
3 — Lugares de rebote
D1/D2 ficam mais próximos da cesta, A1/A2 nos lugares seguintes e D3 em um terceiro lugar. O outro terceiro lugar está desocupado neste exemplo. A alternância deve ser respeitada: lugar vazio não autoriza ocupar o do adversário. Os ocupantes não podem entrar na área restritiva ou zona neutra nem deixar o lugar antes da soltura da bola; também não podem distrair o executante. (R1, 44.2.4 e diagrama 7; R2, 44-2.)
4 — Jogadores externos
A3/A4 e D4/D5 ficam atrás do prolongamento da linha de lance livre e atrás da linha de três pontos até o término do lance. A soltura da bola não os libera antecipadamente. A linha tracejada é um prolongamento imaginário, não uma marcação adicional. (R1, 44.2.5; R2, 44-1.)

Três marcos diferentes: soltura da bola para a movimentação dos ocupantes dos lugares de rebote; entrada na cesta ou toque no aro para a restrição do executante; término do lance para os jogadores externos. Isso não elimina outras restrições, como as de contato ou interferência na cesta.

Quando este desenho não se aplica: se houver outra série de lances livres ou reposição em seguida, os demais jogadores ficam nas posições externas; não se organiza essa ocupação para disputar o rebote. O executante mantém sua posição própria. Ocupar lugares de rebote é um direito, não obrigação de preenchê-los. (R1, 44.2.3 e 44.2.6; R2, 44-2.)

Descrição textual equivalente

A cesta está na parte superior da vista. A área restritiva se estende da linha de fundo à linha de lance livre. E ocupa a região do semicírculo, atrás dessa linha. Em cada lado da área há lugares de rebote: primeiro os adversários D1 e D2; depois, separados dos primeiros pela zona neutra, os companheiros A1 e A2; a seguir D3 de um lado e um lugar vazio do outro. Fora desses espaços, A3, A4, D4 e D5 estão além das duas referências exigidas: prolongamento da linha de lance livre e linha de três pontos. Quadrados com a letra A identificam companheiros; círculos com D identificam adversários; o círculo preenchido E identifica o executante. Nenhuma seta autoriza deslocamento: os marcos de liberação estão explicados na legenda.

Fundamentação: R1 — Official Basketball Rules 2026, v1.1, 44.2.3–44.2.4 e diagrama 7, p. 52; 44.2.5–44.2.6, p. 53. Geometria de apoio: 2.5.2–2.5.4, pp. 7–8, e diagrama 3, p. 9. As páginas 9 e 52 foram conferidas visualmente para este recurso. R2, 44-1–44-2, p. 116, conforme os registros textuais do Bloco 9. Consultar R1 · Consultar R2.

Simplificações e limites: desenho original de parte da quadra, sem cotas completas; jogadores e cesta são símbolos ampliados, sem representar a dimensão corporal ou equipamentos. As caixas dos lugares e da zona neutra são destaques didáticos; sua ocupação foi escolhida para este exemplo. Foram omitidos árbitros, trajetória da bola, detalhes da tabela, semicírculo de não carga e demais marcações. O recurso complementa o texto, não substitui especificações oficiais nem constitui ilustração homologada pela FIBA. Não resolve as divergências documentais preservadas no bloco nem ensina todas as penalidades. Uma atividade escolar pode usar a leitura do desenho sem execução motora, saltos ou disputa física.

Quadros largos podem ser rolados na horizontal. Pelo teclado, coloque o foco no quadro e use as setas laterais.

A. Como compreender a organização dessa situação?

O lance livre é uma oportunidade de marcar um ponto, sem oposição à cobrança, de uma posição atrás da linha de lance livre e dentro do semicírculo. “Sem oposição” não elimina regras de posicionamento, prazo ou comportamento dos demais jogadores. O ponto só é reconhecido se as condições regulamentares forem cumpridas. (R1, 44.1.1, p. 51; 16.2.1, p. 22.)

Este bloco acompanha a sequência penalidade definida → executante identificado → jogadores posicionados → cobrança → consequência e retomada. O Bloco 8 explica a classificação das faltas e a administração de situações especiais; aqui, o foco é compreender o procedimento do lance livre de maneira independente, sem reproduzir aquele inventário de faltas.

As explicações e os quadros são elaborações didáticas do portal, apoiadas nos dispositivos indicados. Os exemplos e a atividade escolar são autorais. O texto trata de basquetebol FIBA 5x5, sem se apresentar como tradução oficial, certificação ou autorização de publicação.

B. Quando há lances livres e quantos são?

Nem toda falta produz lances livres e nem toda sequência termina com disputa de rebote. A penalidade aplicável determina quantidade, executante e eventual reposição posterior. Uma série de lances livres corresponde aos lances e à possível posse seguinte provenientes de uma única penalidade de falta; duas faltas não devem ser fundidas em uma série apenas porque suas cobranças ocorrem consecutivamente. (R1, 44.1.2, p. 51; 43.2, p. 51.)

Origem da cobrança Condições essenciais Referência
Pessoal contra jogador em ato de arremesso Se a cesta é válida e convertida, mais um lance; se a tentativa de dois ou três pontos não é convertida, dois ou três lances, respectivamente. O reconhecimento do ato e da validade exige suas condições próprias. R1, 34.2.2, p. 42; arts. 15–16, já tratados.
Pessoal fora do ato de arremesso A aplicação pode ser reposição ou lances conforme a situação de faltas da equipe. A pessoal cometida pela equipe com controle ou direito à bola não se transforma em dois lances simplesmente por atingir uma contagem coletiva. R1, 34.2.1, p. 42; 42.2.1–42.2.2, p. 50.
Técnica na administração ordinária de 36.3.2 Um lance para os adversários; a retomada posterior conserva as condições do artigo 36. Não há transferência automática da posse para quem cobrou. Não estender essa quantidade às atribuições técnicas decorrentes de desqualificação previstas em 39.3.4. R1, 36.3.2, p. 45; 39.3.4, pp. 47–48.
Disruptive, flagrant e desqualificante Quantidade, contato, situação do arremesso e direito posterior precisam ser identificados nos dispositivos próprios. Não se atribuem dois lances indistintamente a todas essas faltas. R1, 37.2.2 e 38.2.2, p. 46; 39.3.3–39.3.4, pp. 47–48.
Hipótese específica de falta na reposição O artigo 34 prevê um lance e reposição nas condições da falta na reposição; não é a consequência de qualquer contato em qualquer reposição. R1, 34.1.2 e 34.2.3, p. 42.

A equipe entra em situação de penalidade coletiva após quatro faltas da equipe no quarto; as pessoais seguintes contra jogador fora do ato de arremesso recebem dois lances, preservadas a exceção da equipe com controle ou direito à bola e a falta na reposição de 34.2.3, com sua penalidade específica. As prorrogações integram a contagem do quarto quarto. (R1, 42.1.1–42.1.3 e 42.2.1–42.2.2, p. 50.)

Uma atribuição técnica ao técnico por desqualificação de outro integrante pode envolver dois lances e reposição, conforme a hipótese de 39.3.4. Não se escolhe a quantidade somente pela palavra “técnica”. A divergência específica sobre excluídos continua registrada nos limites deste bloco. (R1, 39.3.4, pp. 47–48; Bloco 8.)

A GD por acumulação não é uma nova falta que, por si só, acrescente lances livres. Penalidades iguais canceladas e outras infrações durante a interrupção também exigem a sequência do artigo 43. Essas conexões retomam o Bloco 8; não constituem um novo manual geral de faltas. (R1, 36.2.3–36.2.5, p. 44; 38.2.3–38.2.4, p. 46; 43.2.1–43.2.8, p. 51.)

C. Quem executa e o que muda se precisar sair?

Situação Executante e condição Referência
Pessoal, disruptive, flagrant ou desqualificante com contato Cobra o jogador que sofreu a falta. A escolha não pode ser transferida livremente ao melhor cobrador. R1, 44.2.1, p. 52.
O jogador que sofreu a falta está designado para uma substituição, mas não precisa deixar obrigatoriamente a partida Ele executa antes da substituição. R1, 44.2.1, p. 52.
O executante precisa sair por lesão, cinco faltas ou desqualificação Cobra seu substituto. Sem substituto disponível, cobra um companheiro designado pelo técnico principal. R1, 44.2.1, p. 52.
Técnica ou desqualificante sem contato Cobra um integrante da equipe adversária designado pelo técnico principal, observada sua habilitação regulamentar. Não se autoriza jogador excluído ou desqualificado a voltar para cobrar. R1, 44.2.2, p. 52; art. 4, já tratado.

Na substituição obrigatória por lesão, cinco faltas ou desqualificação, o substituto que executa precisa participar do próximo período com o relógio de jogo em andamento antes de poder ser novamente substituído. Trata-se da restrição específica de 19.3.8, não de um protocolo de atendimento nem de permissão de retorno para o executante excluído ou desqualificado. Os demais pedidos e oportunidades de substituição ficam para o Bloco 11. (R1, 19.3.8, p. 27.)

D. Sequência da cobrança e obrigações do executante

  1. Identificar a penalidade e o executante corretos, incluindo se haverá outro lance, outra série ou reposição de penalidade em seguida.
  2. Organizar os jogadores nos lugares permitidos. A ausência de disputa de rebote não significa ausência de posições regulamentares.
  3. O executante ocupa a posição atrás da linha de lance livre e dentro do semicírculo. Quando o árbitro coloca a bola à sua disposição, ela se torna viva e começa o prazo de cinco segundos para soltá-la. O relógio de jogo não começa a correr simplesmente porque a bola se tornou viva. (R1, 44.2.3, p. 52; 10.2, p. 17; marcos do Bloco 4.)
  4. O método de execução deve fazer a bola entrar na cesta por cima ou tocar o aro. Não basta tocar somente a tabela; não é permitido simular a cobrança.
  5. O executante não pode tocar a linha de lance livre nem entrar na área restritiva até a bola entrar na cesta ou tocar o aro. A soltura pelas suas mãos, sozinha, não o libera para avançar. (R1, 44.2.3, p. 52.)

A sequência é uma organização didática das exigências oficiais, não uma lista completa de sinais de arbitragem. “Bola à disposição” indica a condição regulamentar de poder utilizá-la para cobrar; não se confunde com bola ainda sendo conduzida pelo árbitro ou com acionamento de cronômetros.

E. Onde ficam os demais jogadores e quando podem avançar?

Área restritiva é a região delimitada junto à cesta; lugares de rebote são os espaços marcados ao seu redor; linha prolongada é a extensão imaginária de uma linha além de seu segmento marcado. O mapa visual complementar deste bloco é um diagrama didático autoral; sua construção incluiu a conferência visual das páginas 9 e 52 de R1, conforme documentado no componente. Essa conferência não equivale à validação normativa integral das fontes.

Participantes ou administração Posição e restrições Marco que deve ser observado
Executante Atrás da linha e dentro do semicírculo; não tocar a linha nem entrar na área restritiva. Aguardar a entrada da bola na cesta ou seu contato com o aro. R1, 44.2.3, p. 52.
Ocupantes dos lugares de rebote Espaços de um metro, em posições alternadas a que têm direito; não ocupar lugar alheio, entrar na área restritiva ou zona neutra, nem sair do lugar antecipadamente; não distrair o executante. Para as restrições de deslocamento indicadas, aguardar a soltura da bola pelas mãos do executante. R1, 44.2.4, p. 52.
Jogadores que não ocupam lugares de rebote Atrás do prolongamento da linha de lance livre e atrás da linha de três pontos. Permanecer nessas posições até o término do lance livre. R1, 44.2.5, p. 53; R2, 44-1, p. 116.
Equipe que deixa desocupados seus lugares de rebote Não pode ocupar os lugares do adversário; seus jogadores ficam nas posições externas previstas para quem não ocupa esses espaços. Até o término do lance livre. R2, 44-2, p. 116.
Lance seguido por outra série ou por reposição Os demais jogadores ficam atrás do prolongamento da linha de lance livre e da linha de três pontos; o executante mantém sua posição própria de cobrança. Não se organiza disputa de rebote nessa administração. R1, 44.2.3 e 44.2.6, pp. 52–53.

Os três marcos — soltura, entrada na cesta ou toque no aro e término do lance — não são intercambiáveis. Por exemplo, a soltura permite a movimentação prevista para quem ocupa lugar de rebote, mas não autoriza o executante a pisar na linha. O caso 44-2 também mostra que ocupar os lugares disponíveis é um direito, não uma obrigação de preencher todos eles.

F. Violações: quem agiu, qual foi o resultado e o que ainda falta administrar?

Infrações às exigências de 44.2.3–44.2.6 são violações. Para decidir sua consequência, identificar o agente, se o lance foi convertido, se era o último e se há outra penalidade ou posse posterior. “Invadiu, repete” não serve como regra universal. (R1, 44.3.1–44.3.3, p. 53.)

Fatos necessários Consequência regulamentar Condição ou limite
Lance convertido, com violação do próprio executante O ponto não conta; reposição adversária no prolongamento da linha de lance livre. Ressalvar outro lance ou penalidade de posse ainda a administrar. R1, 44.3.1.
Lance convertido, com violação de outro jogador, sem violação do executante O ponto conta e a violação é desconsiderada. Não usar essa disposição para validar cobrança com violação do executante. R1, 44.3.2.
Último lance convertido na hipótese anterior, sem penalidade posterior que determine outra administração Reposição adversária de qualquer lugar atrás de sua linha de fundo. Direito de reposição de penalidade ainda existente não é apagado. R1, 44.3.2; 43.2.
Último lance não convertido, com violação do executante ou de companheiro Reposição adversária no prolongamento da linha de lance livre. Exceção: a equipe que cobrou tem direito à posse seguinte. R1, 44.3.3.
Lance não convertido, com violação apenas de adversário Outro lance substitui o anterior, cobrado pelo mesmo executante. Não é troca do jogador nem ponto concedido automaticamente. R1, 44.3.3.
Último lance não convertido, com violações de ambas as equipes Situação de bola ao alto, resolvida pela posse alternada. Exige as condições de ambas as violações e do último lance. R1, 44.3.3; R2, 44-3–44-4, p. 116.

A tabela não substitui a análise de faltas cometidas durante a cobrança, de outras séries pendentes ou de goaltending e basket interference. Tocar a bola em trajetória não é automaticamente a mesma infração que sair cedo de um lugar de rebote; o artigo 31 mantém seus critérios e consequências, apresentados no Bloco 7.

G. Situações especiais e leitura das interpretações

As quatro identificações da seção própria de R2 foram conferidas textualmente. São enunciados e exemplos oficiais, não exemplos autorais do portal: 44-1 distingue os lugares de rebote das posições externas; 44-2 esclarece que a equipe pode não ocupar seus lugares, mas deve respeitar as posições externas; 44-3 apresenta a situação de violações das duas equipes no último lance; 44-4 concretiza essa situação quando um defensor entra antes da soltura e o executante erra sem tocar o aro. A conclusão do último caso é situação de bola ao alto, não repetição automática em favor do ataque. (R2, 44-1–44-4, p. 116.)

Um último lance legal não convertido, sem nova interrupção ou penalidade posterior, pode dar lugar à disputa de rebote nas condições oficiais. Se a bola toca o aro e depois é legalmente tocada por um jogador antes de entrar na cesta, a cesta vale dois pontos, conforme 16.2.1; a palavra legalmente preserva as restrições do artigo 31. Não se ensina que todo desvio transforma o lance em dois pontos. (R1, 16.2.1, p. 22; 44.2.4–44.2.6, pp. 52–53.)

Em cobrança seguida de outro lance ou penalidade, a bola pode tornar-se morta assim que fica evidente que não entrará, nas condições de 10.3. Se um apito ocorre com a bola em voo em um lance livre por infração de alguém diferente do executante, 10.4 conserva a possibilidade da cesta. Portanto, apito não significa anulação automática, nem bola ainda em movimento significa autorização de disputa. (R1, 10.3–10.4, p. 17.)

H. Dúvidas frequentes

  • O técnico pode escolher qualquer cobrador? Apenas nas hipóteses em que a regra permite sua designação. Para faltas de contato enumeradas em 44.2.1, cobra quem sofreu a falta, com as exceções de saída obrigatória ali previstas.
  • Todos podem entrar na área assim que a bola sai da mão? Não. Há marcos diferentes para o executante, ocupantes dos lugares de rebote e jogadores nas posições externas; consultar o quadro da seção E.
  • Todo erro no lance gera uma nova cobrança? Não. Conversão, agente, último lance e direitos posteriores mudam a consequência, conforme a seção F.
  • Após toda cobrança a bola pertence ao adversário? Não. Um último lance errado pode permitir rebote; algumas penalidades incluem reposição da equipe que cobrou; outras séries podem ainda estar pendentes.
  • Quem cobra um lance substitutivo é um substituto? Não por esse motivo. Em 44.3.3, a expressão significa uma nova tentativa pelo mesmo executante, substituindo a cobrança anterior.

I. Quatro exemplos hipotéticos autorais

Os exemplos seguintes são elaborações didáticas do portal, com equipes fictícias, sem reprodução dos casos oficiais.

  1. Cobrança regular e posições diferentes: na partida entre Horizonte e Ipê, H7 recebe a bola para o último lance de uma série, sem penalidade posterior. Ele solta dentro de cinco segundos, permanece atrás da linha e a bola toca o aro. Os ocupantes dos lugares de rebote aguardaram a soltura; os jogadores externos aguardam o término do lance. A movimentação deve respeitar o marco aplicável a cada grupo, e não um único sinal imaginário para todos. (R1, 44.2.3–44.2.5, pp. 52–53.)
  2. Substituição necessária: I4 sofreu uma pessoal que lhe concede dois lances, mas precisa deixar a partida por lesão. I8 entra como substituto e executa. I8 não pode ser novamente substituído antes de participar do próximo período com o relógio de jogo em andamento. O exemplo não determina diagnóstico ou prazo clínico. (R1, 44.2.1, p. 52; 19.3.8, p. 27.)
  3. Violação somente defensiva: no último lance de H5, sem outra penalidade pendente, I6 deixa seu lugar de rebote antes da soltura. H5 cumpre suas exigências, a bola toca o aro e não entra; não há outra violação. Concede-se lance substitutivo ao próprio H5, sem atribuição automática de ponto. (R1, 44.2.4, p. 52; 44.3.3, p. 53.)
  4. Cesta com violação do cobrador: I9 toca a linha antes de a bola entrar ou tocar o aro; a cobrança entra. Não há lances ou posse de penalidade posteriores. O ponto não vale e Horizonte repõe no prolongamento da linha de lance livre. Não basta observar a passagem da bola pela cesta para validar o ponto. (R1, 44.2.3, p. 52; 44.3.1, p. 53.)

J. Aplicação escolar autoral — organizar antes de decidir

  • Objetivo: reconhecer executante, posições, marcos de movimentação e consequências condicionadas de uma cobrança.
  • Público e adaptações: turmas de Educação Física, com quantidade de informações ajustada à leitura e aos conhecimentos da turma; começar por posições e acrescentar violações posteriormente.
  • Materiais: cartões textuais, papel ou quadro; marcadores com palavras para executante, rebote e posições externas. Não é necessária cesta, bola ou diagrama regulamentar.
  • Organização: pequenos grupos ou participação individual, sem deslocamento obrigatório; alternar leitura, organização das informações e justificativa.
  • Desenvolvimento: ordenar uma sequência de cobrança; indicar quem espera soltura, aro/entrada ou término; analisar cartões completos e um incompleto, como “houve entrada antecipada e a bola não entrou”. No incompleto, pedir agente, momento, último lance e direito posterior antes de concluir.
  • Inclusão e acessibilidade: oferecer texto ampliado, leitura oral, descrição das posições e respostas por fala, escrita, apontamento ou outros recursos acessíveis; permitir diferentes tempos de análise e apoio cooperativo.
  • Segurança: sem cobrança motora obrigatória, contato físico, distração real de colegas, saltos ou disputa de rebote; não usar infrações esportivas como punições escolares.
  • Avaliação: observar a justificativa e o reconhecimento de dados insuficientes, não a rapidez ou a habilidade de arremessar; permitir revisão da resposta após comparação com os dispositivos.

A organização dos cartões e as adaptações são proposta pedagógica autoral, não procedimento oficial da FIBA nem obrigação específica da BNCC. Se a turma experimentar uma cobrança em outra aula, alterações de distância, material ou organização devem ser identificadas como adaptações escolares.

K. Referências normativas e rastreabilidade

  • R1 — Official Basketball Rules 2026, v1.1: artigo 44 integral: 44.1.1–44.1.2, p. 51; 44.2.1–44.2.4, p. 52; 44.2.5–44.2.6 e 44.3.1–44.3.3, p. 53. Consulta textual dirigida, com reaproveitamento e reconferência do recorte do Bloco 8. Consultar R1.
  • Complementos delimitados de R1: 10.2–10.4, p. 17; 16.2.1, p. 22; 19.3.8, p. 27; 34.1.2 e 34.2.1–34.2.3, p. 42; 36.2.3–36.2.5, p. 44, e 36.3.2, p. 45; 37.2.2 e 38.2.2–38.2.4, p. 46; 39.3.3–39.3.4, pp. 47–48; 42.1.1–42.1.3 e 42.2.1–42.2.2, p. 50; 43.2, p. 51. Artigos 4, 12 e 31 retomados nos limites dos blocos já conferidos, sem nova pesquisa integral.
  • R2 — Official Interpretations 2026, v1.0: 44-1–44-4, p. 116, seção própria conferida textualmente e utilizada na organização e nas situações especiais. Os resumos desses casos conservam a autoria oficial. Consultar R2.
  • R4 — Official Basketball Rules Changes 2026, v1.1: apoio contextual já registrado no Bloco 8 para categorias técnicas e disruptive/flagrant, pp. 11–16. A administração do artigo 44 é fundamentada em R1/R2; o resumo de mudanças não substitui o texto final das regras. Consultar R4.

L. Limites e pendências preservados

  1. A consulta documental original foi textual e direcionada, não leitura integral dos PDFs. Posteriormente, as páginas 9 e 52 de R1 foram conferidas visualmente para a construção do diagrama didático autoral, conforme documentado no componente BasketballFreeThrowDiagram.astro. O recurso também foi verificado visual e funcionalmente na versão publicada, em desktop e na largura responsiva de 390 px, incluindo a rolagem horizontal, conforme a conferência informada pelo responsável pelo portal. Essas verificações não constituem validação normativa integral das fontes nem conferência de todos os seus diagramas e sinais.
  2. Tradução oficial em português não confirmada; explicações e termos em português são recursos didáticos. Erratas ou versões posteriores não foram verificadas de maneira abrangente.
  3. Permanecem as divergências anteriores sobre condutas de excluídos em R2, 36-30/36-31 versus 36-34, e sobre o artigo 29. Este bloco não cria reconciliação, registro de súmula ou regra universal de relógio.
  4. Substituições e tempos completos pertencem ao Bloco 11; combinações adicionais de faltas, correção de erros e procedimentos administrativos exigem seus fatos e dispositivos próprios. O artigo 45 não foi desenvolvido integralmente.
  5. A fundamentação do Bloco 8 foi reaproveitada sem alterar suas partes. Os exemplos não determinam penalidades de casos incompletos nem substituem decisões de arbitragem em competição.

Estado editorial: Guia educativo — versão introdutória, com referências e ressalvas documentais preservadas; não constitui certificação FIBA.